Síndrome de Savant

Foi o que aconteceu com Derek Amato que, aos 39 anos de idade, bateu a cabeça ao mergulhar em uma piscina. Levado imediatamente ao hospital, ele foi diagnosticado com uma concussão cerebral severa. E só algumas semanas depois o impacto verdadeiro da pancada na cabeça foi percebido. 35% da audição em um dos ouvidos foi perdida, o americano passou a sofrer com enxaquecas fortes e perda de memória. Mas a mais impressionante das consequências surgiu quando, na casa de um amigo, Amato viu um teclado elétrico pequeno. Ele sentou-se diante do instrumento e começou a tocar as notas como um profissional.

Derek nunca havia tocado um piano. O máximo que havia feito era tirar algumas notas de uma guitarra. Mas, de uma hora para outra, ele era capaz de usar sua mão direita para compor melodias complexas, ao mesmo tempo que a esquerda marcava o ritmo - coisa que só pessoas com anos de tratamento são capazes de fazer.



Procurando um especialista, Amato descobriu que sua pancada na cabeça havia causado, em seu cérebro, efeitos análogos aos apresentados por portadores da Síndrome de Savant. Logo, ele se tornou mais um dos cerca de 30 casos conhecidos de Síndrome de Savant Adquirida. De um dia para o outro, após um trauma na cabeça, eles desenvolvem ao extremo uma habilidade específica. Outro exemplo é Jason Padgett que, depois de levar uma pancada durante um assalto, desenvolveu uma forma de sinestesia: ele vê números em fractais e é a única pessoa do mundo capaz de desenhar essas formas. Sua habilidade o tornou capaz até de desenhar uma explicação para a fórmula E=mc2 (veja foto).

Mas tudo isso tem um preço. Amato perdeu parte da audição e muitos pacientes de Síndrome de Savant Adquirida acabam perdendo habilidades sociais e até cognitivas.

Comentários

  • Vc nos trouxe um assunto muito interessante, Percival.
    Passou um documentário no History nesse final de semana sobre esse cara.
  • No meu caso já foi o contrário , eu levei uma pancada e fiquei mais retardado ainda. =)
  • Quando as pessoas comentam a respeito da reencarnação eu sempre me lembro, destes, assim chamados "idiot savant".
  • Adamastor escreveu: »
    No meu caso já foi o contrário , eu levei uma pancada e fiquei mais retardado ainda. =)

    Fala assim não, Thiaguinho.
  • patolino escreveu: »
    Quando as pessoas comentam a respeito da reencarnação eu sempre me lembro, destes, assim chamados "idiot savant".
    ????
  • Fernando_Silva escreveu: »
    patolino escreveu: »
    Quando as pessoas comentam a respeito da reencarnação eu sempre me lembro, destes, assim chamados "idiot savant".
    ????

    É tipo a Saori nos Cavaleiros do Zodiaco quando ela se transforma na reencarnação de Athena, também chamado Efeito Kurumada.

  • Essas traumatotretas na cuca são mó doidera.

    De repente se você pensar o que se evidencia nesta fenomenologia é que uma grande aquisição de informações que está armazenada na mente de alguma forma é barrada pela parte operacional do sistema por alguma razão.

    A mente parece funcionar de forma análoga a um computador com alguns "arquivos" que só são acessados eventualmente, sendo a parte que forma a "consciencia" absolutamente desvinculada do "todo".
  • Adamastor escreveu: »
    No meu caso já foi o contrário , eu levei uma pancada e fiquei mais retardado ainda. =)
    Caramba,epois de ler esse post eu fui ver sua foto(a da pousada) pra ver se tinha algo a ver...

  • já tá rolando entre meu fã club té foto minha em pousada ? deve ser fake News pq ñ tenho fotos em pousadas ?
  • além do mais prá q comprovar meu retardamento espionando fotos minhas , q sentido tem nisso ? ai de mim ! ñ julgue o livro pela capa meu amigo !
  • É a mesma coisa do derek q o Percival postou o vídeo , apenas de olhar prá cara dele vc concluiria q ele é um savant ? é claro q ñ !
  • gora falando sério , olhando prá minha carinha vcs acham q sou um retardado ?

    c55af86d991251938c94fe7afc8b58ff.jpg
  • Magina, nê naum. Só um normie deslocado querendo ser troll,
  • Senhor escreveu: »
    Essas traumatotretas na cuca são mó doidera.

    De repente se você pensar o que se evidencia nesta fenomenologia é que uma grande aquisição de informações que está armazenada na mente de alguma forma é barrada pela parte operacional do sistema por alguma razão.

    A mente parece funcionar de forma análoga a um computador com alguns "arquivos" que só são acessados eventualmente, sendo a parte que forma a "consciencia" absolutamente desvinculada do "todo".

    Enquanto isso, os místicos seguem misticando. Ânus e ânus de estudo para começarem a iniciar o começo de um prefacio de início de iniciação de princípio de começo sobre o tema misticismo.

  • editado June 25

    Senhor escreveu: »
    De repente se você pensar o que se evidencia nesta fenomenologia é que uma grande aquisição de informações que está armazenada na mente de alguma forma é barrada pela parte operacional do sistema por alguma razão.
    O problema neste tipo de debate é que não se procura uma resposta, não se quer raciocinar, prefere-se o comodismo das opiniões cristalizadas.
    De onde viria essa grande quantidade de informações armazenadas na mente?
    Se descartarmos as teses misticóides resta supormos alguma forma de herança genética... os avoengos, quem sabe?





  • patolino escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    De repente se você pensar o que se evidencia nesta fenomenologia é que uma grande aquisição de informações que está armazenada na mente de alguma forma é barrada pela parte operacional do sistema por alguma razão.
    O problema neste tipo de debate é que não se procura uma resposta, não se quer raciocinar, prefere-se o comodismo das opiniões cristalizadas.
    De onde viria essa grande quantidade de informações armazenadas na mente?
    Se descartarmos as teses misticóides resta supormos alguma forma de herança genética... os avoengos, quem sabe?




    Hipotese 1- De repente a mente é um dial de rádio que se conecta a determinadas faixas e frequências e quando algo extraordinário acontece, começa a sibtonizat em outras faixas.


    Hipotese 2 - A mente forma um banco de dados e opera apenas uma fração deles normativamente.
  • Senhor escreveu: »
    patolino escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    De repente se você pensar o que se evidencia nesta fenomenologia é que uma grande aquisição de informações que está armazenada na mente de alguma forma é barrada pela parte operacional do sistema por alguma razão.
    O problema neste tipo de debate é que não se procura uma resposta, não se quer raciocinar, prefere-se o comodismo das opiniões cristalizadas.
    De onde viria essa grande quantidade de informações armazenadas na mente?
    Se descartarmos as teses misticóides resta supormos alguma forma de herança genética... os avoengos, quem sabe?
    Hipotese 1- De repente a mente é um dial de rádio que se conecta a determinadas faixas e frequências e quando algo extraordinário acontece, começa a sibtonizat em outras faixas.
    Hipotese 2 - A mente forma um banco de dados e opera apenas uma fração deles normativamente.
    A gente nunca sabe quando vc está falando sério, ou não.
    Suas hipóteses são criativas mas não conectam com qualquer possível realidade e assim validam igualmente a tese da reencarnação..

  • patolino escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    patolino escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    De repente se você pensar o que se evidencia nesta fenomenologia é que uma grande aquisição de informações que está armazenada na mente de alguma forma é barrada pela parte operacional do sistema por alguma razão.
    O problema neste tipo de debate é que não se procura uma resposta, não se quer raciocinar, prefere-se o comodismo das opiniões cristalizadas.
    De onde viria essa grande quantidade de informações armazenadas na mente?
    Se descartarmos as teses misticóides resta supormos alguma forma de herança genética... os avoengos, quem sabe?
    Hipotese 1- De repente a mente é um dial de rádio que se conecta a determinadas faixas e frequências e quando algo extraordinário acontece, começa a sibtonizat em outras faixas.
    Hipotese 2 - A mente forma um banco de dados e opera apenas uma fração deles normativamente.
    A gente nunca sabe quando vc está falando sério, ou não.
    Suas hipóteses são criativas mas não conectam com qualquer possível realidade e assim validam igualmente a tese da reencarnação..
    Não é o meu viés que está em questão.

  • editado June 26
    patolino escreveu: »
    O problema neste tipo de debate é que não se procura uma resposta, não se quer raciocinar, prefere-se o comodismo das opiniões cristalizadas.
    De onde viria essa grande quantidade de informações armazenadas na mente?
    Se descartarmos as teses misticóides resta supormos alguma forma de herança genética... os avoengos, quem sabe?
    O que você chama de "opiniões cristalizadas" é o que a ciência atualmente entende como sendo verdade.
    Baseiam-se nos fatos e podem mudar no futuro se surgirem fatos novos.

    Sim, já nascemos com um monte de informações básicas transmitidas geneticamente.
    Um lagarto, por exemplo, já sai do ovo correndo para se esconder (testemunhei isto).
    Um bebê humano já nasce sabendo mamar.
    Algo como a BIOS de um computador.

    O resto nos chega pelos 5 sentidos ao longo da vida.

    Já as teses misticoides não passam de especulação sem comprovação pelos fatos.
  • Não seria contrário à boa lógica afirmar que a genética transmite fatores genéticos ou seja, um genótipo que afeta o fenótipo. Virtudes, sensibilidades, inteligência não são transmitidas por aminoácidos. As teses reencarnacionistas somadas à evolução da mente a partir de um princípio espiritual primitivo, que agrega complexidade e instintos numa série de inumeráveis experiências corpóreas explicaria porque o lagarto sai do ovo em busca de segurança, ou a aranha sempre tece o mesmo formato de teia, da sua espécie, etc.
    Cabe a cada qual formar sua opinião sobre temas que não se comprovam por observação direta, experiências ou empirismo.
  • editado June 26
    Ad hoc sem base empírica no caso do espiritismo x hipóteses não demonstradas apenas por rigor cientifico; parece não ser uma questão de escolha mas sim de honestidade intelectual.
  • Adamastor escreveu: »
    No meu caso já foi o contrário , eu levei uma pancada e fiquei mais retardado ainda. =)

    kkkkkkkkkkk
  • editado June 26
    Se um evento qualquer como um trauma ou outro, repentinamente habilitarem em alguém uma faculdade envolvendo constructos cogitivos que demandam apendizado formal como falar uma língua que nunca ouviu ou operar maquinas complexas sem ler seus manuais nem ter tido contato com elas antes(um exemplo seria a rotina que um impressor Heidelberg precisa dominar), ou mesmo saber jogar Xadrez sem nunca ter aprendido as regras, em vez de expressar meras habilidades físicas e mentais basais como fazer contas complexas ou tocar instrumentos "de ouvido", aí sim, será algo espantoso a se considerar.
  • Senhor escreveu: »
    Se um evento qualquer como um trauma ou outro, repentinamente habilitarem em alguém uma faculdade envolvendo constructos cogitivos que demandam apendizado formal como falar uma língua que nunca ouviu ou operar maquinas complexas sem ler seus manuais nem ter tido contato com elas antes(um exemplo seria a rotina que um impressor Heidelberg precisa dominar), ou mesmo saber jogar Xadrez sem nunca ter aprendido as regras, em vez de expressar meras habilidades físicas e mentais basais como fazer contas complexas ou tocar instrumentos "de ouvido", aí sim, será algo espantoso a se considerar.

    Mesmo que isso aconteça nossa resposta será :
    A ciência ainda não explica
  • editado June 27
    Emmedrado escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    Se um evento qualquer como um trauma ou outro, repentinamente habilitarem em alguém uma faculdade envolvendo constructos cogitivos que demandam apendizado formal como falar uma língua que nunca ouviu ou operar maquinas complexas sem ler seus manuais nem ter tido contato com elas antes(um exemplo seria a rotina que um impressor Heidelberg precisa dominar), ou mesmo saber jogar Xadrez sem nunca ter aprendido as regras, em vez de expressar meras habilidades físicas e mentais basais como fazer contas complexas ou tocar instrumentos "de ouvido", aí sim, será algo espantoso a se considerar.

    Mesmo que isso aconteça nossa resposta será :
    A ciência ainda não explica
    As coisas nem sempre precisam ser explicadas, as vezes basta só fundamentá-las e já está bom.

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