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Che Guevara - faça o teste e veja o que você sabe sobre ele

Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
Postado pelo ENCOSTO
Hoje é aniversário de morte de Che Guevara. Há 49 anos, Che não queima livros, não fuzila pessoas que pensam diferente dele, não manda homossexuais para campos de concentração. Há 49 anos o mundo é um lugar melhor.

Para celebrar a data, um quiz. Quem disse as frases abaixo?

1. “Fuzilamentos? Sim, fuzilamos e continuaremos fuzilando sempre que necessário. Nossa luta é uma luta [dedicada] à morte.”

a) Augusto Pinochet
b) Che Guevara

2. “O negro indolente e sonhador gasta seu dinheirinho em qualquer frivolidade ou diversão, ao passo que o europeu tem uma tradição de trabalho e de economia que o persegue até estas paragens da América e o leva a progredir.”

a) Donald Trump
b) Che Guevara

3. “Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu.”

a) Kim Kataguiri
b) Che Guevara

4. “O ódio como fator de luta. O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm que ser assim.”

a) Adolf Hitler
b) Che Guevara

5. "Há que levar a guerra até onde o inimigo a leve: à sua casa, aos seus lugares de diversão; fazê-la total. Há que impedir-lhe de ter um minuto de tranquilidade, um minuto de sossego... atacá-lo onde quer que se encontre; fazê-lo se sentir uma fera acossada por cada lugar que transite.”

a) Brilhante Ustra
b) Che Guevara

6. “Asseguro a vocês que se [Jesus] Cristo cruzasse meu caminho eu faria o mesmo que Nietzsche: não hesitaria em esmagá-lo como um verme.”

a) Osama Bin Laden
b) Che Guevara

7. “Os jovens devem aprender a pensar e agir em massa. É criminoso pensar como indivíduos.”

a) Roberto Marinho
b) Che Guevara

8. “Como é que você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?”

a) Jair Bolsonaro
b) Che Guevara

Acertou quem respondeu a mesma alternativa para todas as frases: Che Guevara.

Pois é. Se você é desses que o exaltam, talvez tenha chegado a hora de encarar o espelho. Você provavelmente ainda não sabe disso, mas engrandece uma figura que reúne todos os monstros que você jura combater.
 
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Comentários

  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    O verdadeiro Che Guevara

    Há quase 42 anos, Ernesto "Che" Guevara recebeu uma grande dose de seu próprio remédio.  Sem qualquer julgamento, ele foi declarado um assassino, posto contra um paredão e fuzilado.  Historicamente falando, a justiça raramente foi tão bem feita.  Se o ditado "tudo o que vai, volta" expressa bem uma situação, é esta.

    "Execuções?", gritou Che Guevara enquanto discursava na glorificada Assembléia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1964.  "É claro que executamos!", declarou o ungido, gerando aplausos entusiasmados daquele venerável órgão.  "E continuaremos executando enquanto for necessário!  Essa é uma guerra de morte contra os inimigos da revolução!"

    De acordo com O Livro Negro do Comunismo, escrito por estudiosos franceses de esquerda (ou seja, dificilmente uma mera publicação "direitista" ou de "fanáticos anticastristas de Miami"), ocorreram 14.000 execuções por fuzilamento em Cuba até o final de década de 1960.  (Slobodan Milosevic, não custa lembrar, foi a julgamento por ter ordenado 8.000 execuções.  A mesma ONU que aplaudiu delirantemente a orgulhosa declaração de Che Guevara condenou Milosevic por "genocídio").

    "Os fatos e números são incontestáveis", escreveu ninguém menos que o New York Times, ícone da esquerda, sobre o "Livro Negro do Comunismo".  Jose Vilasuso, um cubano que à época era promotor dos julgamentos comandados por Guevara, fugiu horrorizado e enojado com o que presenciou.  Ele estima que Che promulgou mais de 400 sentenças de morte apenas nos primeiros meses em que comandava a prisão de La Cabaña.  Um padre basco chamado Iaki de Aspiazu, que sempre estava à mão para ouvir confissões e fazer a extrema unção, diz que Che pessoalmente ordenou 700 execuções por fuzilamento durante esse período.  Já o jornalista cubano Luis Ortega, que conheceu Che ainda em 1954, escreveu em seu livro "Yo Soy El Che!" que o número real de pessoas que Guevara mandou fuzilar é de 1.892.

    Em seu livro, Che Guevara: A Biography, o autor Daniel James escreve que o próprio Che admitiu ter ordenado "milhares" de execuções durante o primeiro ano do regime de Fidel Castro.  Felix Rodriguez, o agente cubano-americano da CIA que ajudou a caçar Che na Bolívia e que foi a última pessoa a interrogá-lo, diz que Che, em sua última conversação, admitiu "algumas milhares" de execuções.  Mas fez pouco caso delas, dizendo que todas as vítimas eram "espiões imperialistas e agentes da CIA".

    "Eu não preciso de provas para executar um homem", gritou Che para um funcionário do judiciário cubano em 1959.  "Eu só preciso saber que é necessário executá-lo!"

    As vítimas do regime fidelista, os "inimigos da revolução", foram uns dos mais empreendedores e valentes lutadores do século XX, junto com os Guerreiros da Liberdade Húngaros.  Eles lutaram valente e desesperadoramente, mesmo sabendo que praticamente não tinham chances.  Eles lutavam até a última bala; e, normalmente, lutavam até a morte.  No final, eram capturados, amordaçados e fuzilados por Che e seus seguidores.

    Os poucos sobreviventes vivem hoje em lugares como Miami e Nova Jersey, e podem ser considerados os prisioneiros políticos mais longevos e sofridos da história moderna.  Porém, se você procurar sobre a história deles na grande mídia, sua empreitada será em vão.  Afinal, eles lutaram contra a fina flor do esquerdismo chique.  Sendo assim, o heroísmo deles não é considerado um drama politicamente correto.
     http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    Continuando (o artigo é longo)
    Cuba antes da revolução

    O mito popular é que Cuba era um país com uma economia desintegrada e que Fidel melhorou a vida dos cubanos.  Será?

    Nos meses seguintes à revolução cubana, por exemplo, o economista tcheco Radoslav Selucky visitou Cuba e tomou um susto:  "Pensávamos que Cuba fosse um país subdesenvolvido que tivesse apenas algumas refinarias de açúcar!", escreveu quando voltou a Praga.  "Mas não!  Quase 25% da força de trabalho de Cuba estava empregada na indústria, onde os salários eram iguais aos salários pagos nos EUA!"

    Agora, eis as palavras do próprio Che Guevara em 1961, após retornar a Cuba, junto com seus subordinados, de uma longa viagem ao Leste Europeu: "Não podemos dizer que só vimos maravilhas naqueles países", admitiu Che.  (Considerando-se a natural propensão do povo cubano para o sarcasmo, é provável que Che tenha dito isso em resposta às zombarias e risadas de seus subalternos, que possivelmente ridicularizaram as — para eles — patéticas condições socioeconômicas das principais capitais do Leste Europeu — as quais Cuba deveria emular!)

    "É natural que, para um cubano do século XX, acostumado a todos os luxos que o imperialismo lhe deu", escreveu Che Guevara, "muito do que ele viu (no Leste Europeu) parecesse-lhe algo típico de países subdesenvolvidos".

    Mas não se intimide!  Logo após se tornar ministro da economia de Cuba, Guevara já tinha planejado como tirar aquele sorriso de escárnio do rosto dos cubanos.

    Como o Czar da economia cubana, Che transformou uma nação que tinha uma renda per capita maior do que metade dos países da Europa, a menor taxa de inflação do Ocidente, uma classe média maior que a da Suíça, um enorme fluxo de imigrantes e cujos trabalhadores desfrutavam a oitava maior taxa salarial do mundo, em uma nação que causa repúdio até nos haitianos.  E isso mesmo após receberem abundantes subsídios dos soviéticos, cujo total foi igual a dez Planos Marshall (isso para uma nação de apenas 6,4 milhões de habitantes) — um feito econômico que desafia não somente as leis econômicas mas que também parece desafiar a física.  Se tem uma coisa com que os exilados cubanos concordam inteiramente com Fidel e Che é que eles são ícones do Terceiro Mundo.  Afinal, ambos certamente conseguiram o feito aparentemente impossível de converter Cuba em uma nação do Terceiro Mundo.

    Utilizemos agora um estudo da ONU (ninguém menos!) sobre Cuba, de 1958.  "Cuba possui uma enorme vantagem em sua integração nacional — em comparação aos outros países da América Latina — por causa de sua enorme e homogênea base de imigrantes espanhóis brancos.  A pequena população negra de Cuba também é culturalmente integrada.  Aqueles modos de produção feudal que existem no resto da América Latina não existem em Cuba.  O camponês cubano não se parece com o camponês do resto da América Latina, que está preso à terra, é tradicionalista e se opõe às inovações que o levariam a uma economia de mercado.  O camponês cubano, em todos os aspectos, é um homem moderno.  Ele possui um nível educacional e uma familiaridade com métodos modernos que não é vista no resto da América Latina".

    Outra verdade escondida: "os trabalhadores pobres" não tiveram participação alguma na Revolução Cubana.  A rebelião anti-Batista foi liderada e composta predominantemente por membros da classe média cubana, principalmente da classe média alta.  Em agosto de 1957, o movimento rebelde liderado por Fidel organizou uma "Greve Nacional" contra a ditadura de Batista — e ameaçou matar os trabalhadores que aparecessem para trabalhar.  A "Greve Nacional" foi completamente ignorada.

    Outra greve foi organizada para o dia 9 de abril de 1958.  E novamente os trabalhadores cubanos ignoraram solenemente seus "libertadores", comparecendo em massa para trabalhar.

    Eis um outro relatório, agora da UNESCO, sobre Cuba, em 1957: "Uma característica da estrutura social de Cuba é sua grande classe média", começa o relatório.  "Os trabalhadores cubanos são mais sindicalizados (proporcionalmente à sua população) do que os trabalhadores americanos.  O salário médio para uma jornada de 8 horas diárias em Cuba em 1957 é maior do que para os trabalhadores da Bélgica, Dinamarca, França e Alemanha.  A mão-de-obra cubana recebe 66,6% da renda interna bruta.  Nos EUA, esse valor é de 70% e na Suíça, 64%.  44% dos cubanos são atendidos pela legislação social, uma porcentagem maior que a dos EUA."

    Em 1958, Cuba tinha uma renda per capita maior que a da Áustria e do Japão.  Os trabalhadores da indústria cubana recebiam o oitavo maior salário do mundo.  Na década de 50, os estivadores cubanos ganhavam mais por hora do que seus equivalentes em Nova Orleans e em São Francisco.  Cuba já havia estabelecido a jornada de 8 horas diárias em 1933 — cinco anos antes de Roosevelt e seu New Deal imporem a mesma regra.  E mais: um mês de férias pagas.  As tão aclamadas (pela esquerda) socialdemocracias da Europa só conseguiram implementar esse sistema 30 anos depois.

    A mortalidade infantil em 1958 era a 13ª mais baixa — não da América Latina ou do Ocidente, mas do mundo.  O analfabetismo já estava quase erradicado.  Cuba era o país que mais gastava (23% do orçamento) com educação pública em toda a América Latina.  Mais ainda: os cubanos não eram apenas alfabetizados; eram também cultos.  Podiam ler George Orwell e Thomas Jefferson, bem como a arrebatadora sabedoria e cintilante prosa de Che Guevara.

    A rebelião anti-Batista (e não revolução), como dito, estava apinhada de universitários e profissionais liberais.  Advogados desempregados abundavam (Fidel Castro, por exemplo).  Observe a composição do primeiro gabinete da "revolução camponesa", composta pelos líderes do movimento anti-Batista: 7 advogados, 2 professores universitários, 3 estudantes universitários, 1 médico, 1 engenheiro, 1 arquiteto, 1 ex-prefeito e coronel que desertou do exército de Batista.  Um grupo notoriamente "burguês", como poderia dizer Che.

    Já em 1961, entretanto, operários e campesinos formavam a grande maioria dos rebeldes anti-Castro, principalmente as guerrilhas das montanhas Escambray.  Quem é que já ouviu falar de camponeses pobres lutando contra seus benfeitores Fidel e Che? 
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260
  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
    Certa vez escrevi um texto com o título de Che Bobo.
    Resumindo, lembrava como Fidel usou o carisma do Che e depois que ele não era mais útil mandou o bocó fazer revolução no fim do mundo, também chamado de Bolívia e deu no que deu.
  • - O Cláudio respondeu ponto a ponto, foi constrangedor, pra dizer o mínimo, se tiverem estômago vão lá dar uma olhada.

    Abraços,
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