Opressão

Você é branco?
Se sim, então é racista, mesmo que não o saiba.
O seu inconsciente está formatado pela cultura dominante (branca).

Você é negro/pardo?
Se sim, então você também está afectado pelo racismo, mesmo ao nível do inconsciente.

A dominação por via psíquica nunca terá sido tão descarada e eficiente como no nosso tempo.
A pressão social sempre existiu, mas como negar que a actual atinge nível de requinte e crueldade inigualável.

Comentários

  • editado February 9
    Devolva a conta para o pug já seja lá quem a pegou
  • editado February 9
    Saudações Pug II

    Pug disse: A pressão social sempre existiu, mas como negar que a actual atinge nível de requinte e crueldade inigualável.

    Pug, esse vídeo mostra o quão lamentável é o racismo no Brasil e no mundo... Tenho amigas negras (inclusive de infância), e eu realmente brigaria com pessoas que as ofendessem na minha frente... Não suporto racistas. Eu realmente abomino racistas.






    [Fraternos]
  • Saudações Percival
    Percival disse: Devolva a conta para o pug já seja lá quem a pegou.

    hahahaha Olha a opressão ?!

    [Fraternos]
  • Saudações Pug II e aos demais

    Pug, o vídeo sai um pouco da proposta do tópico. Só para ampliar a discussão...



    [Fraternos]
  • editado February 9
    O negócio é que ele fala que negros tbm são racistas. Primeira vez que ele diz uma coisa lúcida.
  • editado February 9
    Racismo é doutrina sobre determinada raça ser superior ou inferior a outra e também sobre difamar e denegrir determinada raça.

    Diante disso qualquer pessoa pode ser racista.

    A ideia de que só brancos podem ser racistas é coisa da esquerda.
    Parte da esquerda que é só idiota útil parece que quando viu o resultado de sua teoria demente ganhar a chance de ser julgada pelo grande público que não se liga em lacração ficou surpresa com o resultado negativo.

    Era óbvio pra todo mundo que é normal que esse tipo de comportamento militante é absurdo, irritante, causa asco e ódio contra a própria causa que dizem defender. Não era óbvio pra essa parte da esquerda porque, idiotas úteis que são, vivem em bolhas ideológicas e fazem o que a cúpula doutrinadora mandar.

    O papelão foi tamanho que os retardados passaram a adotar um expediente muito utilizado por gente cara de pau nessas horas:

    "Filho feio não tem pai"

    Daí você vê Felipe Neto e tralhas similares pulando do barco ou dizendo que não é com eles.

    Já a parte esperta está satisfeita tanto com a propaganda negativa desse tipo de idiotice quanto com o ódio e desprezo direcionados aos seus paus mandados que foram inocentes o suficiente a ponto de dizerem em horário nobre que são racistas e intolerantes "do bem", além de agirem e se comportarem no mesmo sentido.

    Pra essa parte o que importa é semear o ódio e isso foi feito. Seus próprios comandados sendo escorraçados são apenas os danos colaterais, são gente descartável, enfim, idiotas úteis.
  • Rascismo é um provocar o outro. Mas quando um não quer, dois lumbriga.
  • Interessante... é a primeira vez que me ocorre ser o negro racista tanto quanto o branco, desde seu subconsciente, como disse o PugII
  • Quem assiste bbb?
  • Ninguém em seu juízo perfeito.
  • Senhor escreveu: »
    Quem assiste bbb?

    O @PugII assiste, porque oportunamente ele veio com esse papo. E o festival de lacração ocorrendo no programa tem ecoado por aí. Só sei porque acompanho a lacrolândia e eles tão em polvorosa com essa edição.
  • [resumo] Para jornalista, tão falso quanto o reality é “a indignação dos ativistas identitários de sofá” que protestam nas redes, mas continuam assistindo, e financiando, a um programa que explora a degradação humana em casos de machismo, racismo, homofobia e até suspeita de estupro. ​


    Eu não dou audiência ao famigerado “Big Brother Brasil”. Por isso, quando a edição 21 começou, eu iniciei a ativação de filtros para evitar os posts sobre o programa na minha timeline do Twitter.

    Mas, spoiler alert, os filtros não funcionam, e a presença dos tópicos sobre “BBB 21” é tão grande que me senti dentro de um micro reality em que sou torturado pelos espectadores com conteúdos sobre o programa.

    Por isso, minha reação imediata foi me tornar o carrasco dos meus carrascos e comentar um assunto que eu acho que vem sendo ignorado há 21 anos: a pseudo indignação dos ativistas identitários de sofá.

    Quero deixar claro que pouco me importam os conflitos entre os participantes e não vou perder meu tempo, nem o do leitor, analisando suas contradições. Tudo ali é falso, milimetricamente pensado para causar reações de indignação e, assim, manter a audiência e a receita em alta.

    O “Big Brother Brasil” é um reality cuja essência é a intriga, a fofoca, o preconceito, a tortura física e psicológica, e o voyeurismo sádico do público. Nenhum participante tem que demonstrar criatividade nenhuma, apenas exibir seus piores preconceitos uns contra os outros.

    Desde a primeira edição houve machismo, racismo, homofobia, misoginia, até acusação de estupro (se é que não houve mesmo estupro e foi editado pela produção). Houve até uma racista declarada sendo vencedora. Mudam os participantes, mas a fórmula é a mesma.

    Portanto, para que eu vou ficar me torturando, acompanhando isso se repetir e ainda contribuir financeiramente para quem produz?

    Por isso digo que quem assiste ao programa é o grande vilão do “BBB”, pois dá relevância e audiência a um show que explora a degradação humana. O programa está no mesmo nível do “Programa do Ratinho”, do “Cidade Alerta” e dos “debates” promovidos pela Jovem Pan e pela Rede TV! com seus times de conspiracionistas autointitulados comentaristas políticos.
  • É tudo falso, cheio de preconceito social, racial e de gênero, mas vendido como verdade absoluta e arremedo de justiça. Portanto, se você se indigna, mas continua assistindo, o vilão é você.

    É você que se compraz com a degradação moral, física e psicológica daqueles a quem considera inferiores. Não à toa, os episódios de maior audiência são os das provas de resistência, em que os participantes topam qualquer tipo de indignidade, como não ir ao banheiro, não dormir, não comer, ter insolação, a troco de um carro, por exemplo.

    Como essa degradação é espetacularizada, o ativista-espectador cria para si a ilusão de que ele é a pessoa consciente dos problemas do mundo que irá aplicar sua justiça através do mouse quando resolver expulsar aqueles que serão eleitos os vilões da pseudo narrativa de justiça social.

    Logo depois da desistência de Lucas Penteado, vítima de tortura psicológica ironicamente provocada pela psicóloga Lumena, além de uma dose cavalar de bifobia, a timeline do Twitter estava cheia de justiceiros sociais de sofá tagueando as marcas que patrocinam o “BBB” e pedindo um boicote.

    Ora, as marcas só estão fazendo fila para anunciar nesse programa, que vai faturar em torno de meio bilhão de reais, porque você está sintonizando sua TV no “BBB” ou assinando o pay per view da GloboPlay, amiguinho. Quer mesmo boicotar o programa? Pare de assistir.

  • Ou então admita que você quer ver o circo pegar fogo e bombar seu canal do YouTube ou financiar mais uma cansativa tese de mestrado sobre o “experimento humano” que é o programa.

    Em “A Sociedade do Espetáculo”, livro que considero essencial para entender as relações entre mídia e sociedade de consumo, o autor Guy Debord descreve o “BBB” e a falsa consciência de classe de sua audiência bem antes de o programa existir. Cito três trechos.

    1) “Enquanto parte da sociedade, o espetáculo concentra todo o olhar e toda a consciência. Por ser algo ‘separado’, ele é foco do olhar iludido e da falsa consciência.”
    Seu olhar é iludido pela falsa narrativa e sua consciência de classe é falsa porque você alimenta o conflito. Não se engane, embora o programa supostamente debata questões reais e relevantes, o faz de maneira falsa e dissimulada, pois:

    2) “O espetáculo, compreendido na sua totalidade, é simultaneamente o resultado e o projeto do modo de produção existente. Ele não é um complemento ao mundo real, um adereço decorativo. É o coração da irrealidade da sociedade real. Sob todas as suas formas particulares de informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto do entretenimento, o espetáculo constitui o modelo presente da vida socialmente dominante. Ele é a afirmação onipresente da escolha já feita na produção, e no seu corolário —o consumo”.

  • Ou seja, por trás de tudo o que acontece no “BBB” está a perversidade da produção, que colocou na casa personagens com um fim bem claro: fazer com que um monte de gente olhe para a pauta progressista com desprezo. Quantas pessoas vocês já viram, depois que esse programa começou, falando: “Olha lá, os próprios negros são os preconceituosos”.

    Portanto, não adianta cancelar a “curitibana educadinha” porque ela está fazendo exatamente aquilo para que foi contratada: criar conflito. Não é isso que vocês sempre falam? Que não pode expulsar a “vilã” no começo, pois assim não haveria conflito e nada aconteceria?

    Pois é. Ela, Lumena, Projota e Nego Di foram colocados ali, escolhidos a dedo pelo diretor do programa, para exatamente expor algo que existe, mas que nem de longe é a representação da totalidade do ativismo político social brasileiro: uma galera que usou a pauta identitária para faturar dinheiro às custas dos iludidos. O pop lacração enganou vocês direitinho. E o reality embalou o produto com lacinho de fita, afinal…

    3) “No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso.”

    https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/02/nem-karol-conka-nem-projota-o-grande-vilao-do-bbb-e-o-publico.shtml
  • editado February 10
    A grande verdade é que os ativistas ali estão sendo mostrados como são. Eles não querem admitir, eu acredito que isso vai ser temporário. Está sendo divertido, manda o final todo mundo vai esquecer isso tudo e vai sentir a mais pela emoção dos casos e essa galera ainda vai se perfazer em cima de ativismo. Porque o ativismo não é racional ele é emocional.

    O bom é que nesses tempos de internet tudo fica registrado tudo.
  • Percival escreveu: »
    Por isso digo que quem assiste ao programa é o grande vilão do “BBB”, pois dá relevância e audiência a um show que explora a degradação humana. O programa está no mesmo nível do “Programa do Ratinho”, do “Cidade Alerta” e dos “debates” promovidos pela Jovem Pan e pela Rede TV! com seus times de conspiracionistas autointitulados comentaristas políticos.
    O programa é ridículo e eu nunca assisti a esse troço, ainda mais que não tenho televisão há uns 15 anos (embora fique sabendo de muita coisa porque a mídia vive comentando o que acontece lá - e este tópico é um exemplo).

    Por outro lado, é igualmente ridículo ficar fazendo campanha contra o BBB nas redes sociais numa indignação seletiva e hipócrita, já que nunca vi esses falsos intelectuais atacarem "A Fazenda" da TV Record.

    Não gosta? Não assista. Mas o programa se repete ano após ano porque milhões de pessoas gostam. O de 2020 bateu recordes de audiência e 2021 não fica atrás. Acabar com ele não fará o povão correr para assistir TV Cultura ou ler bons livros. Coisa que, aliás, é bem provável que esses críticos também não façam.
  • 1 - gostei do encontro do muçulmano com o católico. Difícil não fazer juízos :)

    2 - Não vejo BBB, nem BB tuga (ou lá como se chamará). Embora, em determinado contexto, seja importante para fazer análise da sociedade. Mas dispenso esse campo de pesquisa.

    3 - Racismo é agora um tema muito forte (aqui na Europa), ao ponto de tornar-se nauseabundo.
    Para mim, torna-se (quase) impossível argumentar em defesa de quaisquer minorias.


    Pelo que vocês escrevem, talvez devesse ver o BBB, só que não.
  • editado February 11
    PugII escreveu: »
    1 - gostei do encontro do muçulmano com o católico. Difícil não fazer juízos :)

    2 - Não vejo BBB, nem BB tuga (ou lá como se chamará). Embora, em determinado contexto, seja importante para fazer análise da sociedade. Mas dispenso esse campo de pesquisa.

    3 - Racismo é agora um tema muito forte (aqui na Europa), ao ponto de tornar-se nauseabundo.
    Para mim, torna-se (quase) impossível argumentar em defesa de quaisquer minorias.


    Pelo que vocês escrevem, talvez devesse ver o BBB, só que não.
    Aquilo é teatrinho, nao tem representação nenhuma da realidade, santa ingenuidade.

  • A sociedade da inautenticidade, falsidade das notícias é um óptimo objecto de estudo para quem se interesse por essas coisas.

    BBB será, para quem tiver pachorra, um excelente exemplo.

  • O importante a reter, do meu ponto de vista:

    a opressão é hoje insuportável, por ser ardilosa e atingir as psiques


  • Eu não assisto BBB nem crítico quem eu faça sou do time do Fernando. mas que a edição está divertidíssima com esses lacradores sendo vítimas da sua própria filosofia está.

    A edição desse ano está muito peculiar.
  • No começo, décadas atrás, quando era novidade, ninguém sabia o que fazer, portanto a coisa era mais espontânea.
    Hoje em dia, já há uma fórmula a ser seguida e papéis a serem assumidos, portanto virou teatrinho.
    Mas não totalmente, já que há um prêmio em disputa, rivais a eliminar, estratégias, alianças temporárias etc.
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