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Para Carlos Heitor Cony, Globo “sempre se colocou ao lado do governo”

Carlos Heitor Cony era um dos maiores críticos da TV Globo na década de 1990. Em sua única passagem pelo “Roda Viva”, o escritor disse que a Globo, “por uma questão de gravidade”, sempre apoiou o governo.

“O que se critica na Globo é que ela, por uma questão de gravidade, ela sempre se colocou ao lado do governo, independente de que governo foi. Ela pactuou, ela foi… Não vou dizer que tenha sido inspiradora, mas ela foi cúmplice de todo um regime totalitário, de repressão, que sofremos durante 21 anos, mas eu não posso dizer que é uma culpa pessoal do doutor Roberto Marinho”.

Além do governo militar, Cony reprovava a relação de Roberto Marinho com Fernando Collor.

“[Roberto Marinho] Faz muito boa dupla com o Collor, fez uma dupla muito boa com o Collor no início, não vamos esquecer isso: Do caso da edição do último programa do Lula com o Collor, caso do Collor chegando de uma viagem do exterior [junta as mãos e abre constantemente], tomando banho na piscina do Roberto Marinho, o Roberto Marinho fotografando o Collor, com crédito na foto: “Foto: Roberto Marinho”, tudo perfeito. E hoje [a entrevista é de 1996] é cúmplice do senhor Fernando Henrique e tudo mais. Se der certo, ótimo, honra e louvor para ele, se der errado, ele muda de lado. Muda de lado em favor do vencedor. Não faz meu gênero, evidentemente”.

http://teleguiado.com/televisao/2018/01/para-carlos-heitor-cony-globo-sempre-se-colocou-ao-lado-do-governo.html
  “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]

Comentários

  • BotânicoBotânico Member
    editado January 9
    O falecido repórter Ferreira Neto dizia que o Roberto Marinho era a pessoa mais coerente do Mundo: ele estava sempre com o Governo. O Governo mudava, mas o Roberto Marinho nunca mudava: ele continuava sempre com o Governo.
    Parece-me que essa relação ficou um tanto arranhada com o governo Figueiredo, pois esse não dava trela para as exigências da figuraça. Não sei onde vi isso (talvez no próprio programa do Ferreria Neto) mas o Roberto Marinho, numa reunião com o Figueirido, queria tais e quais privilégios e o Figueiredo fez ouvidos moucos e o Marinho:
    _ Mas você não sabe que a Globo sempre faz propaganda e noticiários a favor do Governo?

    O Figueiredo fez uma baita besteira com esse negócio de "Lei de Informática", visando a indústria nacional de computadores a se desenvolver. Que piada! Os computadores feitos no Brasil eram famosos por só darem defeito. E além disso, não eram fabricados e sim apenas montados aqui com peças contrabandeadas, pois as fabricadas por aqui eram puro lixo eletrônico. Por conta disso, a empresa NEC, que era do Roberto Marinho, fazia contrabando de peças, mas numa ocasião deu zebra e aí uma carga de contrabando dela foi apreendida. Parece que foi nessa época que circulou uma notícia de que o Ministro da Justiça do Figueiredo, o Ibrahim Abi Ackel, estaria sendo investigado por um contrabando de joias... Onde será que saiu a primeira notícia disso? Alguém sabe?
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    Botânico disse:
    O Figueiredo fez uma baita besteira com esse negócio de "Lei de Informática", visando a indústria nacional de computadores a se desenvolver. Que piada! Os computadores feitos no Brasil eram famosos por só darem defeito. E além disso, não eram fabricados e sim apenas montados aqui com peças contrabandeadas, pois as fabricadas por aqui eram puro lixo eletrônico.
    Havia um monte de empresas que montavam esses computadores com peças contrabandeadas de Miami.
    Elas duravam um tempo, depois sumiam para provavelmente reabrir com outro nome.

    Não havia muito controle da legitimidade do software que vinha instalado.

    Foi assim que a informática começou no Brasil. A Cora Rónai comentou na época que deveria haver uma estátua do "Contrabandista Desconhecido" no aeroporto.

    Por causa dessa "proteção à indústria nacional", nada que tivesse microprocessadores podia entrar no país, o que resultou em ainda termos carros com carburador e distribuidor com platinado quando o primeiro mundo já tinha injeção e ignição eletrônicas. Isto só acabou quando o Collor chamou nossos carros de "carroças" e abriu o mercado aos importados.
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