Fraude neo-ateísta: “Países com maior número de ateus são mais desenvolvidos." Mentira dos ateus.

editado April 12 em Religião é veneno
Fraude neo-ateísta: “Países com maior número de ateus são mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida”
Os neo-ateus afirmam com frequência que 85% da Suécia, e grande parte da população dos países escandinavos não acreditam em Deus, ou seja, são ateus. Você, por acaso, já se perguntou de onde eles tiraram essa informação?

Essa informação vem de uma pesquisa realizada por um sociólogo norte-americano chamado Phil Zuckerman. Phil Zuckerman é um MILITANTE ATEÍSTA que vive de fazer palestras imaginando como seria “uma sociedade sem Deus” — ou seja, além de whishiful thinking (pensamento desejoso) já deixa notório o objetivo desta grande fraude acadêmica que foi alardeada durante anos pelo mainstream propagandista do ateísmo. É só pesquisar “Phil Zuckerman” no google, para ter acesso a uma lista infindável de afirmações extraordinárias (e mentirosas) feitas por ele. A pesquisa foi realizada pela ‘American Humanist Association”, uma das maiores associações anti religiosas de toda a América do Norte.
Nós do brigada, demonstraremos que academicamente é bem simples apontar as FRAUDES nas estatísticas e afirmações de Zuckerman:

1. Ele afirma que na Suécia, 46 a 85% das pessoas são ateias.

Conseguiu ver um problema aí? Não?
Note que a variação percentual entre 46 e 85% é de 39%.
39% equivale a mais de 1/4 do número total de pesquisados (100%) — Isso significa UMA VARIAÇÃO GIGANTE…todas as estatísticas em que existem grandes oscilações de porcentagem indicam falha metodológica no colhimento ou no entendimento dos dados.

2. Zuckerman classifica como “ateus” pessoas que declaram não pertencer A UMA RELIGIÃO.

Qual o problema?
Ateísmo É NEGAR A EXISTÊNCIA DE DEUS, e não simplesmente “não possuir religião”. Tanto que não raro, pessoas que declaram não possuir religião também declaram acreditar “em alguma força sobrenatural”, ou é “espiritualizada”, ou simplesmente acredita em “uma ordem natural oriunda de um ou mais seres superiores desconhecidos”, algumas acreditam na “força da natureza”, outras em “extraterrestres”, e por aí vai. Ou seja essas pessoas não negam a crença no sobrenatural, o que é o contrário de ateísmo.

3. Zuckerman classificou budistas e agnósticos como ateus.

Além de negar a existência de Deus, o ateísmo se estrutura no naturalismo. Para um ateu não existe NADA fora do mundo natural, portanto negam o sobrenatural. Agnósticos dizem que não sabem — não afirmam, nem negam — e acabou. Já os budistas, simplesmente ignoram a concepção de um Deus único e orientador, mas acreditam em “Devas” — seres que habitam um mundo celestial cheio de karma e ciclos de reencarnação, ou seja, acreditam no SOBRENATURAL. Elencando budistas como ateus, se nota que Zuckerman é PhD em picaretagem.

4. Agências oficias de governo apresentam dados que desmentem Zuckerman.

Vamos dar uma olhada neles?
Segundo o site oficial da Suécia (Sweden.se), 8 a cada 10 suecos são membros da Igreja, e 9 a cada 10 enterros nesse país seguem o cerimonial cristão. A ironia é o próprio site chamar essas pessoas de “não religiosas”, e inferir que Suécia seria “o país menos religioso do mundo”. A questão aí é:
Que “ateus” seriam esses que frequentam igrejas cristãs e enterram seus mortos realizando rituais religiosos? — Obviamente que o governo sueco não dá uma mínima explicação sobre isso (senão a fraude na interpretação dos dados fica clara demais).

De acordo com informações públicas disponibilizadas pela CIA (centro de inteligência americana) e o Eurobarómetro (pesquisa de opinião pública conduzida pela comissão Europeia desde 1973) a distribuição religiosa na Suécia é de 61%, contra 30% sem religião, além do país ser OFICIALMENTE LUTERANO:

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Ou seja, dados reais e disponíveis ao público demonstram que a alegação de que a Suécia é 80% ateia é flagrantemente mentirosa. E quanto à Dinamarca? O Eurobarómetro em 2015 apresentou os seguintes dados:

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O que vemos aqui? SOMENTE CONTANDO COM A DENOMINAÇÃO PROTESTANTE a diferença numérica é avassaladora. Aqueles que se denominam DE FATO ateus não chegam a 15% da população contra 67% de religiosos em apenas um único seguimento. Mesmo colocando “não crentes e agnósticos” no mesmo barco, os supostos ateus chegam no máximo a 20%. Se juntar todas as vertentes religiosas o número de religiosos no país é de 77% — só diz que o país é ateu quem é muito picareta mesmo.
Em dados mais recentes, colhidos por outra fonte, o número de afiliados à Igreja da Dinamarca é ainda maior que em 2017:

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E a Islândia? Em 2017, mais de 60% da população é afiliada à igreja.

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Somando os dados das diferentes denominações temos 82% de afiliação à igrejas diferentes dentro do país. Se somar o número de desfiliados com aqueles que “não declaram religião” (citados como não específicos), se chega no máximo a 17% de supostos ateus.
Outra mentira de Neos ateus é percebida no momento que eles dizem “países ateus”. Os únicos países DECLARADAMENTE ATEUS do mundo são:

(1) Coréia do Norte, (2) Cuba, (3) China, (4) Albânia e (5) Mongólia.

👎 (A) Todos possuem índice de desenvolvimento humano risíveis — menores que o Brasil, (com exceção de Cuba que, durante anos, mente nos dados fornecidos).
👎 (B) Todos eles foram se tornando ateus ao mesmo tempo que proibiam a liberdade individual, perseguindo, encarcerando ou matando religiosos.
👎 (C) Três deles ainda perseguem a religião com prisões e mortes.
👎 (E) Dois deles obrigam sua população a viver na mais extrema miséria e fome.

Geralmente ao ser confrontado com tais dados o neo ateu vai negar que esses fatos tenham relação direta com o ateísmo e apontarão a ideologia dos países citados. O duplo padrão é claro: Quando os dados de uma nação são favoráveis o neo ateu atribui ao ateísmo, quando são desfavoráveis atribui somente à ideologia.
Alguns poderão tentar uma inversão: “Não é que ateus fazem o país ficar mais desenvolvido, é que o país desenvolvido fazem surgir mais ateus”.
Isso é uma falácia de distinção de emergência. A premissa inicial era:
“Países com mais ateus são mais desenvolvidos” sugerindo que o ateísmo seria a força propulsora do desenvolvimento econômico. Depois de demonstrado que a maioria da população nesses países ainda é religiosa, a alegação muda para “países desenvolvidos fazem surgir mais ateus”. Mas o fato é que o neo ateu não terá dado nenhum pra comprovar essa nova alegação que se baseará em puro “viés de confirmação”, o uso da falácia é simplesmente pra evitar a vergonha de ter sido desmascarado publicamente.

Por que pesquisas não fazem perguntas simples e diretas às pessoas?
1) Você acredita em Deus?
2) Você nega que Ele exista (se declara ateu)?
NUNCA FARÃO, porque iriam descobrir que o número de ateus no mundo, provavelmente não chegaria a 3%, um número ainda menor que o de homossexuais — cuja militância também mente descaradamente em pesquisas estatísticas diversas.

Conclusão: “Os países mais ateus do mundo”, não se declaram ateus, SÃO DE MAIORIA religiosa, fundados sob denominações religiosas específicas, e o número de ateus neles é em média de 10% a 20%, isso mesmo quando colocamos pessoas que não se declaram ateias para engrossar a estatística. Pra piorar, os países que se DECLARAM ATEUS, são ditaduras ou possuem longo histórico de crimes contra a humanidade, solapamento de direitos individuais e ataques à minorias religiosas.
Neo ateus que usam esse tipo de fraude não valem nem uma cuspida no chão.

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Comentários

  • É comum no Brasil pelo menos pessoas alegarem "minha religião é deus" quando perguntados, algumas variantes como "minha religião é Jesus" também aparecem.

    Eu sou um ateu agnóstico e é do meu total interesse que estes grupos militantes ateus sejam ridicularizados até a sua extinção. Não quero ser agredido na rua ou em redes sociais por gente que tem nojo de ateu por fazer a ligação entre ser ateu e pertencer a grupos militantes imbecis. Não quero ser nem de longe uma versão ateia da Karol Comká.

    O Militante é detestável. A profissão dele é ser detestável pra conseguir angariar ódio à causa/minoria que diz defender pra então denunciar o ódio que ele mesmo causou como "sociedade machista/homofóbica/gordofóbica...

    Via de regra nossa sociedade não odeia minorias, ela odeia militantes. No entanto quando o militante consegue ser odiado significa que ele trabalhou bem, ele vive disso, é uma vida desgraçada mas pra quem não tem caráter isso não importa.
  • Pessoas são movidas por suas crenças e não por suas descrenças, fica meio complicado desenvolvimento de qualquer coisa, inckusive nações, movidas pelo ateísmo, ou qualquer forma de descrença.

    Isso dito em muitos países desenvolvidos templos de igrejas viraram patrimônio histórico e ficam as moscas com exceção dos feriados religiosos mais importantes e eu realmente não consigo enxergar em termos práticos a diferença entre as pessoas atéias e as religiosas nominais ou "não praticantes".
  • editado April 19
    Até onde entendi o título do tópico deveria ser "mentira do Zuckerman" e não mentira dos ateus.
    Sei lá quem é o tal do Phil, mas gente com tal sobrenome e discurso costuma seguir um padrão, vide Chomsky.
    No mais, há pesquisas melhores, que perguntam se a religião é relevante nas vidas das pessoas ou não, sendo que nos países desenvolvidos da Europa, o "não" costuma ganhar de lavada.
    O cara ser nominalmente católico ou judeu, sem ligar a mínima para os ritos e obrigações de suas respectivas doutrinas dá no mesmo que dizer que é Corintiano, mas não torce pelo time.
  • Judas escreveu: »
    .

    Eu sou um ateu agnóstico e é do meu total interesse que estes grupos militantes ateus sejam ridicularizados até a sua extinção. Não quero ser agredido na rua ou em redes sociais por gente que tem nojo de ateu por fazer a ligação entre ser ateu e pertencer a grupos militantes imbecis. Não quero ser nem de longe uma versão ateia da Karol Comká.

    .

    Já vi uma Karol Comka ateia tomar surra de Crentão low levei.
  • Cameron escreveu: »
    Pessoas são movidas por suas crenças e não por suas descrenças, fica meio complicado desenvolvimento de qualquer coisa, inclusive nações, movidas pelo ateísmo, ou qualquer forma de descrença.

    Isso dito em muitos países desenvolvidos templos de igrejas viraram patrimônio histórico e ficam as moscas com exceção dos feriados religiosos mais importantes e eu realmente não consigo enxergar em termos práticos a diferença entre as pessoas atéias e as religiosas nominais ou "não praticantes".

    Curiosidade: - Parece que não sã muitas as denominações religiosas no ocidente que mantém TEMPLOS para seus cultos.
    Penso que as práticas devocionais, em igrejas, tendem a desaparecer embora suas crenças, não.

    Com certeza a Pandemia exercerá forte influência neste costume.

  • editado April 13
    O importante não é se um país tem maioria de religiosos ou descrentes e sim se a crença religiosa de seu povo influencia em alguma coisa seu modo de vida.

    Há uma enorme diferença entre "eu acho que existe um deus criador" e "eu deixo meu salário quase todo na igreja porque o pastor disse que Deus vai me devolver em dobro".
  • Crer ou não crer é uma decisão individual vinda de refinamento filosófico.
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