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Novo instituto combaterá gastos do SUS com pseudociências como homeopatia e dança de roda

Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
Novo instituto combaterá gastos públicos em 'pseudociências'

Órgão observará 29 práticas contempladas pelo SUS cuja eficiência não é comprovada, como homeopatia e dança de roda

Combater o gasto de dinheiro público em práticas sem eficácia comprovada marcará o início do trabalho do primeiro instituto brasileiro dedicado à defesa da sociedade contra pseudociências, denominação que engloba tudo aquilo que se veste de científico embora fracasse em provar eficiência. São 29 casos, que vão da homeopatia a banhos inspirados em práticas dos homens das cavernas ao observar animais feridos e hoje pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Instituto Questão de Ciência (IQC) será lançado na quinta-feira, em São Paulo, e reúne integrantes da comunidade científica e dos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, dos pró-reitores de pesquisa de USP, Unesp e Unicamp.
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A meta inicial é convencer o governo a deixar de obrigar o SUS a pagar por 29 práticas alternativas, como imposição de mãos, dança circular e homeopatia. O IQC lançará um manual de informação sobre essas práticas com orientações de como detectar quando uma terapia não consegue cumprir aquilo o que promete. A inspiração são entidades dos EUA (Center for Inquiry) e Reino Unido (Sense about Science).

— Faltam recursos para diminuir as filas de atendimento de pacientes com câncer, doenças cardíacas e diabetes, ou para melhorar as emergências. Mas há dinheiro para pagar por métodos incapazes de provar que funcionam (essas práticas). Isso é socialmente injusto — condena Taschner.
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O Brasil tem seguido na direção contrária. Há 12 anos o SUS paga pelas chamadas práticas integrativas. Em março deste ano o então ministro da Saúde, o engenheiro Ricardo Barros, anunciou a inclusão de mais dez práticas ao SUS e disse que o Brasil era líder na área, com 29 práticas integrativas oferecidas pelo SUS em 9.350 estabelecimentos em 3.173 municípios.

De fato, só o Brasil tem na lista das práticas pagas pelo poder público o uso de lama para facilitar o contato com o “Eu interior” (geoterapia), dança de roda (dança circular) e passes “para a transferência de energia vital (Qi, prana) por meio das mãos” (imposição de mãos), por exemplo.

O Brasil já financiou também pesquisas com a fosfoetanolamina, que fracassou ao ser testada em tratamento contra o câncer. O caso é emblemático, observa Taschner, porque os pacientes que recorreram a essa substância deixaram de receber terapias adequadas.
https://oglobo.globo.com/sociedade/novo-instituto-combatera-gastos-publicos-em-pseudociencias-1-23247547

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