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Declarações do novo presidente da Fundação Palmares geram críticas e indignação


As declarações do novo presidente da Fundação Palmares geraram críticas e indignação de representantes do movimento negro.

Em redes sociais, Sérgio de Camargo disse que o movimento precisa ser extinto e que a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes.

Representantes de movimentos negros dizem que estão surpresos com a nomeação.

"Infelizmente, esse senhor não veio para gerir. Ele veio com a função de desconstruir todo o legado que vários negros construíram", afirma Cláudia Vitalino, presidente da Unegro.

Em uma nota da Secretaria Especial da Cultura, Sérgio de Camargo é descrito como "católico e jornalista; com passagens por redações em São Paulo. Também como auxiliar particular de seu pai, o renomado escritor Oswaldo de Camargo, que em sua obra aborda temas ligados à temática negra".

O novo presidente da Fundação Palmares defende que o negro não precisa ser vítima, nem precisa ser de esquerda, e trabalha pela libertação da mentalidade que escraviza ideologicamente os negros, gerando dependência de cotas e do assistencialismo estatal.

Um dos principais desafios de Sérgio no cargo é desaparelhar a Fundação Palmares e direcionar o dinheiro para o desenvolvimento de políticas públicas que protejam e incentivem a verdadeira cultura negra.

Sérgio de Camargo usa as redes sociais para expor suas opiniões. Ele escreveu: “não há salvação para o movimento negro. Precisa ser extinto! Fortalecê-lo é fortalecer a esquerda”. Em outra postagem, ele afirma que “a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes, e que os negros do Brasil vivem melhor que os negros da África". E, na semana passada, Sérgio criticou o Dia da Consciência Negra dizendo que “celebra a escravização de mentes negras pela esquerda, e que precisa ser abolido".

Líderes de movimentos negros estão reunindo assinaturas contra a nomeação.

“O movimento negro surge no primeiro negro que foge da senzala. Não tem nada a ver com esquerda ou direita, tem a ver com uma questão social, uma questão do povo, a gente precisa entender a realidade da nossa sociedade. Quem não conhece o seu passado, não conhece o seu presente. Ele deveria conhecer o passado dele”, disse Silvio Henrique, do Conselho da Igualdade Racial.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/11/28/declaracoes-do-novo-presidente-da-fundacao-palmares-geram-criticas-e-indignacao.ghtml
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