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Economia e politica

De Poitiers a Viena.

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Por Acauan

Com cansativa e irritante frequência vemos referências às Cruzadas como aventuras imperialistas do Ocidente contra o Islã.
Geralmente estas referências falam de um Islã que seria o guardião das luzes em uma época na qual a Europa estava mergulhada nas trevas, mostrando este mesmo Islã como vítima inocente da sanha gananciosa das potências ocidentais.

Uma coisa boa em discutir fatos cientificamente é que as evidências conquistam supremacia sobre as opiniões.

E as evidências que destroem a bobajada exposta no primeiro parágrafo podem ser resumidas em três nomes: Poitiers, Lepanto e Viena.
Estes são os nomes de três batalhas quando, em cada qual, o Ocidente esteve a um passo de ser destruído por forças agressoras do Islã.

As datas são autoexplicativas quanto a quem era a potência agressora neste conflito.

Em 732 DC, Carlos Martel derrotou o exército dos mouros de Córdoba nas proximidades de Poitiers, no coração da França.
Se os muçulmanos tivessem vencido, a civilização Ocidental amargaria seu ocaso ainda na Alta Idade Média.
Note-se que a Batalha de Poitiers ocorreu apenas cem anos após a morte de Maomé, quando os muçulmanos já haviam conquistado na ponta da espada todo o Oriente Médio, todo norte da África e a Península Ibérica. 
Esta expansão se deu sem qualquer reação organizada e conjunta da Cristandade, o nome que o Ocidente se dava na época.

A primeira reação organizada e conjunta só se daria na Primeira Cruzada, mais de trezentos e cinquenta anos depois da vitória salvadora de Carlos Martel.
A Quinta e última Cruzada iniciou-se em 1217.
Trezentos e cinquenta anos depois desta última incursão cristã contra o Islã, a sobrevivência do Ocidente estava de novo por um fio, sendo salvo da invasão destruidora dos Otomanos pela vitória da Liga Santa, a coalização Ocidental, na Batalha de Lepanto.

A clareza das contas fala por si.
Trezentos e cinquenta anos antes da Primeira Cruzada o Ocidente lutava pela sua sobrevivência ameaçada pelo Islã e trezentos e cinquenta anos depois da Última Cruzada o Ocidente lutava por sua sobrevivência, ameaçada pelo Islã.

Assim como cem anos depois da morte de Maomé o Islã ja ameaçava destruir o Ocidente, mil anos depois do passamento do Profeta os muçulmanos ainda conservavam o hábito, ameaçando, de novo, invadir a Europa e submetê-la ao Império Otomano, sendo vencidos e detidos, de novo, na Batalha de Viena.

Fazendo a soma dos anos, entre Poitiers e Viena temos quase mil anos de agressões do Islã contra a civilização Ocidental, sendo que cada qual delas poderia ter posto fim ao Ocidente e seu legado, enquanto entre a Primeira e a Última Cruzada passaram-se cento e vinte anos, durante os quais em nenhum momento houve ameaça real de extinção da civilização islâmica.

Como disse, os números falam por si.

Alguns mitos e mentiras sobre Israel e os conflitos do Oriente Médio

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Por Acauan

1. Israel promove o genocídio dos palestinos.


Desde a criação do Estado de Israel, o governo que mais matou palestinos em ações militares diretas foi o da Jordânia, nação à qual os palestinos pertencem étnica, cultural e geograficamente.
A organização terrorista Setembro Negro foi nomeada assim para lembrar a data do massacre promovido pelo exército jordaniano.
Em segundo lugar vem o Líbano, que assim como a Jordânia promoveu ações - sem fazer distinção entre militantes armados e refugiados civis - para expulsar de seu território a OLP, Organização para Libertação da Palestina, de Yasser Arafat. Outras nações do Oriente Médio reagiram violentamente à presença de refugiados palestinos em seus territórios.
Israel mantém supremacia militar absoluta sobre os territórios árabes ocupados há mais de quarenta anos. Se reprimisse os palestinos com a mesma fúria com que o fizeram seus irmãos e vizinhos árabes, hoje o povo palestino não existiria mais.

2. Israel é um estado racista, que nega direitos aos que não são judeus

Cerca de 20% da população de Israel é composta de cidadãos árabes aos quais é garantida plena igualdade de direitos civis com os judeus. Estes cidadãos árabes israelenses têm direito a voto, possuem seus próprios partidos políticos de oposição ao governo e mantém representantes eleitos no parlamento.
A maioria dos países árabes impede seus cidadãos judeus de ter acesso a cargos no governo ou de instituir organizações políticas de qualquer espécie.

3. Israel move uma guerra covarde contra um povo fraco e indefeso 

Desde sua criação Israel vive em estado permanente de guerra não declarada contra uma coalizão de países árabes cuja somatória das populações, efetivos militares e recursos estratégicos superam os do Estado Judeu em proporção de dezenas contra um. Mesmo assim o Estado de Israel derrotou seus inimigos em campo de batalha por três vezes.

4. O sucesso militar de Israel é devido ao apoio dos Estados Unidos

Israel venceu a guerra de independência contra a coalizão de países árabes em 1948 mobilizando as forças e recursos dos movimentos insurgentes judeus que combateram os britânicos.
A Guerra dos Seis Dias foi vencida por um conjunto de estratégias que teve como protagonista o supersônico Mirage III, de fabricação francesa.
Na Guerra do Yom Kippur Israel contou com armamento avançado de fabricação americana, mas seus inimigos árabes eram fartamente supridos pela União Soviética em quantidades muito superiores.

5. O Estado de Israel é ilegítimo 

Todos os estados árabes do Oriente Médio tiveram suas fronteiras definidas por tratados arbitrados pelas potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial que desmembraram o vencido Império Otomano.
A criação do Estado de Israel também foi arbitrada, porém com a chancela da Assembléia Geral das Nações Unidas.

6. Anti-sionismo é diferente de anti-semitismo, nem todo judeu é sionista 

O apoio da comunidade judaica internacional ao Estado de Israel é praticamente unânime.
As exceções numericamente desprezíveis são grupos ultra-ortodoxos como a Naturei Karta ou judeus étnicos ligados a alguma militância política de esquerda.
Ressalve-se que reconhecimento e apoio ao direito de existência do Estado de Israel como Lar Nacional Judeu não significa aprovação de qualquer coisa que o governo de Israel faça.

7. Judeus ortodoxos são "anti-sionistas".

Facções judaicas ultra-ortodoxas são frequentemente citadas pela militância anti-israelense e/ ou anti-semitas que as apresentam como prova de que anti-sionismo e anti-semitismo são coisas diferentes.

A grande maioria dos judeus ortodoxos é sionista – no sentido em que apoia a proposição da ONU que reconheceu o Estado de Israel como Lar Nacional Judeu.
Os partidos religiosos judeu ortodoxos integram a base de apoio do Likud, o Partido Conservador, no Knesset (Parlamento Israelense).
Algumas facções ultra-ortodoxas se opõem sim ao moderno Estado de Israel, não por serem anti-sionistas, como pregam árabes, muçulmanos, militância esquerdista e anti-semitas em geral.
Estes ultra-ortodoxos são contra o moderno Estado de Israel por serem sionistas demais e não de menos.
Estas facções são contra o Estado laico de Israel e defendem que somente o Messias, sob missão divina, pode reerguer Eretz Israel como nação soberana, não apenas sobre a Palestina, mas sobre todo o mundo.
Podem até não ser sionistas no sentido sócio-histórico convencionado, mas o fato é que eles querem um Israel muito maior que o sonhado por Theodor Herzl.

8. Israel é um estado terrorista 

O movimento sionista promoveu atentados terroristas contra militares britânicos e civis palestinos, se destacando o atentado ao Hotel King David e o massacre de Deir Yassin.
Estas ações se deram antes da criação do Estado de Israel.

O governo do Estado de Israel mais de uma vez forçou os limites aceitos pelas convenções internacionais, podendo ser acusado de violações ou mesmo de crimes de guerra nos termos da Convenção de Genebra sobre territórios ocupados.
Mesmo assim, classificar Israel como Estado terrorista é propaganda política que visa igualar moralmente o Estado judeu com seus agressores ou mesmo inverter os papéis.

Israel devolveu ao Egito a Península do Sinai, o maior e mais estratégico dos territórios ocupados sem maiores exigências que a preservação da paz pelos egípcios.
Cumprido este requisito mínimo, Israel nunca mais fez incursões agressivas contra o governo do Cairo.

Analisando o retrospecto, Israel manteve os acordos de paz que lavrou com organizações palestinas até o limite em que estas sistematicamente se valeram das posições conquistadas para promover mais ataques.

O quadro histórico evidencia que o Estado de Israel apresentou violações ao direito internacional enquanto existe e atua dentro dele, ao passo que seus inimigos ignoram completamente tal direito, caracterizando a chamada Guerra Assimétrica, que não isenta Israel da responsabilidade por violações, mas deixa claro quem é o lado terrorista neste conflito.

Postado originalmente em 01 Jun 2011, 14:41