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O último prego no caixão do mito do Lula "milagreiro sócio-econômico"

HuxleyHuxley Member
editado January 4 em Religião é veneno
É difícil não perceber como as pessoas se iludem por vieses cognitivos, que são erros do julgamento humano baseados nas falhas inerentes de nosso aparelho cognitivo. Não raro, esses se difundem coletivamente de tal forma que se transformam em fatos com repercussões políticas. Um deles é a ilusão correlacional. O fato de dois eventos ocorrerem freqüentemente juntos não significa que um seja, necessariamente, a causa do outro. O outro é conhecido como erro de redução ou falácia da causa única. Nele, as pessoas deixam de procurar causas adicionais quando pensam que achou uma que parece proeminente.

Em contexto político, essa ilusão se traduziu recentemente na seguinte crença proposicional no Brasil: “Lula e o PT foram os heróis do 'milagre sócio-econômico' do Brasil (sobretudo de 2004 a 2011)”. Essa crença de excepcionalidade do desempenho de Lula e do PT não passa de ilusão, mesmo se fosse desconsiderado o recente período de estagnação ou recessão. Isso eu já expliquei no tópico do Clube Cético  Brasil deixado para trás pelo resto da Periferia na Era Lula/PT

Todavia, depois do fiasco econômico do PT na fase terminal de sua estadia no Poder Executivo, existem por aí pessoas ligadas ao petismo que ainda tentam minimizar a culpa ou não responsabilizar o lulopetismo pelo desastre econômico recente. Vamos aos três principais argumentos e as respostas aos mesmos:

A operação Lava Jato paralisou o setor de infra-estrutura, afundando a economia

O problema desse argumento é que o Brasil apresentou recentemente duas taxas de decréscimo do PIB de cerca de 4%. Isso ocorreu nos períodos de 2015 e 2016. Mesmo que fosse verdade que o efeito da crise institucional sobre as principais construtoras do país tivesse abalado a renda nacional, a própria revista Carta Capital, petista de carteirinha, admitiu, partindo de estimativas de consultorias, que “se não fosse a Lava Jato, a recessão de cada ano teria sido algo em torno de 1,5%”:
https://www.cartacapital.com.br/economia/quantos-empregos-custa-a-lava-jato   

Veja que se evitou dizer “apenas 1,5%”. É compreensível, pois lembremos que, embora o governo não-petista anterior, o de FHC, tenha sido marcado por graves crises econômicas, não houve um único ano sequer em que o PIB não teve variação de aproximadamente 0% ou mais. E, nos oito anos da gestão de FHC, jamais houve um aumento tão explosivo na taxa de desemprego em tão pouco tempo como houve no fim do período em que o PT esteve no Poder Executivo. Durante a gestão de FHC, nunca se chegou nem minimamente próximo ao feito de triplicar a taxa de desemprego em cerca de um ano e meio - medido pela "Pesquisa Mensal de Emprego" de dezembro de 2014 a maio de 2016.

Lembremos que a Lava Jato se iniciou no extremo fim do primeiro trimestre de 2014, isto é em 17 de março de 2014. Eu fui no Google Imagens e digitei “recessão 2014”. Para minha surpresa, vi um gráfico do portal de notícias G1 cuja fonte de dados era o IBGE. Do terceiro trimestre de 2013 ao segundo trimestre de 2014, tem variação do PIB contra trimestre anterior (em %) assim: -0,5%,+ 0,5%,  -0,2%, -0,6%. Isso desmente o mito da Lava Jato como a causa primeira da deterioração do desempenho da economia brasileira. 

Ademais, existe outra proposição que quero desmentir. A de que...

O Brasil vivia taxa de desemprego excepcionalmente baixa até a entrada do economista neoliberal e defensor da política fiscal austera, Joaquim Levy, que estragou os feitos do lulopetismo

Será isso verdade? A queda da taxa de desemprego realmente foi resultado da aceleração do crescimento econômico que ocorreu no Brasil no período 2004-2011. Todavia, o feito de Dilma, a taxa de desemprego “menor da história” desde o começo da implementação da metodologia atual nada mais do que foi o resultado da diminuição da oferta de emprego, pois a produção e o emprego ficaram estagnados por volta de 2014. Isso fica cristalinamente claro ao se ler o artigo da Folha de São Paulo “Paradoxos Heterodoxos” do economista Alexandre Schwartsman, ex-membro da equipe econômica de Lula. Um excerto do artigo é esclarecedor:
(...) entre agosto de 2013 e agosto de 2014 a força de trabalho encolheu em 160 mil pessoas, quase o dobro da queda do emprego no período. É este desenvolvimento que explica a redução do desemprego apesar da produção e do emprego estagnados. 

Não é claro o que causou este fenômeno. Ele parece mais pronunciado na faixa etária de 18 a 24 anos e pode resultar tanto da busca por maior qualificação por parte dos jovens (que teriam se afastado do mercado para estudar), como do aumento da “geração nem-nem” (nem trabalha nem estuda).

Fonte: 
http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/10/paradoxos-heterodoxos.html 

Também disponível em:
https://www.institutomillenium.org.br/artigos/paradoxos-heterodoxos/ 

 


Quanto a entrada de Joaquim Levy ter causado a recessão, isso é falso, como mostram os sinais de variação negativa do PIB que antecederam a entrada, no Ministério da Fazenda, de tal economista. 

Todavia, há de se levar em conta que a entrada de Joaquim Levy, seja por impotência ou incompetência política, não significou austeridade fiscal, portanto não houve qualquer "arrocho fiscal neoliberal causador de crise". Alexandre Schwarstman, o mesmo desmascarador do mito acerca da taxa de desemprego, diz o seguinte: 
Há quem atribua tal desempenho à austeridade fiscal, principalmente por parte do governo federal. Isso é falso: como divulgado ontem, o consumo do setor público se manteve virtualmente inalterado (R$ 361 bilhões agora contra R$ 365 bilhões no início de 2014). Outras medidas de gastos, no caso do governo federal, incluindo despesas como pagamentos de aposentadorias e pensões, mostram aumento do dispêndio, jamais queda. 

Só mesmo apreciável contorcionismo mental poderia atribuir ao ajuste fiscal, sequer iniciado, a queda vertiginosa da atividade econômica, iniciada ainda em 2014.

Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2017/03/sete-anos-em-tres.html (Blog Mão Visível)


A culpa foi de Dilma, não de Lula

Diferentemente do que acontece com outros argumentos, esse aqui não tenta negar o efeito causal da incompetência de Dilma no colapso recente da economia. O foco dele é proteger Lula.

Todavia, esse argumento parece ignorar o fato óbvio de que Lula é o pai da política econômica iniciada por Dilma. O ministro da Fazenda que levou o Brasil ao abismo no governo Dilma foi nomeado na gestão Lula. Muitos economistas atribuem o relativo bom desempenho econômico do Brasil lulista ao tripé macroeconômico que a equipe econômica de Lula criou no primeiro mandato e que foi desfeito no fim da era Lula. Em que consistia esse tripé?  De novo, o esclarecedor Alexandre Schwartsman desmontou o mito no artigo de 2013 “O fracasso órfão” no seu blog Mão Visível:

Durante os anos que o país adotou o chamado “tripé macroeconômico”, caracterizado pelo câmbio flutuante, o compromisso com as metas de inflação e o cumprimento das metas do superávit primário, autodenominados “desenvolvimentistas” não se vexaram de prometer um desempenho melhor caso sua estratégia fosse adotada. Segundo este pessoal, seria possível crescer muito mais caso a taxa de câmbio fosse administrada, a taxa de juros reduzida, o grau de intervenção do governo na economia aumentasse (via políticas setoriais) e a política fiscal fosse relaxada.

Não é necessário nenhum grande salto de imaginação para notar que estas têm sido as vigas mestras do que se convencionou chamar de “nova matriz econômica”, que entrou paulatinamente em vigor nos anos finais do governo Lula, ganhando força considerável nestes dois anos e meio da administração Dilma. Diga-se, aliás, que a transição foi aplaudida entusiasticamente por todos os que defendiam esta alternativa ao “tripé”.

Os resultados desta política estão nas manchetes de todos os jornais: crescimento pífio, inflação acima do topo da meta, déficits externos crescentes e desarticulação do investimento. Por qualquer ângulo que se olhe, a “nova matriz econômica” tem sido um fiasco retumbante.

Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2013/07/o-fracasso-orfao.html 
 

Vejam que mesmo que a política fiscal expansionista tivesse algum valor anticíclico num contexto pós-crise internacional 2008-2009, sua dosagem incorreta foi responsável por, a partir de 2010, a taxa de inflação ficar acima do centro da meta. Depois disso, além de a taxa de inflação ficar acima do centro da meta e até do teto, isso também foi acompanhado de desaceleração da taxa de crescimento do PIB. Isso culminou na taxa de inflação elevada acima de 10% e brutal recessão observada em 2015. 

Tudo isso começou por um processo iniciado por Luís Inácio Lula da Silva, esse mito, que nos faz inferir, depois de tudo demonstrado aqui, a seguinte lição. Nem sempre as contiguidades temporais apontam para realizações grandes de habilidades grandes, pois eventos supostamente extraordinários podem acontecer sem causas extraordinárias. Lula é apenas um “Dilma de calças” que deu sorte. Estivesse ele lá num hipotético terceiro e quarto mandatos, provavelmente teríamos aproximadamente o mesmo do desastre causado por Dilma. O que deixaria claro, para muitos dos que querem o mesmo mais uma vez no Palácio do Planalto por um longo tempo, o quão enganador ele foi. Mas, como isso não ocorreu, é parcialmente compreensível que ainda existam pessoas que fantasiam as realizações de um Lula que não existiu.

Comentários

  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    Ainda que fosse verdade que houve uma súbita piora devido à Lava Jato, o fato é que ela era necessária e, sem ela, seríamos uma nova Venezuela, com uma degradação talvez mais lenta e menos perceptível, mas, por isto mesmo, mais destrutiva (a história do sapo na panela de água fervendo).

    Basta comparar Petrobras e PDVSA: enquanto a PDVSA está em ruínas, com os poços se esgotando por falta de pesquisas e com as refinarias caindo aos pedaços por falta de manutenção (o que levou ao absurdo de faltar gasolina num país que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo), a Petrobras tem problemas e dívida altíssima, mas ainda é capaz de se recuperar com a remoção dos parasitas.

    O Brasil, ao contrário da Venezuela, ainda tem jeito se o governo não atrapalhar.

    Lula não fez milagres, pelo contrário, destruiu o país, só que ninguém notou na época porque o dinheiro entrava a rodo.
    Reeleger o Lula não vai trazer esse dinheiro de volta, só vai acabar com o pouco que já se conseguiu recuperar.
  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
    editado December 2017
    Uma das estratégias fundamentais do Petismo é reescrever a História recente e orientar a militância a repetir a versão revisionista infinitas vezes.
    Pior que funciona...
    Como disse tantas vezes, um monte de gente acredita que antes de 2002 o Brasil era sem forma e vazio, trevas contemplavam a face do abismo e o espírito de Lula pairava sobre as águas.
    Pior ainda que boa parte desta gente viveu os acontecimentos ideologicamente deturpados, não tem a desculpa de serem jovens que aprenderam sobre aqueles tempos lendo narrativas.

    Agora os Petistas já estão reescrevendo a história da crise econômica, alguns tentando misturar mentiras e verdades e outros já deslavadamente chutando o pau da barraca e repetindo por aí que a recessão começou no governo Temer...

    De qualquer modo, mesmo que as desculpas esfarrapadas dos Petistas fossem verdadeiras, isto só prova que após mais de uma dúzia de anos no poder não conseguiram construir uma Economia sustentável, capaz de resistir a uma coisa tão prosaica quanto processo conduzido por juiz federal de primeira instância.
  • Uma das estratégias fundamentais do Petismo é reescrever a História recente e orientar a militância a repetir a versão revisionista infinitas vezes.
    Pior que funciona...

    O face do PT  está cheio de mentiras e de gente apoiando/acreditando. Quem critica é marcado como spam e o comentário ocultado. Nessa semana minha conta do face ficou bloqueada por 2 dias.
  • Leandro disse:
    Uma das estratégias fundamentais do Petismo é reescrever a História recente e orientar a militância a repetir a versão revisionista infinitas vezes.
    Pior que funciona...

    O face do PT  está cheio de mentiras e de gente apoiando/acreditando. Quem critica é marcado como spam e o comentário ocultado. Nessa semana minha conta do face ficou bloqueada por 2 dias.

    TENHO CERTEZA QUE A CONTA DO FERNANDO FOI EXCLUÍDA POR RECLAMAÇÕES DA MILITÂNCIA .
    Não tenho motivos pra acreditar em uma Divindade .
    O campo do saber é denso e inesgotável , isso é fascinante e muitas vezes frustrante .
    O futuro é = 1 e não pode ser outro .Que a sorte nos acompanhe amém .
    "Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto inteira! "
     Janis Joplin
    Azafatas-a-todo-o-nada.jpg
     
  • HuxleyHuxley Member
    editado January 2
    Fernando_Silva disse: Ainda que fosse verdade que houve uma súbita piora devido à Lava Jato, o fato é que ela era necessária e, sem ela, seríamos uma nova Venezuela, com uma degradação talvez mais lenta e menos perceptível, mas, por isto mesmo, mais destrutiva (a história do sapo na panela de água fervendo).

    Basta comparar Petrobras e PDVSA: enquanto a PDVSA está em ruínas, com os poços se esgotando por falta de pesquisas e com as refinarias caindo aos pedaços por falta de manutenção (o que levou ao absurdo de faltar gasolina num país que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo), a Petrobras tem problemas e dívida altíssima, mas ainda é capaz de se recuperar com a remoção dos parasitas.

    O Brasil, ao contrário da Venezuela, ainda tem jeito se o governo não atrapalhar.

    Lula não fez milagres, pelo contrário, destruiu o país, só que ninguém notou na época porque o dinheiro entrava a rodo.
    Reeleger o Lula não vai trazer esse dinheiro de volta, só vai acabar com o pouco que já se conseguiu recuperar.

    Eis o velho erro econômico de levar em conta apenas o que se vê, mas não levar em conta os não eventos que foram evitados pelas medidas certas. 
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    Huxley disse:
    Eis o velho erro econômico de levar em conta apenas o que se vê, mas não levar em conta os não eventos que foram evitados pelas medidas certas. 
    Reclamar do que aconteceu e achar que tudo teria sido maravilhoso se as coisas tivessem sido feitas de outro jeito.

    Por exemplo: a ditadura foi uma merda? Talvez, mas quem garante que, sem a revolução de 1964, o Brasil teria se tornado um paraíso?

    Quem garante que, se Lula tivesse sido eleito em vez de FHC, hoje seríamos um país rico e sem desigualdades?
     
  • HuxleyHuxley Member
    editado January 4
    Petrobras paga US$ 2,95 bilhões para cobrir roubo da ORCRIM

    Economia 03.01.18 08:08

    A Petrobras vai desembolsar 2,95 bilhões de dólares para encerrar seus processos em Nova York, diz o G1.

    É mais uma conta de Lula que o Brasil tem de pagar.

    Em nota divulgada nesta quarta-feira no site da CVM, a Petrobras diz que “o acordo, que ainda será submetido à apreciação do juízo norte-americano, objetiva encerrar todas as demandas atualmente em curso e que poderiam vir a ser propostas por investidores em ações e bônus da Petrobras adquiridos nos Estados Unidos (…).

    Este acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável que, conforme anteriormente reportado ao mercado no formulário anual arquivado na bolsa de valores brasileira e americana, poderia causar efeitos materiais adversos à companhia e a sua situação financeira.”

    Fonte: https://www.oantagonista.com/economia/petrobras-paga-us-295-bilhoes-para-cobrir-roubo-da-orcrim/
  • HuxleyHuxley Member
    Ah, quase ia esquecendo. A desgraça da contribuição da Petrobrás para a crise econômica brasileira é essencialmente culpa da CIA. Neste tópico, vamos focar apenas nos estragos que não envolvem a operação Lava Jato.  
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    editado January 4
    A previsão, com base em casos anteriores, era de que o valor fosse bem maior.

    Além disso, por maior que seja o valor a ser pago, é menor do que seria no caso de a ação continuar, sem acordo.

    Os petistas têm é que parar de acusar Temer por tudo de errado que acontece no Brasil, como se antes fosse uma maravilha, e admitir que a culpa é de Lula e Dilma. Sendo que foi Dilma que escolheu Temer (duas vezes...) e os petistas votaram nele.
  • HuxleyHuxley Member
    editado January 11
    É difícil não perceber como as pessoas se iludem por vieses cognitivos, que são erros do julgamento humano baseados nas falhas inerentes de nosso aparelho cognitivo. Não raro, esses se difundem coletivamente de tal forma que se transformam em fatos com repercussões políticas. Um deles é a ilusão correlacional. O fato de dois eventos ocorrerem frequentemente juntos não significa que um seja, necessariamente, a causa do outro. O outro é conhecido como erro de redução ou falácia da causa única. Nele, as pessoas deixam de procurar causas adicionais quando pensam que achou uma que parece proeminente.

    Em contexto político, essa ilusão se traduziu recentemente na seguinte crença proposicional no Brasil: “Lula e o PT foram os heróis do 'milagre sócio-econômico' do Brasil (sobretudo de 2004 a 2011)”. Essa crença de excepcionalidade do desempenho de Lula e do PT não passa de ilusão, mesmo se fosse desconsiderado o recente período de estagnação ou recessão. Isso eu já expliquei no tópico do Clube Cético  Brasil deixado para trás pelo resto da Periferia na Era Lula/PT

    Todavia, depois do fiasco econômico do PT na fase terminal de sua estadia no Poder Executivo, existem por aí pessoas ligadas ao petismo que ainda tentam minimizar ou não responsabilizar o lulopetismo pelo desastre econômico recente. Vamos aos três principais argumentos e as respostas aos mesmos:

    A operação Lava Jato paralisou o setor de infra-estrutura, afundando a economia

    O problema desse argumento é que o Brasil apresentou recentemente duas taxas de decréscimo do PIB de cerca de 4%. Isso ocorreu nos períodos de 2015 e 2016. Mesmo que fosse verdade que o efeito da crise institucional sobre as principais construtoras do país tivesse abalado a renda nacional, a própria revista Carta Capital, petista de carteirinha, admitiu, partindo de estimativas de consultorias, que “se não fosse a Lava Jato, a recessão de cada ano teria sido algo em torno de 1,5%”:
    https://www.cartacapital.com.br/economia/quantos-empregos-custa-a-lava-jato   

    Veja que se evitou dizer “apenas 1,5%”. É compreensível, pois lembremos que, embora o governo não-petista anterior, o de FHC, tenha sido marcado por graves crises econômicas, não houve um único ano sequer em que o PIB não teve variação de aproximadamente 0% ou mais. E, nos oito anos da gestão de FHC, jamais houve um aumento tão explosivo na taxa de desemprego em tão pouco tempo como houve no fim do período em que o PT esteve no Poder Executivo. Durante a gestão de FHC, nunca se chegou nem minimamente próximo ao feito de quase triplicar a taxa de desemprego em cerca de um ano e meio - medido pela "Pesquisa Mensal de Emprego" de dezembro de 2014 a maio de 2016.

    Lembremos que a Lava Jato se iniciou no extremo fim do primeiro trimestre de 2014, isto é em 17 de março de 2014. Eu fui no Google Imagens e digitei “recessão 2014”. Para minha surpresa, vi um gráfico do portal de notícias G1 cuja fonte de dados era o IBGE. Do terceiro trimestre de 2013 ao segundo trimestre de 2014, tem variação do PIB contra trimestre anterior (em %) assim: -0,5%,+ 0,5%,  -0,2%, -0,6%. Isso desmente o mito da Lava Jato como a causa primeira da deterioração do desempenho da economia brasileira. 

    Ademais, existe outra proposição que quero desmentir. A de que...

    O Brasil vivia taxa de desemprego excepcionalmente baixa até a entrada do economista neoliberal e defensor da política fiscal austera, Joaquim Levy, que estragou os feitos do lulopetismo

    Será isso verdade? A queda da taxa de desemprego realmente foi resultado da aceleração do crescimento econômico que ocorreu no Brasil no período 2004-2011. Todavia, o feito de Dilma, a taxa de desemprego “menor da história” desde o começo da implementação da metodologia atual nada mais do que foi o resultado da diminuição da oferta de emprego, pois a produção e o emprego ficaram estagnados por volta de 2014. Isso fica cristalinamente claro ao se ler o artigo da Folha de São Paulo “Paradoxos Heterodoxos” do economista Alexandre Schwartsman, ex-membro da equipe econômica de Lula. Um excerto do artigo é esclarecedor:
    (...) entre agosto de 2013 e agosto de 2014 a força de trabalho encolheu em 160 mil pessoas, quase o dobro da queda do emprego no período. É este desenvolvimento que explica a redução do desemprego apesar da produção e do emprego estagnados. 

    Não é claro o que causou este fenômeno. Ele parece mais pronunciado na faixa etária de 18 a 24 anos e pode resultar tanto da busca por maior qualificação por parte dos jovens (que teriam se afastado do mercado para estudar), como do aumento da “geração nem-nem” (nem trabalha nem estuda).

    Fonte: 
    http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/10/paradoxos-heterodoxos.html 

    Também disponível em:
    https://www.institutomillenium.org.br/artigos/paradoxos-heterodoxos/ 

     


    Quanto a entrada de Joaquim Levy ter causado a recessão, isso é falso, como mostram os sinais de variação negativa do PIB que antecederam a entrada, no Ministério da Fazenda, de tal economista. 

    Todavia, há de se levar em conta que a entrada de Joaquim Levy, seja por impotência ou incompetência política, não significou austeridade fiscal, portanto não houve qualquer "arrocho fiscal neoliberal causador de crise". Alexandre Schwarstman, o mesmo desmascarador do mito acerca da taxa de desemprego, diz o seguinte: 
    Há quem atribua tal desempenho à austeridade fiscal, principalmente por parte do governo federal. Isso é falso: como divulgado ontem, o consumo do setor público se manteve virtualmente inalterado (R$ 361 bilhões agora contra R$ 365 bilhões no início de 2014). Outras medidas de gastos, no caso do governo federal, incluindo despesas como pagamentos de aposentadorias e pensões, mostram aumento do dispêndio, jamais queda. 

    Só mesmo apreciável contorcionismo mental poderia atribuir ao ajuste fiscal, sequer iniciado, a queda vertiginosa da atividade econômica, iniciada ainda em 2014.

    Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2017/03/sete-anos-em-tres.html (Blog Mão Visível)
     


    A culpa foi de Dilma, não de Lula

    Diferentemente do que acontece com outros argumentos, esse aqui não tenta negar o efeito causal da incompetência de Dilma no colapso recente da economia. O foco dele é proteger Lula.

    Todavia, esse argumento parece ignorar o fato óbvio de que Lula é o pai da política econômica iniciada por Dilma. O ministro da Fazenda que levou o Brasil ao abismo no governo Dilma foi nomeado na gestão Lula. Muitos economistas atribuem o relativo bom desempenho econômico do Brasil lulista ao tripé macroeconômico que a equipe econômica de Lula criou no primeiro mandato e que foi desfeita no fim da era Lula. Em que consistia esse tripé?  De novo, o esclarecedor Alexandre Shwartsman desmontou o mito no artigo de 2013 “O fracasso órfão” no seu blog Mão Visível:

    Durante os anos que o país adotou o chamado “tripé macroeconômico”, caracterizado pelo câmbio flutuante, o compromisso com as metas de inflação e o cumprimento das metas do superávit primário, autodenominados “desenvolvimentistas” não se vexaram de prometer um desempenho melhor caso sua estratégia fosse adotada. Segundo este pessoal, seria possível crescer muito mais caso a taxa de câmbio fosse administrada, a taxa de juros reduzida, o grau de intervenção do governo na economia aumentasse (via políticas setoriais) e a política fiscal fosse relaxada.

    Não é necessário nenhum grande salto de imaginação para notar que estas têm sido as vigas mestras do que se convencionou chamar de “nova matriz econômica”, que entrou paulatinamente em vigor nos anos finais do governo Lula, ganhando força considerável nestes dois anos e meio da administração Dilma. Diga-se, aliás, que a transição foi aplaudida entusiasticamente por todos os que defendiam esta alternativa ao “tripé”.

    Os resultados desta política estão nas manchetes de todos os jornais: crescimento pífio, inflação acima do topo da meta, déficits externos crescentes e desarticulação do investimento. Por qualquer ângulo que se olhe, a “nova matriz econômica” tem sido um fiasco retumbante.

    Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2013/07/o-fracasso-orfao.html 
     

    Vejam que mesmo que a política fiscal expansionista tivesse algum valor anticíclico num contexto pós-crise internacional 2008-2009, sua dosagem incorreta foi responsável por, a partir de 2010, a taxa de inflação ficar acima do centro da meta*. Depois disso, além de a taxa de inflação ficar acima do centro da meta e até do teto, isso também foi acompanhado de desaceleração da taxa de crescimento do PIB. Isso culminou na taxa de inflação elevada acima de 10% e brutal recessão observada em 2015. 

    Tudo isso começou por um processo iniciado por Luís Inácio Lula da Silva, esse mito, que nos faz inferir, depois de tudo demonstrado aqui, a seguinte lição. Nem sempre as contiguidades temporais apontam para realizações grandes de habilidades grandes, pois eventos supostamente extraordinários podem acontecer sem causas extraordinárias. Lula é apenas um “Dilma de calças” que deu sorte. Estivesse ele lá num hipotético terceiro e quarto mandatos, provavelmente teríamos aproximadamente o mesmo do desastre causado por Dilma. O que deixaria claro, para muitos dos que querem o mesmo mais uma vez no Palácio do Planalto por um longo tempo, o quão enganador ele foi. Mas, como isso não ocorreu, é parcialmente compreensível que ainda existam pessoas que fantasiam as realizações de um Lula que não existiu.

    * P.S.: Política fiscal expansionista não gera inflação (ou aceleração da mesma) se não for acompanhada por uma política monetária também continuamente expansionista. Porém, como o Poder Executivo Federal controla ambas, o governo Lula não se salva da crítica deste texto por causa dessa observação adicional.
  • Eu acrescentei uma nota de rodapé pequena ao meu texto do primeiro post do tópico. Ela está no post anterior. É pequena, mas é importante.
  • Huxley disse: É difícil não perceber como as pessoas se iludem por vieses cognitivos, que são erros do julgamento humano baseados nas falhas inerentes de nosso aparelho cognitivo. Não raro, esses se difundem coletivamente de tal forma que se transformam em fatos com repercussões políticas. Um deles é a ilusão correlacional. O fato de dois eventos ocorrerem frequentemente juntos não significa que um seja, necessariamente, a causa do outro. O outro é conhecido como erro de redução ou falácia da causa única. Nele, as pessoas deixam de procurar causas adicionais quando pensam que achou uma que parece proeminente.

    Em contexto político, essa ilusão se traduziu recentemente na seguinte crença proposicional no Brasil: “Lula e o PT foram os heróis do 'milagre sócio-econômico' do Brasil (sobretudo de 2004 a 2011)”. Essa crença de excepcionalidade do desempenho de Lula e do PT não passa de ilusão, mesmo se fosse desconsiderado o recente período de estagnação ou recessão. Isso eu já expliquei no tópico do Clube Cético  Brasil deixado para trás pelo resto da Periferia na Era Lula/PT

    Todavia, depois do fiasco econômico do PT na fase terminal de sua estadia no Poder Executivo, existem por aí pessoas ligadas ao petismo que ainda tentam minimizar ou não responsabilizar o lulopetismo pelo desastre econômico recente. Vamos aos três principais argumentos e as respostas aos mesmos:

    A operação Lava Jato paralisou o setor de infra-estrutura, afundando a economia

    O problema desse argumento é que o Brasil apresentou recentemente duas taxas de decréscimo do PIB de cerca de 4%. Isso ocorreu nos períodos de 2015 e 2016. Mesmo que fosse verdade que o efeito da crise institucional sobre as principais construtoras do país tivesse abalado a renda nacional, a própria revista Carta Capital, petista de carteirinha, admitiu, partindo de estimativas de consultorias, que “se não fosse a Lava Jato, a recessão de cada ano teria sido algo em torno de 1,5%”:
    https://www.cartacapital.com.br/economia/quantos-empregos-custa-a-lava-jato   

    Veja que se evitou dizer “apenas 1,5%”. É compreensível, pois lembremos que, embora o governo não-petista anterior, o de FHC, tenha sido marcado por graves crises econômicas, não houve um único ano sequer em que o PIB não teve variação de aproximadamente 0% ou mais. E, nos oito anos da gestão de FHC, jamais houve um aumento tão explosivo na taxa de desemprego em tão pouco tempo como houve no fim do período em que o PT esteve no Poder Executivo. Durante a gestão de FHC, nunca se chegou nem minimamente próximo ao feito de quase triplicar a taxa de desemprego em cerca de um ano e meio - medido pela "Pesquisa Mensal de Emprego" de dezembro de 2014 a maio de 2016.

    Lembremos que a Lava Jato se iniciou no extremo fim do primeiro trimestre de 2014, isto é em 17 de março de 2014. Eu fui no Google Imagens e digitei “recessão 2014”. Para minha surpresa, vi um gráfico do portal de notícias G1 cuja fonte de dados era o IBGE. Do terceiro trimestre de 2013 ao segundo trimestre de 2014, tem variação do PIB contra trimestre anterior (em %) assim: -0,5%,+ 0,5%,  -0,2%, -0,6%. Isso desmente o mito da Lava Jato como a causa primeira da deterioração do desempenho da economia brasileira. 

    Ademais, existe outra proposição que quero desmentir. A de que...

    O Brasil vivia taxa de desemprego excepcionalmente baixa até a entrada do economista neoliberal e defensor da política fiscal austera, Joaquim Levy, que estragou os feitos do lulopetismo

    Será isso verdade? A queda da taxa de desemprego realmente foi resultado da aceleração do crescimento econômico que ocorreu no Brasil no período 2004-2011. Todavia, o feito de Dilma, a taxa de desemprego “menor da história” desde o começo da implementação da metodologia atual nada mais do que foi o resultado da diminuição da oferta de emprego, pois a produção e o emprego ficaram estagnados por volta de 2014. Isso fica cristalinamente claro ao se ler o artigo da Folha de São Paulo “Paradoxos Heterodoxos” do economista Alexandre Schwartsman, ex-membro da equipe econômica de Lula. Um excerto do artigo é esclarecedor:
    (...) entre agosto de 2013 e agosto de 2014 a força de trabalho encolheu em 160 mil pessoas, quase o dobro da queda do emprego no período. É este desenvolvimento que explica a redução do desemprego apesar da produção e do emprego estagnados. 

    Não é claro o que causou este fenômeno. Ele parece mais pronunciado na faixa etária de 18 a 24 anos e pode resultar tanto da busca por maior qualificação por parte dos jovens (que teriam se afastado do mercado para estudar), como do aumento da “geração nem-nem” (nem trabalha nem estuda).

    Fonte: 
    http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/10/paradoxos-heterodoxos.html 

    Também disponível em:
    https://www.institutomillenium.org.br/artigos/paradoxos-heterodoxos/ 

     


    Quanto a entrada de Joaquim Levy ter causado a recessão, isso é falso, como mostram os sinais de variação negativa do PIB que antecederam a entrada, no Ministério da Fazenda, de tal economista. 

    Todavia, há de se levar em conta que a entrada de Joaquim Levy, seja por impotência ou incompetência política, não significou austeridade fiscal, portanto não houve qualquer "arrocho fiscal neoliberal causador de crise". Alexandre Schwarstman, o mesmo desmascarador do mito acerca da taxa de desemprego, diz o seguinte: 
    Há quem atribua tal desempenho à austeridade fiscal, principalmente por parte do governo federal. Isso é falso: como divulgado ontem, o consumo do setor público se manteve virtualmente inalterado (R$ 361 bilhões agora contra R$ 365 bilhões no início de 2014). Outras medidas de gastos, no caso do governo federal, incluindo despesas como pagamentos de aposentadorias e pensões, mostram aumento do dispêndio, jamais queda. 

    Só mesmo apreciável contorcionismo mental poderia atribuir ao ajuste fiscal, sequer iniciado, a queda vertiginosa da atividade econômica, iniciada ainda em 2014.

    Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2017/03/sete-anos-em-tres.html (Blog Mão Visível)
     


    A culpa foi de Dilma, não de Lula

    Diferentemente do que acontece com outros argumentos, esse aqui não tenta negar o efeito causal da incompetência de Dilma no colapso recente da economia. O foco dele é proteger Lula.

    Todavia, esse argumento parece ignorar o fato óbvio de que Lula é o pai da política econômica iniciada por Dilma. O ministro da Fazenda que levou o Brasil ao abismo no governo Dilma foi nomeado na gestão Lula. Muitos economistas atribuem o relativo bom desempenho econômico do Brasil lulista ao tripé macroeconômico que a equipe econômica de Lula criou no primeiro mandato e que foi desfeita no fim da era Lula. Em que consistia esse tripé?  De novo, o esclarecedor Alexandre Shwartsman desmontou o mito no artigo de 2013 “O fracasso órfão” no seu blog Mão Visível:

    Durante os anos que o país adotou o chamado “tripé macroeconômico”, caracterizado pelo câmbio flutuante, o compromisso com as metas de inflação e o cumprimento das metas do superávit primário, autodenominados “desenvolvimentistas” não se vexaram de prometer um desempenho melhor caso sua estratégia fosse adotada. Segundo este pessoal, seria possível crescer muito mais caso a taxa de câmbio fosse administrada, a taxa de juros reduzida, o grau de intervenção do governo na economia aumentasse (via políticas setoriais) e a política fiscal fosse relaxada.

    Não é necessário nenhum grande salto de imaginação para notar que estas têm sido as vigas mestras do que se convencionou chamar de “nova matriz econômica”, que entrou paulatinamente em vigor nos anos finais do governo Lula, ganhando força considerável nestes dois anos e meio da administração Dilma. Diga-se, aliás, que a transição foi aplaudida entusiasticamente por todos os que defendiam esta alternativa ao “tripé”.

    Os resultados desta política estão nas manchetes de todos os jornais: crescimento pífio, inflação acima do topo da meta, déficits externos crescentes e desarticulação do investimento. Por qualquer ângulo que se olhe, a “nova matriz econômica” tem sido um fiasco retumbante.

    Fonte: http://maovisivel.blogspot.com.br/2013/07/o-fracasso-orfao.html 
     

    Vejam que mesmo que a política fiscal expansionista tivesse algum valor anticíclico num contexto pós-crise internacional 2008-2009, sua dosagem incorreta foi responsável por, a partir de 2010, a taxa de inflação ficar acima do centro da meta*. Depois disso, além de a taxa de inflação ficar acima do centro da meta e até do teto, isso também foi acompanhado de desaceleração da taxa de crescimento do PIB. Isso culminou na taxa de inflação elevada acima de 10% e brutal recessão observada em 2015. 

    Tudo isso começou por um processo iniciado por Luís Inácio Lula da Silva, esse mito, que nos faz inferir, depois de tudo demonstrado aqui, a seguinte lição. Nem sempre as contiguidades temporais apontam para realizações grandes de habilidades grandes, pois eventos supostamente extraordinários podem acontecer sem causas extraordinárias. Lula é apenas um “Dilma de calças” que deu sorte. Estivesse ele lá num hipotético terceiro e quarto mandatos, provavelmente teríamos aproximadamente o mesmo do desastre causado por Dilma. O que deixaria claro, para muitos dos que querem o mesmo mais uma vez no Palácio do Planalto por um longo tempo, o quão enganador ele foi. Mas, como isso não ocorreu, é parcialmente compreensível que ainda existam pessoas que fantasiam as realizações de um Lula que não existiu.

    * P.S.: Política fiscal expansionista não gera inflação (ou aceleração da mesma) se não for acompanhada por uma política monetária também continuamente expansionista. Porém, como o Poder Executivo Federal controla ambas, o governo Lula não se salva da crítica deste texto por causa dessa observação adicional.

    Perfeira sua análise.
    Mostre para um petista e veja a força deste religião.
    Não tenho motivos pra acreditar em uma Divindade .
    O campo do saber é denso e inesgotável , isso é fascinante e muitas vezes frustrante .
    O futuro é = 1 e não pode ser outro .Que a sorte nos acompanhe amém .
    "Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto inteira! "
     Janis Joplin
    Azafatas-a-todo-o-nada.jpg
     
  • JudasJudas Moderator
    Perfeira sua análise.
    Mostre para um petista e veja a força deste religião.

    Também gostei muito mas sabemos que mostrar estes fatos a petistas é inútil.
    Esses argumentos servem pra convencer os demais.

    Precisamos de um candidato a presidente que consiga ensinar isso ao povo mesmo que perca as eleições.
    E precisamos de outro cadidato que concorde com isso, não diga nada durante o pleito mas vença as eleições e consiga por alguma coisa boa em prática.

    Embora as eleições parlamentares sejam na minha opinião mais importantes pra mudar as coisas de fato
    1- Não podemos perder eleições majoritárias porque isso só vai atrasar mais o país
    2- É na eleição pra presidente que é possível produzir mais senso comum. Por enquanto o senso comum é estatista, quanto mais gente metendo o pau nisso e mostrando que a Petrobras é um câncer melhor pra causa.


    Não tenho pretensão de me declarar como tal mas, segundo Olavo de Carvalho, as discussões que  se dão enrte intelectuais são deste nível aqui que estamos tratando.
    Já o discurso e a estratégia pública precisa ser outro e o "nível" desse discurso vai variar de acordo com o grau de instrução da maioria do povo.
    A esquerda aposta na burrice, falta de informação e nas mentiras pra isso.

    Ela tem vencido.

    Nós precisamos viabilizar nossa mensagem reconhecendo que estamos em constante desvantagem por vários motivos mas destaco um.
    A mentira é menor que a verdade.
    "FHC quebrou o Brasil 3 vezes" é bem menor e mais eficaz do que a explicação que desmente isso.

    Eu não sei como desatar este nó.
     
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