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O amor romântico segundo Ayn Rand

PercivalPercival Member
editado October 2016 em Religião é veneno
 =small“Faz parte do amor colocar o outro acima do auto interesse?” - esta simples pergunta leva a filósofa Ayn Rand a tecer seus comentários sobre a natureza do amor romântico. Leia abaixo as palavras dela. =small

Sim. O amor é um negócio, mas, como todo negócio, o amor deve ter seus próprios termos e sua própria moeda de troca. E a moeda de troca do amor é a virtude. Você ama pessoas não pelo que você faz por elas ou o que elas fazem por você. Você as ama pelos valores, as virtudes que elas alcançaram em seu próprio caráter. Você não ama sem causa, você não ama a todos indiscriminadamente. Você ama somente aqueles que merecem.   =smallEssas pessoas não merecem o amor (as pessoas fracas moralmente). Certamente, elas estão mais longe. Essas pessoas podem sempre corrigir isso. O homem possui livre arbítrio. Se um homem deseja amor, ele deveria corrigir suas fraquezas ou suas falhas, e ele pode merecer.

Mas ele não pode esperar o não merecido. Nem no amor, nem no dinheiro. Nem na matéria, nem no espírito.    =smallInfelizmente, sim. Muito poucos (são dignos de merecer o amor). Mas está aberto a todos para se tornarem dignos disso. E isso é tudo o que a minha moralidade oferece a eles: um meio para torná-los dignos de amor, embora esse não seja seu objetivo primário.    =smallDos vários prazeres que um homem pode se oferecer o maior é o orgulho, o prazer que ele tem em suas próprias conquistas e na criação de seu caráter.

O prazer que ele tem no caráter e nas conquistas de outro ser humano é o de admiração. A expressão mais elevada da união dessas duas respostas, orgulho e admiração, é o amor romântico. Sua celebração é o sexo.    =smallÉ nessa esfera acima de todas – nas respostas românticas de um homem – que sua visão de si mesmo e da existência se revelam de forma eloquente. Um homem se apaixona e deseja sexualmente a pessoa que reflete seus valores mais profundos. Há dois aspectos cruciais em que as reações românticas e sexuais de um homem são psicologicamente reveladoras: na sua escolha de parceiras e no significado, para ele, do ato sexual.
  “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]

Comentários

  • PercivalPercival Member
    editado October 2016
    Um homem de autoestima – um homem apaixonado por si mesmo e pela vida sente uma necessidade intensa de encontrar seres humanos que ele possa admirar, encontrar um equivalente espiritual que ele possa amar. A qualidade que mais o atrairá é a autoestima – autoestima e um senso inequívoco do valor da existência. Para tal homem, sexo é um ato de celebração.

    Seu significado é um tributo a si mesmo e à mulher que ele escolheu para, de forma definitiva, vivenciar de maneira concreta e em sua própria pessoa o valor e o prazer de estar vivo.    =smallA necessidade de tal experiência é inerente à natureza do homem, mas se um homem não tem a autoestima para consegui-la, ele tenta forjá-la e ele escolhe sua parceira, subconscientemente, baseado na capacidade dela em ajudá-lo a forjar essa experiência para dar a ele a ilusão de um valor próprio que ele mesmo não possui e de uma felicidade que ele mesmo não sente. Portanto, se um homem se sente atraído por uma mulher de inteligência, confiança e força, se ele é atraído por uma heroína, ele revela um tipo de alma. Se, por outro lado, ele é atraído por uma mulher ignorante, incompetente e irresponsável cuja fraqueza permita que ele se sinta masculino, ele revela um outro tipo de alma. Se ele se atrai por uma vagabunda assustada, cuja falta de padrão e critério permite que ele se sinta livre de julgamento, ele revela um outro tipo de alma.

    O mesmo princípio, obviamente, aplica-se às escolhas românticas e sexuais de uma mulher.    =small

    O ato sexual tem um significado diferente para a pessoa cujo desejo é alimentado por orgulho e admiração e tem outro significado para quem a experiência prazerosa que ele proporciona é um fim em si mesmo e que busca no sexo a prova da masculinidade ou feminilidade ou um alívio para o desespero, ou ainda uma defesa contra a ansiedade, ou uma fuga do tédio. Paradoxalmente, são os “caçadores de prazer” - os homens que aparentemente vivem apenas pela sensação do momento, que se preocupam apenas em se divertir - quem são psicologicamente incapazes de vivenciar prazer como um fim em si mesmo. O perseguidor neurótico de prazer imagina que, ao repetir os movimentos de uma celebração, ele poderá sentir que tem algo para celebrar. 

    http://casal20ribas.blogspot.com.br/2013/02/o-amor-romantico-segundo-ayn-rand.html
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • SenhorSenhor Member
    editado October 2016
    Amor antes de mais nada é uma resposta química a um estímulo.  O amor é resultado de complexas atividades de hormônios endógenos como a ocitocina ,a melatonina, a serotonina e hormônios sexuais, entre outros.

    "Ágape", "Eros", "Storge" e  "Phileo", são tentativas de classificar a ideia de amor de acordo com sua natureza e alcance, nada mais que diferentes dosagens de um coquetel de hormônios elaborados no organismo. 
    Meu PC é Pai, Filho, e Espírito Santo. O pai é o hardware, o filho, o software, e o ES, a energia elétrica.
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    "Amor" é um barato provocado por hormônios que dá e passa.

    Existe por razões biológicas e evolutivas.

    Procurar nobreza e transcendência em sentimentos resultantes da ação de produtos químicos pode ser o mesmo que procurar revelações espirituais em "viagens" provocadas por alucinógenos. Quando muito, gera criatividade e algum autoconhecimento.
  • Será que o Amor não pode ser controlado e ser tratado racionalmente?
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
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