A Igreja foi a única opositora de Galileu Galilei? NÃO! As academias também foram contra.

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Comentários

  • Senhor escreveu: »
    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
    Popper é um entre tantos filósofos da Ciência.
    Seu mérito é ter traçado os limites das Ciências NATURAIS, que não podem determinar a VERDADE, apenas formular teorias passíveis de contestação conforme a perspectiva de observação do fenômeno se amplia.

  • editado August 13
    Acauan escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
    Popper é um entre tantos filósofos da Ciência.
    Seu mérito é ter traçado os limites das Ciências NATURAIS, que não podem determinar a VERDADE, apenas formular teorias passíveis de contestação conforme a perspectiva de observação do fenômeno se amplia.
    Eu sempre tive um problema com esse tipo de conclusão, ou melhor dizendo, com o abuso que fazem dela.

    Se os cientistas com seus telescópios e suas imagens de bilhões de anos-luz daqui ou seus microscópios descobrindo partículas cada vez menores não podem nos dizer a VERDADE sobre o Universo por que diabos deveríamos acreditar em quem diz que pode com base em nada mais que puro dogmatismo?
  • Acauan escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
    Popper é um entre tantos filósofos da Ciência.
    Seu mérito é ter traçado os limites das Ciências NATURAIS, que não podem determinar a VERDADE, apenas formular teorias passíveis de contestação conforme a perspectiva de observação do fenômeno se amplia.

    Só que também isso e corrigido e aprimorado em diversos momentos, até porque muitas das teorias não carregariam o viés de seu criador?
  • Acauan escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
    Popper é um entre tantos filósofos da Ciência.
    Seu mérito é ter traçado os limites das Ciências NATURAIS, que não podem determinar a VERDADE, apenas formular teorias passíveis de contestação conforme a perspectiva de observação do fenômeno se amplia.
    É. Foi uma tremenda chuva de neutrinos...

  • editado August 13
    Sr. Percival escreveu: »
    em diversos momentos
    Sempre, deve ser sempre. Ciência não é estática.
    até porque muitas das teorias não carregariam o viés de seu criador?
    Mais um motivo prá necessidade de teorias/hipóteses científicas serem testáveis. E Testes, por definição, podem falhar; se não não são testes.
    Todos sabemos as objeções válidas que são feitas a esse requisito do Popper, mas essencialmente é isso: as coisas em Ciência têm que serem testáveis, e não há testes sem as possibilidades
    fail
    pass
    Então vieses ideológicos ou religiosos devem idealmente ser eliminados pela testagem.
    Claro... claro... em Filosofia como na vida, tudo nuanceado. Vale questionar o desenho dos testes e sua interpretação, &c. &c.
    A vida é assim.

  • Katie Mack, cosmóloga, publicou um livro recentemente... lamenta que em sua ciência hipóteses não são testáveis.
    Ela diz: "saber como o Universo vai morrer é reconfortante."
    Na verdade ela não sabe.
  • editado August 13
    Cameron escreveu: »
    Acauan escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
    Popper é um entre tantos filósofos da Ciência.
    Seu mérito é ter traçado os limites das Ciências NATURAIS, que não podem determinar a VERDADE, apenas formular teorias passíveis de contestação conforme a perspectiva de observação do fenômeno se amplia.
    Eu sempre tive um problema com esse tipo de conclusão, ou melhor dizendo, com o abuso que fazem dela.

    Se os cientistas com seus telescópios e suas imagens de bilhões de anos-luz daqui ou seus microscópios descobrindo partículas cada vez menores não podem nos dizer a VERDADE sobre o Universo por que diabos deveríamos acreditar em quem diz que pode com base em nada mais que puro dogmatismo?

    A resposta é não devemos acreditar.
    Pessoas de Fé tem seus critérios pessoais para se posicionar perante à verdade.
    Todos os demais que forem intelectualmente honestos devem expandir e refinar continuamente sua percepção e interpretação da verdade, para o que o método científico é um elemento dentro de um sistema e não o sistema em si.
    Toda Ciência Natural se fundamenta na observação dos fenômenos e na aplicação do pensamento indutivo para tirar conclusões sobre o todo a partir das partes observadas.
    Não temos certeza sobre a acurácia de nossas observações ou sobre a validade do pensamento indutivo, o máximo que podemos concluir é que ATÉ ONDE NOS AFETA, as conclusões obtidas pelo método científico são, no geral, válidas.
    Válido é diferente de verdadeiro.
    Está em voga uma interpretação pragmática do conceito de verdade, pelo qual se algo aceito como verdadeiro funciona, então é verdadeiro o suficiente.
    O próprio método científico nega este pragmatismo, uma vez que Mecânica Newtoniana funciona o suficiente e muito da Mecânica Relativista não nos serve para absolutamente nada no dia a dia.
    No mais, a busca da verdade está mais ligada à ascese espiritual do indivíduo do que ao pragmatismo imediatista, elementos que estabelecem entre si uma hierarquia clara.
  • editado August 13
    Percival escreveu: »
    Acauan escreveu: »
    Senhor escreveu: »
    Há críticas contundentes as dúzias na internet questionando a efetividade do falsificacionismo, Sr. Gorducho.
    Popper é um entre tantos filósofos da Ciência.
    Seu mérito é ter traçado os limites das Ciências NATURAIS, que não podem determinar a VERDADE, apenas formular teorias passíveis de contestação conforme a perspectiva de observação do fenômeno se amplia.

    Só que também isso e corrigido e aprimorado em diversos momentos, até porque muitas das teorias não carregariam o viés de seu criador?
    Todas as teorias carregam o viés de seu criador e é impossível que seja diferente.
    A Ciência Natural é baseada na interpretação de observações, sendo que as conclusões conterão inevitavelmente o viés do intérprete.
    O Método Científico determina dispositivos para reduzir este viés, o que não significa que estes dispositivos funcionem sempre.
    Por exemplo, alguns teóricos determinam modelos matemáticos para alguns fenômenos não observáveis e com base nestas teorias são construídos aceleradores de partículas para poder observar os fenômenos teorizados.
    Note que houve uma inversão do fundamento científico de teorizar a partir da observação para observar a partir da teorização.
    Não são experimentos que reproduzem sob condições controladas os fenômenos que estudamos, são experimentos que criam fenômenos partindo do pressuposto teórico que o fenômeno criado reproduz fenômenos naturais.
    Quanto mais se aprofunda na Física de Partículas, mais difícil fica enxergar fatos concretos nos modelos matemáticos, o que vem tornando estes ramos da Física cada vez mais abstratos e algumas teorias inintelegíveis para quem não domina as equações que as sustentam.
  • editado August 13
    Sr. patolino escreveu: »
    lamenta que em sua ciência hipóteses não são testáveis.
    1 modelo tem que ser testável prá tempos "curtos". Daí, claro, vão haver extrapolações prá t → ∞
    + em tese é testável, eis que as configurações observadas devem corresponder às previsões do modelo prá Δts dentro das nossas faixas (décadas &c.). Ainda: outras previsões do modelo podem não se confirmar por novas observações registradas @qq. momento.
    Conclusões quanto a t → ∞ sempre devem ser tomadas avec un grain de sel.
    Como eu falei acima: as coisas são nuanceadas em Filosofia (de cujo ramo Epistemologia estamos a tratar).
  • Gorducho escreveu: »
    Sr. patolino escreveu: »
    lamenta que em sua ciência hipóteses não são testáveis.
    1 modelo tem que ser testável prá tempos "curtos". Daí, claro, vão haver extrapolações prá t → ∞
    + em tese é testável, eis que as configurações observadas devem corresponder às previsões do modelo prá Δts dentro das nossas faixas (décadas &c.). Ainda: outras previsões do modelo podem não se confirmar por novas observações registradas @qq. momento.
    Conclusões quanto a t → ∞ sempre devem ser tomadas avec un grain de sel.
    Como eu falei acima: as coisas são nuanceadas em Filosofia (de cujo ramo Epistemologia estamos a tratar).

    Bla blá blá e lero lero em suma besteirada.
  • editado August 13
    Sr. Acauan escreveu: »
    Note que houve uma inversão do fundamento científico de teorizar a partir da observação para observar a partir da teorização.
    Não são experimentos que reproduzem sob condições controladas os fenômenos que estudamos, são experimentos que criam fenômenos partindo do pressuposto teórico que o fenômeno criado reproduz fenômenos naturais.
    Quanto mais se aprofunda na Física de Partículas, mais difícil fica enxergar fatos concretos nos modelos matemáticos
    👍👍👍
    Ad+ cada vez + dependendo das filtragens estatísticas que por sua vez dependem dos pressupostos matemáticos usados na confecção do software...
    De fato a comprovação científica desses modelos nesse nível de abstrações deve ser ingerida com bastante sal.
    + em última análise vai interessar o que de útil prá vida real sair disso tudo. Como 1 elixir destilado.
    E.g.: se tivermos hardwares/softwares quânticos operacionalizados...
    Se temos verificações — ou não-falsificações inversamente...— pela prática!
    Se modelos científicos ainda que abstratos induzem aplicações nas artes & ofícios, temos comprovações "indiretas", independentes de estatísticas, so to say...


  • COSMOLOGIA:
    Baseado no artigo que li, da Katie Mack, ela faz algumas previsões que não coadunam com o que se sabe (?) atualmente. Por exemplo, se a energia escura está fazendo com que as galáxias se afastem umas das outras em velocidade crescente (acelerada) é de se imaginar que em um tempo que tende ao infinito estarão absolutamente isoladas no cosmo... serão como universos em escala menor.
    Mas ela afirma que este distanciamento criará, pela ausência de energia e matéria uma implosão catastrófica, em que os corpos se precipitarão uns contra os outros. Não entendi.
  • editado August 14
    Vamos por partes, e pelo que eu entendo (claro! 🙄).
    (i) Cosmologicamente a força gravitacional não é só aquela parcela
    α r⁻²
    que aprendemos na escola. Tem 1 parcela adicional
    α r
    que compensa e permite que os objetos não gravitacionalmente vinculados (e.g. as galáxias) se afastem e ao mesmo tempo os conectados não se desintegrem.
    Veja e.g. as eqs. (1) e (2) neste artigo

    Me avise se não conseguir conectar esse URL...
    O artigo é:
    The effect of an expanding universe on massive objects
    Mon. Not. R. Astron. Soc. 422, 2945–2959 (2012)
    Vai se esgotar o tempo p/editar; depois volto...
  • editado August 14
    (ii) Então — palavras minhas...

    [9:00] ela fala que o desfecho que ela acha + provável é a heat death. As temperaturas se equalizam entre os componentes espraiados do Universo (ΔTs = 0) então não tem + possibilidade de trabalho mecânico. Nada + se sucede.
    Se se possa falar de entropia ao nível do "sistema Universo" como 1 todo, seria máxima.


    [25:00] Big Crunch — tb. conhecida hipótese da cosmologia.

    É o meu entendimento sobre o que ela acha...

  • editado August 15
    Gorducho escreveu: »
    [9:00] ela fala que o desfecho que ela acha + provável é a heat death. As temperaturas se equalizam entre os componentes espraiados do Universo (ΔTs = 0) então não tem + possibilidade de trabalho mecânico. Nada + se sucede.
    Se se possa falar de entropia ao nível do "sistema Universo" como 1 todo, seria máxima.
    Me empolgo ao especular sobre um cenário futurístico em que as imensas galáxias se tornam Universos autônomos. Todos os sistemas que envolvem as quatro forças fundamentais da natureza (ou três, como querem alguns) prevalecem e os buracos negros tornam-se essenciais para o equilíbrio e a conservação da energia total.
    Com alguns aportes da ciência, podemos imaginar algo fantástico como o arranjo de novos universos a partir da acoplagem destas galaxias errantes a outras, originadas de outros BBang's, logicamente considerando um tempo que tende ao infinito.
    A conclusão é que os Universos são eternos!!!!!

  • patolino escreveu: »
    Me empolgo ao especular sobre um cenário futurístico em que as imensas galáxias se tornam Universos autônomos. Todos os sistemas que envolvem as quatro forças fundamentais da natureza (ou três, como querem alguns) prevalecem e os buracos negros tornam-se essenciais para o equilíbrio e a conservação da energia total.
    [...]
    A conclusão é que os Universos são eternos!!!!!
    Em que você baseia sua especulação de que o universo é eterno?
    Eterno, pode até ser, mas morto. Sem energia circulando para gerar luz, movimento e vida.
    Faltou provar que sempre haverá energia disponível em vez de um futuro em que nada mais acontecerá.
  • editado August 15
    A ideia é que em um tempo que tende ao infinito, para ambos os lados do eixo, incontáveis BBangs terão gerado incontáveis Universos, cujas galáxias errantes, integrarão, com outras galáxias, novos universos, exatamente como este em que vivemos.
    A matéria escura e a energia escura continuarão produzindo tudo o que é necessário.
    A pergunta seria: de onde virão tais elementos? E a resposta seria: são imanentes no Espaço/Tempo.
    O interessante nisso é que os buracos negros, vilões misteriosos nas teorias atuais, são na verdade essenciais como centros de atração e equilíbrio, assim como uma estrela é para seus planetas... desde que se mantenham distantes de seu Horizonte de Eventos.

    Essas especulações parecem carregadas com abstrações inaceitáveis, mas a compreensão, em verdadeiro e real sentido do que seja um "tempo que tende ao infinito", torna plausíveis tais especulações.
  • patolino escreveu: »
    Essas especulações parecem carregadas com abstrações inaceitáveis, mas a compreensão, em verdadeiro e real sentido do que seja um "tempo que tende ao infinito", torna plausíveis tais especulações.
    E por acaso nós temos essa compreensão do "verdadeiro e real sentido" ?
  • Fernando_Silva escreveu: »
    patolino escreveu: »
    Essas especulações parecem carregadas com abstrações inaceitáveis, mas a compreensão, em verdadeiro e real sentido do que seja um "tempo que tende ao infinito", torna plausíveis tais especulações.
    E por acaso nós temos essa compreensão do "verdadeiro e real sentido" ?
    O Pessoal de exatas lida bem com isso.

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