A Igreja foi a única opositora de Galileu Galilei? NÃO! As academias também foram contra.

editado August 11 em Religião é veneno
Como todos já sabem houve uma briga intelectual sobre a perspectivas humana em questões dos astros, mais especificadamente ao heliocentrismo.
Sabemos que houve a perseguição da igreja e todo aquela aversão ao avanço intelectual.
O que não é ensinado e pouco descrito, é que a teoria de Galileu foi negada dentro das academias, houve uma passagem histórica que Galileu levou seu telescópio aos acadêmicos e os mesmos se recusaram a simplesmente ver o "aparelho", com a justificativa que havia um "obscurantismo" embutido e uma pseudociência.

O trecho a seguir foi retirada de uma carta enviada de Galileu para o Johannes Kepler:

Meu prezado Kepler, desejo que possamos rir da estupidez notável do rebanho comum. O que você tem a dizer sobre os principais filósofos desta academia que estão cheios da teimosia de uma víbora e não querem olhar os planetas, a lua ou o telescópio, apesar de eu ter oferecido livre e deliberadamente a oportunidade mil vezes? Verdadeiramente, assim como a víbora fecha seus ouvidos, esses filósofos fecham os olhos à luz da verdade. - (arquivo)

O que aprendemos com isso? As pessoas lutam para serem as fontes da verdade, porque naturalmente isso lhes trás poder; Seja lá qual for o seu lado, se uma nova informação incomoda os pilares da sua "própria ideologia", qualquer argumento será usado, mas principalmente, o argumento de autoridade.
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Comentários

  • editado August 11
    "Academia" é argumento de autoridade desde sempre. Tem o cientista que so é cientista por que sempre olha para além da academia e tem o consolado pela acadrmia, que já não sendo mais cientista vira um acadêmico.

    A maior piada acadêmica é o filósofo formado na faculdade.
  • Por outro lado, novas ideias que conseguem sobreviver a toda essa má vontade têm maiores chances de estarem certas.
  • Fernando_Silva escreveu: »
    Por outro lado, novas ideias que conseguem sobreviver a toda essa má vontade têm maiores chances de estarem certas.

    Terraplanismo, por exemplo.
  • Senhor escreveu: »
    "Academia" é argumento de autoridade desde sempre. Tem o cientista que so é cientista por que sempre olha para além da academia e tem o consolado pela acadrmia, que já não sendo mais cientista vira um acadêmico.

    A maior piada acadêmica é o filósofo formado na faculdade.

    Lembrando este tópico: https://religiaoeveneno.com.br/index.php?p=/discussion/comment/35853
  • editado August 12
    Percival escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    "Academia" é argumento de autoridade desde sempre. Tem o cientista que so é cientista por que sempre olha para além da academia e tem o consolado pela acadrmia, que já não sendo mais cientista vira um acadêmico.

    A maior piada acadêmica é o filósofo formado na faculdade.

    Lembrando este tópico: https://religiaoeveneno.com.br/index.php?p=/discussion/comment/35853
    A Academia é importante como fiel depositária da epistemologia da Ciência mas sempre extrapola seus limites em seus arroubos de bestice cabriolética.
  • Epistemologia da ciência? Hoje em dia pelo menos, depois dos lixos de Derrida, Foucault, Lacan, Marcusi e outros lixos nem isso. ( Lembrem -se de que Popper era de exatas e fez seus livros sobre teoria da ciência totalmente fora da academia).
  • editado August 12
    LaraAS escreveu: »
    Epistemologia da ciência? Hoje em dia pelo menos, depois dos lixos de Derrida, Foucault, Lacan, Marcusi e outros lixos nem isso. ( Lembrem -se de que Popper era de exatas e fez seus livros sobre teoria da ciência totalmente fora da academia).
    O Popper que veio com aquela bobagi de falsificacionismo(me pôppe!)que a Academia adora? É esse Popper?

  • Laras, qual a sua opinião sobre Popper e sua obra.
  • editado August 12
    E pro Sr., proposições científicas ¿não têm que terem false como 1 dos resultados a priori possíveis?
    Es decir:
    P == false (true =) )
    ❓❓❓
  • Gorducho escreveu: »
    E pro Sr., proposições científicas ¿não têm que terem false como 1 dos resultados a priori possíveis?
    Es decir:
    P == false (true =) )
    ❓❓❓

    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
  • Senhor escreveu: »
    Laras, qual a sua opinião sobre Popper e sua obra.
    Eu gosto muito das ideias dele, tem tudo a ver, sobretudo porque tem relação com as críticas dele ao marxismo e a psicanalise. E na verdade, a influencia acadêmica dele não é tão grande quanto a dos Derridas e Lacans da vida. O meu irmão faz mestrado em biologia, verdade que relacionado à educação, mas ainda assim, ele só teve um pouquico de nada de Popper, y teve e tem um bando de autores Derridas, Lacans e de tercermundistas multiculturalistas extremos nas matérias do mestrado, inclusive a titulo de "Teoria da ciência". Agora pode até ser que se não fosse um mestrado misturando biologia com educação não fosse assim, mas não sei não....
  • editado August 12
  • Gostaria de ouvir a sua opinião acerca da m/pergunta...
  • editado August 13
    Gorducho escreveu: »
    Gostaria de ouvir a sua opinião acerca da m/pergunta...
    Acho que não. Sequer uma proposição seria científica a priori.

  • O artigo proposto faz alusão a essa questão, inclusive.
  • Sr. Senhor escreveu: »
    Sequer uma preposição seria científica a priori.
    🤔
    ¿Não existem "proposições científicas"?

  • editado August 12
    Gorducho escreveu: »
    Sr. Senhor escreveu: »
    Sequer uma preposição seria científica a priori.
    🤔
    ¿Não existem "proposições científicas"?
    Não a priori.



  • Se é uma proposição a priori ela estará fora do âmbito da empiria.
  • ¿Que entende por: "proposição científica"?
  • editado August 12
    É a que é confirmada pela experiência.
  • E prá ser confirmada pela experiência tem que ter a possibilidade da experiência desconfirmar a assertiva...
  • editado August 12
    Gorducho escreveu: »
    E prá ser confirmada pela experiência tem que ter a possibilidade da experiência desconfirmar a assertiva...
    Esse é o pressuposto popperiano que é questionado no artigo.

    https://universoracionalista.org/uma-critica-a-falseabilidade/
    "Segundo Popper, não haveria um paraíso de enunciados factuais: apenas existiriam o inferno das falsidades e o purgatório das conjecturas para falsear. Esta doutrina é chamada de “falsificacionismo”. Também poderia ser chamada de

    👉“masoquismo gnoseológico” 👈

    porque é certo que os cientistas procuram verdades, ainda que sejam aproximadas, e triunfam na medida em que as encontram'
    😆
  • editado August 12
    Sr. Senhor escreveu: »
    porque é certo que os cientistas procuram verdades
    E nessa procura a "verdade" procurada pelo cientista (= a hipótese) pode não ser confirmada.
    ainda que sejam aproximadas
    😆
    Sempre. Em Ciência não existem "Verdades" absolutas.
    "Verdades" absolutas == (Religião ou Ideologia)

  • editado August 12
    Gorducho escreveu: »
    Sr. Senhor escreveu: »
    porque é certo que os cientistas procuram verdades
    E nessa procura a "verdade" procurada pelo cientista (= a hipótese) pode não ser confirmada.
    ainda que sejam aproximadas
    😆
    Sempre. Em Ciência não existem "Verdades" absolutas.
    "Verdades" absolutas == (Religião ou Ideologia)
    Bom eu já acho que verdade absoluta é pleonasmo.

    As verdades pertencem às circunstancias em que se circunscrevem.
    . Se mudam as circunstâncias a verdade continuará absoluta para aquela circunstância e mudará numa circunstância nova
  • editado August 12
    Senhor escreveu: »
    Gorducho escreveu: »
    Sr. Senhor escreveu: »
    porque é certo que os cientistas procuram verdades
    E nessa procura a "verdade" procurada pelo cientista (= a hipótese) pode não ser confirmada.
    ainda que sejam aproximadas
    😆
    Sempre. Em Ciência não existem "Verdades" absolutas.
    "Verdades" absolutas == (Religião ou Ideologia)
    Há controvérsias. Em religião e em ideologia há apenas dogmatismo. É crença pura. Como uma afirmação pode ser verdadeira se não puder ser experimentada?
  • editado August 12
    Sr. Senhor escreveu: »
    Como uma afirmação pode ser verdadeira se não puder ser experimentada?
    Então👍 e prá ser experimentada tem-se que experenciar ela (a assertiva). Es decir: confrontá-la com o real. NESTE processo pode acontecer de não se conseguir experenciá-la sob as circuntâncias nas quais a afirmação DEVERIA se confirmar.
    Na prática a falsificabilidade é isso.
    As verdades pertencem às circunstancias em que se circunscrevem.
    . Se mudam as circunstâncias a verdade continuará absoluta para aquela circunstância e mudará com uma numa circunstância nova
    Claro, é isso👍
  • Gorducho escreveu: »
    Sr. Senhor escreveu: »
    Como uma afirmação pode ser verdadeira se não puder ser experimentada?
    Então👍 e prá ser experimentada tem-se que experenciar ela (a assertiva). Es decir: confrontá-la com o real. NESTE processo pode acontecer de não se conseguir experenciá-la sob as circuntâncias nas quais a afirmação DEVERIA se confirmar.👍
    Metafísica!
  • Epistemologia.
  • Gorducho escreveu: »
    Epistemologia.

    Discordo abundantemente.
  • editado August 13
    Volpiceli escreveu: »
    O que aprendemos com isso? As pessoas lutam para serem as fontes da verdade, porque naturalmente isso lhes trás poder; Seja lá qual for o seu lado, se uma nova informação incomoda os pilares da sua "própria ideologia", qualquer argumento será usado, mas principalmente, o argumento de autoridade.
    Na verdade, não foi isto.
    Galileu não conseguiu articular uma resposta científica para o questionamento de Roberto Belarmino sobre a paralaxe estelar, ou seja, se a Terra se move, por que as estrelas no céu permanecem fixas?
    A resposta, hoje óbvia, é que as imensas distâncias tornavam a mudança de posição das estrelas fixas imperceptíveis, que assim eram fixas apenas aparentemente.
    Galileu não foi renegado apenas por obscurantismo, houve uma argumentação científica contra suas teses e se o astrônomo tivesse ido um pouco mais além na construção de seu modelo, a História poderia ter sido diferente.
    Prova de que até os gênios tem seus limites.
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