Olá, bem-vind@!

Quer participar e contribuir? Clique no botão "Registrar-se" se é sua primeira vez aqui. Se você já é um dos nossos, clique em "Entrar".

O tráfico islâmico de escravos africanos e europeus

ENCOSTOENCOSTO Member
editado October 15 em Religião é veneno
O tráfico islâmico de escravos africanos e europeus

O número de pessoas escravizadas por muçulmanos tem sido um tema muito debatido, em particular o número de africanos escravizados, marcado pela participação árabe e o tráfico em direção ao Oriente Médio. Embora originado milênios depois do Judaísmo e mais de quinhentos anos depois do Cristianismo, o tráfico transcontinental islâmico de africanos precedeu em séculos e permaneceu muito depois do fim tráfico transatlântico promovido por negreiros judeus e cristãos. Também por séculos, brancos europeus e do Norte africano foram capturados e comercializados por negreiros muçulmanos.

O Período de Tempo

O tráfico de escravos árabes foi o mais longo, ainda que menos discutido, destes dois principais tráficos de escravos. Começou no sétimo século como árabes e outros asiáticos espalhando-se no Norte e Leste da África sob a bandeira do Islã. O comércio árabe de negros no Sudeste da África precede o comércio transatlântico europeu de escravos em 700 anos. Alguns estudiosos dizem que o tráfico árabe de escravos continuou de uma forma ou de outra até a década de 1960. A escravidão na Mauritânia só foi criminalizada em agosto de 2007 e movimentos jihadistas ainda no séc. XXI praticam e professam o direito a ter escravos e de escravizar cristãos e outros não muçulmanos.

Números

Alguns historiadores estimam que entre os anos 650 e 1900, de 10 a 20 milhões de pessoas foram escravizadas por negreiros muçulmanos árabes. Outros acreditam que mais de 20 milhões de africanos foram entregues como escravos, através da rota trans-sahara, apenas para o mundo islâmico. Para fins comparativos, P. D. Curtin, citado em História Geral da África, v. VI, calcula em cerca de 10 milhões o número de africanos que chegaram às Américas como escravos.Dr. John Alembellah Azumah em seu livro de 2001, The Legacy of Arab-Islam in Africa estima que mais de 80 milhões de pretos morreram no caminho.

Negreiros árabes praticaram controle racial

 O tráfico de escravos árabes normalmente tratava da venda de escravos do sexo masculino castrados. Os meninos pretos, entre a idade de 8 e 12, tinham seus escrotos e pênis completamente amputados para impedi-los de se reproduzirem. Cerca de seis de cada dez meninos sangraram até a morte durante o procedimento, de acordo com algumas fontes, mas o alto preço trazido por eunucos no mercado tornou a prática lucrativa.Alguns homens foram castrados para serem eunucos no serviço doméstico e a prática de esterilizar os escravos do sexo masculino não se limitava apenas aos homens pretos. “O calipha em Bagdá, no início do século X, tinha 7.000 eunucos pretos e 4.000 eunucos brancos em seu palácio”, escreve o autor Ronald Segal em seu livro de 2002, Islam’sBlack Slaves: The Other Black Diaspora.

Comércio árabe de escravos inspirou o racismo árabe contra pretos

À medida que nos territórios submetidos pelo Islã a demanda por negros crescia, o mesmo acontecia com o racismo em relação aos pretos africanos.Como a associação casual entre ter pele preta e ser negro começou a ser estabelecida, as atitudes racistas em relação aos pretos começaram a se manifestar na língua e na literatura árabe. A palavra para escravo – Abid – tornou-se um coloquialismo para africano. Outras palavras como Haratin afirmam inferioridade social dos africanos.

Negreiros árabes buscavam mulheres para serem estupradas

O comércio oriental árabe de escravos lidava principalmente de mulheres africanas, mantendo uma proporção de duas mulheres para cada homem. Essas mulheres e meninas eram usadas por árabes e outros asiáticos como concubinas e servos.Um negreiro muçulmano tinha direito por lei ao gozo sexual de suas mulheres escravas. Enchendo os harems de árabes ricos, as mulheres africanas geraram uma série de crianças.Estes estupros e outras violências contra mulheres africanas continuaria por quase 1200 anos.

Comércio árabe de escravos inaugurou o comércio negreiro europeu

 O comércio árabe de escravos no século XIX estava economicamente ligado ao comércio europeu de africanos. O comércio transatlântico de escravos proporcionava novas oportunidades de exploração, o que fazia com que os negreiros árabes fossem ultrapassados.Os portugueses (na costa swahili) beneficiaram-se diretamente e foram responsáveis ​​por um boom no comércio árabe. Enquanto isso, na costa da África Ocidental, os portugueses encontraram comerciantes muçulmanos entrincheirados ao longo da costa africana até a baía de Benin. Estes negreiros europeus descobriram que podiam fazer quantidades consideráveis ​​de ouro transportando africanos escravos de um posto de comércio a outro, ao longo da costa atlântica.

O comércio de escravos árabes provocou uma das maiores rebeliões de escravos da História

A Rebelião Zanj ocorreu perto da cidade de Basra, localizada no atual sul do Iraque, durante um período de quinze anos (869-883 dC). Acredita-se que a insurreição envolveu africanos escravizados (Zanj) que haviam sido originalmente capturados da região dos Grandes Lagos Africanos e áreas mais ao sul na África Oriental.Os proprietários de terra de Basran trouxeram diversos milhares de povos zanjs do leste africano para o sul do Iraque para drenar os pântanos de sal no leste. Os proprietários de terra submeteram os zanjs, que em geral não falavam árabe, a trabalho extremamente pesado e proporcionavam mantimentos mínimos. O tratamento severo provocou uma revolta que cresceu até envolver mais de 500.000 homens escravos e livres que haviam sido trazidos de todo o império muçulmano.

Negros brancos: o comércio de escravos por muçulmanos árabes não se limitava à África ou a cor de pele

 Os negreiros muçulmanos árabes atraíram escravos de todos os grupos raciais. Durante o oitavo e o nono século do califado fatimida, a maioria dos negros (palavra que significava escravo) eram brancos europeus (chamados Saqaliba), capturados ao longo das costas européias e durante as guerras.Além daqueles de origem africana, pessoas de uma grande variedade de regiões foram forçadas à escravidão árabe, incluindo o povos mediterrânicos; persas; pessoas das regiões montanhosas do Cáucaso, como a Geórgia, a Armênia e a Circassia – a palavra escravo deriva de ‘eslavo’ em razão disto – e de partes da Ásia Central e Escandinávia; ingleses, holandeses e irlandeses; além de berberes do Norte da África.

Sugestões de leitura:

Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast and Italy, 1500-1800(Inglês) – Robert C., Jr. Davis.Slaves and Slavery in Muslim Africa: The servile estate – John Ralph Willis (ed.)
«13

Comentários

  • Cx-ddydXUAAGzwC.jpg

    Crianças africanas resgatadas de traficantes muçulmanos árabes pelo navio da marinha britânica HMS Daphne, em 1868, no Oceano Índico. Fonte: Arquivos Nacionais Britânicos.


    eunuchs.jpg

    Dois eunucos africanos e seis concubinas de um sultão otomano (cerca de 1929). Fonte: Secular African Society.

    African_slave_trade-600x499.png

    Mapa do comércio africano de escravos. Árabes muçulmanos eram os principais traficantes fornecedores para o Oriente Médio e outras regiões dominadas pelo Islã.


    enslaved-white-women.jpg

    Mulheres brancas escravizadas.

     
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    Mas tudo bem: faz parte da cultura deles ...
  • PugIIPugII Member
    Escravatura foi comum em territórios muçulmanos, uma pessoa que opera com factos aceita-o.

    O ponto aqui é outro:
    Relativismo

    Qual o propósito exacto deste tópico?

    Relativismo.

    Ou esclareçam com um motivo mais nobre.

     
  • O ponto aqui é outro:
    Relativismo

    Pqp é cara de pau mesmo ...
    Não tenho motivos pra acreditar em uma Divindade .
    O campo do saber é denso e inesgotável , isso é fascinante e muitas vezes frustrante .
    O futuro é = 1 e não pode ser outro .Que a sorte nos acompanhe amém .
    "Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto inteira! "
     Janis Joplin
    Azafatas-a-todo-o-nada.jpg
     
  • ENCOSTOENCOSTO Member
    editado October 15
    Escravatura foi comum em territórios muçulmanos, uma pessoa que opera com factos aceita-o.

    O ponto aqui é outro:
    Relativismo

    Qual o propósito exacto deste tópico?

    Relativismo.

    Ou esclareçam com um motivo mais nobre.

    O proposito número um é tirar uma onda com a tua cara. Todos os tópicos sobre maometanismo que eu abro tem esse objetivo.

    O propósito número dois é mostrar que a escravidão no mundo islâmico é extremamente mais desumana, muito superior em termos de quantidade de gente, e PIOR, deve ter ocorrido até as últimas décadas e aceita por alguns estados islâmicos.
  • Os negros no Brasil estão vivos. Os negros no mundo islamico sumiram:

    Os homens eram castrados / os filhos de escravos eram mortos.

    No Brasil, tivemos negros ainda no periodo do imperio com relevante papel na sociedade.
  • - Os escravos brancos também eram castrados e sumir também.

    Abraços,
  • Segundo Pug e o Stefanooferendadabahia e relativismo.

    Seus malditos crapulas anti islamicos.
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • PugIIPugII Member
    ENCOSTO disse:
    Escravatura foi comum em territórios muçulmanos, uma pessoa que opera com factos aceita-o.

    O ponto aqui é outro:
    Relativismo

    Qual o propósito exacto deste tópico?

    Relativismo.

    Ou esclareçam com um motivo mais nobre.

    O proposito número um é tirar uma onda com a tua cara. Todos os tópicos sobre maometanismo que eu abro tem esse objetivo.

    O propósito número dois é mostrar que a escravidão no mundo islâmico é extremamente mais desumana, muito superior em termos de quantidade de gente, e PIOR, deve ter ocorrido até as últimas décadas e aceita por alguns estados islâmicos.

    triste a sua vida.

    Houve um tempo que fazia isso, depois considerei haver melhor.

    Abra seu coração para Jesus 
  • Bomba: Pug abandona Islamismo e volta para o Cristianismo.
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • PugIIPugII Member
    :)

    Respirem
  • @Percival
    Todas as religiões tem seus podres, oras....
  • A verdade é que quem tem poder, abusa. Exemplo esse texto:


    Os franceses invadiram a Argélia em 1830. Dirigido por Marshall Bugeaud, que se tornou o primeiro governador-geral da Argélia, a conquista foi violenta, marcada por uma política de "terra queimada" destinada a reduzir o poder dos governantes nativos, os Dey, incluindo massacres, estupros em massa e outras atrocidades. Entre 500.000 e 1.000.000, de aproximadamente 3 milhões de argelinos, foram mortos nas primeiras três décadas da conquista.

    Jalata, Asafa (2016). Phases of Terrorism in the Age of Globalization: From Christopher Columbus to Osama bin Laden. Palgrave Macmillan US. pp. 92–3. ISBN 978-1-137-55234-1. Within the first three decades, the French military massacred between half a million to one million from approximately three million Algerian people.
  • stefanobahia disse: @Percival
    Todas as religiões tem seus podres, oras....
    Obrigado por avisar isso oferenda.
     
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • A verdade é que quem tem poder, abusa. Exemplo esse texto:


    Os franceses invadiram a Argélia em 1830. Dirigido por Marshall Bugeaud, que se tornou o primeiro governador-geral da Argélia, a conquista foi violenta, marcada por uma política de "terra queimada" destinada a reduzir o poder dos governantes nativos, os Dey, incluindo massacres, estupros em massa e outras atrocidades. Entre 500.000 e 1.000.000, de aproximadamente 3 milhões de argelinos, foram mortos nas primeiras três décadas da conquista.
     

    Hoje a França está cheia de Argelinos. Onde estão os negros nos paises de maioria islamica?
  • PugIIPugII Member
    ENCOSTO disse:
    A verdade é que quem tem poder, abusa. Exemplo esse texto:


    Os franceses invadiram a Argélia em 1830. Dirigido por Marshall Bugeaud, que se tornou o primeiro governador-geral da Argélia, a conquista foi violenta, marcada por uma política de "terra queimada" destinada a reduzir o poder dos governantes nativos, os Dey, incluindo massacres, estupros em massa e outras atrocidades. Entre 500.000 e 1.000.000, de aproximadamente 3 milhões de argelinos, foram mortos nas primeiras três décadas da conquista.
     

    Hoje a França está cheia de Argelinos. Onde estão os negros nos paises de maioria islamica?

    Essa pergunta não é digna da sua inteligência.

    :)
  • @Volpiceli
    a ocupação alemã na França foi menos violenta que a ocupação francesa na África. (aliás a ocupação francesa ainda existe graças aos estados-satélites africanos)
  • JudasJudas Moderator
    editado October 17
     
     
    stefanobahia disse: @ENCOSTO
    Arábia Saudita
    saudi_arabia_squad_2017.jpg

    Não é um bom exemplo.

    Todos sabem que tem muito esportista que é naturalizado em outro país pra disputar mundiais por outras seleções.

     Um exemplo deste usando a NBA daria conta de que os EUA são um país de população 95% negra.
  • De fato na Arabia Saudita, pais amiguinho dos EUA, existem negros. 
  • PugIIPugII Member
    Judas disse:
     
     
    stefanobahia disse: @ENCOSTO
    Arábia Saudita
    saudi_arabia_squad_2017.jpg

    Não é um bom exemplo.

    Todos sabem que tem muito esportista que é naturalizado em outro país pra disputar mundiais por outras seleções.

     Um exemplo deste usando a NBA daria conta de que os EUA são um país de população 95% negra.

    vc vale mais do que isso.
    Ou
    Sobreestimei a sua inteligência 
  • JudasJudas Moderator
    vc vale mais do que isso.
    Ou
    Sobreestimei a sua inteligência

    Argumento que é bom, nada.

    Sobreestimei seu caráter.
  • PugIIPugII Member
    Sobreestimei a vossa inteligência geral.


    Nunca vi tanto relativismo moral como aqui.
    No fundo, não espanta:

    Há tendência para aceitar o uso da força se feito pelos "bons.

    ....

    Depois a tolice em falar em negros dos países de maioria islâmica como inexistentes.
    Não pensei ter que recordar que boa parte dos muçulmanos africanos são negros. Aliás, a maioria é negra.

    ...

    :)
  • Não pensei ter que recordar que boa parte dos muçulmanos africanos são negros. Aliás, a maioria é negra.

    Que maravilha isso. Não existe racismo no ocidente pois muitos negros são cristãos, né?
  • A KKK nem existe pois tem negro evangelico nos EUA.
  • PugIIPugII Member
    Sobreestimei a vossa inteligência geral.


    Nunca vi tanto relativismo moral como aqui.
    No fundo, não espanta:

    Há tendência para aceitar o uso da força se feito pelos "bons.

    ....

    Depois a tolice em falar em negros dos países de maioria islâmica como inexistentes.
    Não pensei ter que recordar que boa parte dos muçulmanos africanos são negros. Aliás, a maioria é negra.

    ...

    :)
    ENCOSTO disse:
    Não pensei ter que recordar que boa parte dos muçulmanos africanos são negros. Aliás, a maioria é negra.

    Que maravilha isso. Não existe racismo no ocidente pois muitos negros são cristãos, né?


    Quanta confusão na sua cabeça 
  • PugIIPugII Member
    Distorção cognitiva!
  • Voce e uma distorcao ambulante.
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • Sobreestimei a vossa inteligência geral.


    Nunca vi tanto relativismo moral como aqui.
    No fundo, não espanta:

    Há tendência para aceitar o uso da força se feito pelos "bons.

    ....

    Depois a tolice em falar em negros dos países de maioria islâmica como inexistentes.
    Não pensei ter que recordar que boa parte dos muçulmanos africanos são negros. Aliás, a maioria é negra.
     

    17862845_1019987158135190_6708602846321959381_n.jpg?_nc_cat=105&_nc_ht=scontent-gru2-1.xx&oh=d657d6fbae832c910ee23e385a84c80f&oe=5C510E83
Entre ou Registre-se para fazer um comentário.