Por que as grandes empresas passaram a seguir agendas ideológicas?

editado June 1 em Religião é veneno
Um esquema que era bom agora se vira contra o mundo.

ETF seria uma cesta de ações que serve pra você diversificar seus investimentos.
BOVA11 na nossa bolsa é uma ETF que tem a ver com as mais ou menos 70 maiores empresas do Brasil.
Ao invés de comprar uma ação de cada você compra BOVA11 e está exposto a risco em todos estes 70 papéis juntos, dessa forma se alguma empresa vai mal, outras vão bem e compensam.

Daí surgiram os fundos mundiais que captam dinheiro de todo o mundo e compram ações de tudo o que é empresa grande e então vendem este serviço similar a comprar BOVA11 na nossa bolsa.
Você estaria comprando ETFs que são cestas de ações contendo um monte de grandes empresas de todo o mundo.

E o problema com isso é o que o Leandro explica no vídeo. Arrumaram um jeito de politizar as empresas.

Isso responde ao tópico do @Percival sobre o politicamente estar ditando as regras para a arte.
Bom, Percival, não é só para a arte que a cultura PC tem seu canhão apontado.
Estes caras têm 20 trilhões de dólares pra manipular o mercado e ameaçar empresas que não sigam suas regras.
Como? Fazendo tipo o que o Elon Musk fez.
Eles comprariam boa parte das suas ações e depois ameaçariam você.
"Se não fizer isso e mais isso com a SUA empresa, vendemos nossos papéis tudo de uma vez e causamos um inferno na sua vida."

É mais complicado que isso na prática mas basicamente é assim que fazem agora. Uma tomada hostil seguida de ameaças.

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Comentários

  • Eu tinha lido um podcast sobre essa cultura woke de um cara que foi no Joe Rogan. Isso a gente não vai se ver livre tão facilmente.
  • Vejam aí o próprio demônio vendendo seu peixe.

  • editado June 1
    Pessoal, é de matar de medo.
    Traduzindo o que o CEO da Blackrock fala nos vídeos pra mim soa como Stalin E Hitler discursando sobre como vão guiar a humanidade em direção de um mundo melhor.

    Eles têm dinheiro pra comprar governos e empresas pra fazer o que bem entenderem.
  • Tai mais um livro pra buscar woke.inc .
  • O Demônio disse:

    "Capitalismo tem o poder de moldar a sociedade, agir como um catalisador para a mudança".

    É verdade que o capitalismo fez isso mas quando era direcionado para o lucro e excelência nos serviços e produtos, agora ele vem como agente político e isso me cheira a enxofre puro.
    Esse negócio de Stake Holder Capitalism sendo ventilado por gente da pior espécie do planeta é aterrador.

    Queria a opinião do @Acauan nessa aqui.
  • Pior que eu vejo sempre gente dizendo com aquelas teorias de pessoas a lá George Soros que mandam no mundo. Mas tu ver isso tão claramente e bem assustador.
  • São uns 40% dos grandes multi-milhonários que são woke, mais também há os que tentam ser neutros, e também os anti-woke como o Musk, e também não é novidade a existência de milionários malucos, sem eles provavelmente os próprios golpes comunistas vitoriosos pelo mundo no século XX teriam sido impossíveis, mas os estilo Musk conseguiram incentivar a indústria de armas nos EUA e vencer a guerra fria, então os estilo Musk agora também podem vencer.
  • editado June 2
    Essa desgraceira de Stake Holder Captalism já conseguiu colocar uma drag queen em um programa produzido pela Disney direcionado à crianças.
    Uma marca mundialmente conhecida por bom conteúdo infantil está se suicidando ou no mínimo agindo totalmente off-brand.
    Isso é tipo a Malboro passar a vender pasta de dente e remédio contra câncer ou a Globo News passar a publicar a verdade em seus telejornais. Os consumidores fieis não vão gostar.
  • Judas escreveu: »
    O Demônio disse:

    "Capitalismo tem o poder de moldar a sociedade, agir como um catalisador para a mudança".

    É verdade que o capitalismo fez isso mas quando era direcionado para o lucro e excelência nos serviços e produtos, agora ele vem como agente político e isso me cheira a enxofre puro.
    Esse negócio de Stake Holder Capitalism sendo ventilado por gente da pior espécie do planeta é aterrador.

    Queria a opinião do @Acauan nessa aqui.

    Eu resumo o problema todo a duas palavras em conflito: interior vs exterior.

    O humano desresponsabiliza-se do cuidar a si mesmo, melhorar e mudar a si mesmo deslocando a responsabilidade desta tarefa no exterior. Nesta perspectiva tudo o que está errado sendo externo tem que alvo de intervenção.

    É mais fácil intervir na vida dos outros a ter que mudar a si mesmo. Colocar o foco em si mesmo, auto-responsabilizando-se exige o fim da vitimização, e isto, é um esforço que não querem fazer.


  • editado June 4
    Judas escreveu: »
    O Demônio disse:

    "Capitalismo tem o poder de moldar a sociedade, agir como um catalisador para a mudança".

    É verdade que o capitalismo fez isso mas quando era direcionado para o lucro e excelência nos serviços e produtos, agora ele vem como agente político e isso me cheira a enxofre puro.
    Esse negócio de Stake Holder Capitalism sendo ventilado por gente da pior espécie do planeta é aterrador.

    Queria a opinião do @Acauan nessa aqui.

    Eu diria que a democracia capitalista americana, ou a republica constitucional americana, infelizmente dependem do espírito americano expresso em sua cultura.

    A constituição capaz de limitar o governo depende do entendimento e adoção dos princípios e calores no qual ela foi fundada.
    Ao se afastar desses princípios o projeto começa a ruim em varios frontes, seja no lado do governo onde a teoria da "constituição viva" permite interpreções progressistas "criativas" como ocorreu com a "Roe vs Wade" resultando na liberação do aborto, seja no lado do mercado onde as big techs voluntariamente passam a censurar seus próprios clientes levadas pela ideologia de seus funcionários.

    No frigir dos ovos uma constituição é só um pedaço de papel. Não importa o quão bem formatado possa ser um sistema, ele depende do interesse da sociedade em mantê-lo.

    Quando uma cultura se afastas dos valores que criaram esse sistema ele não tem como sobreviver.
    O sistema obrigatoriamente muda junto com a mudança cultural e termina absorvendo os novos valores da sociedade.

    Os EUA e o mundo ocidental como um todo estão vivendo uma guerra civil.
    Não é uma guerra com armas, mas uma guerra pela cultura e pelos valores dessas sociedades.
    O resultado pode ser o fim das democracias ocidentais.
  • editado June 4
    As revoluções comunistas nunca chegaram tão perto de conseguir através da luta armada aquilo que estão conseguindo através da guerra cultural.

    Resta saber se seremos fortes o suficiente para impedi-los agora que entendemos o que está ocorrendo e estamos lutando no mesmo fronte de batalha cultural.
    Por hora eles tem a vantagem, mas a Internet criou um rasgo na hegemonia cultural deles e dai o desespero e a necessidade de censura a qual cada vez mais pessoas tem percebido.

    Já existe um grande movimento de contra-cultura libertario/conservador lutando contra a hegemonia progressista.
    A luta não esta perdida.
  • editado June 4
    Judas escreveu: »
    O Demônio disse:

    "Capitalismo tem o poder de moldar a sociedade, agir como um catalisador para a mudança".

    É verdade que o capitalismo fez isso mas quando era direcionado para o lucro e excelência nos serviços e produtos, agora ele vem como agente político e isso me cheira a enxofre puro.
    Esse negócio de Stake Holder Capitalism sendo ventilado por gente da pior espécie do planeta é aterrador.

    Queria a opinião do @Acauan nessa aqui.

    @Judas
    Esta discussão não é nova, a primeira vez que me deparei com ela em outros termos, mas tratando do mesmo assunto foi no livro A Era da Incerteza, de John Kenneth Galbraith, um carismático defensor do Keynesianismo e responsável por, em minha juventude, quase me fazer simpatizar com aquela Escola, mas fui resgatado em tempo por Friedman e Roberto Campos.

    No livro, Galbraith incluiu um capítulo chamado "Os Costumes e a Moral do Alto Capitalismo" e, não lembro se neste mesmo capítulo ou em outro cita trechos de "A Teoria da Classe Ociosa", de Thorstein Veblen, fazendo uma análise comparativa entre a atuação e comportamento de grandes capitalistas americanos do passado e os contemporâneos, com destaque para os chamados Robber Barons, de Vanderbilt a Rockefeller, passando por meu malvado favorito, J. P. Morgan.

    Tudo isto para dizer que no final do capítulo, Galbraith apresenta uma conclusão bem simples, sucinta e atual "Os costumes do Alto Capitalismo melhoraram muito, a moral nem tanto".

    Acho que explica bem o que está acontecendo agora.
    Capitalismo Liberal é um excelente sistema para produzir riqueza, mas não pode vigorar como fundamento civilizatório sem ser contido por uma Moral que lhe seja superior e que se imponha como poder político através de democracias que têm os valores desta moral como fundamento.

    Se até Predadores como Cornelius Vanderbilt não se atreveram a confrontar os valores morais de sua época - por menos que os praticassem, não é isto que ocorre no presente, onde as ideologias relativistas enfraqueceram estes valores e os predadores modernos, de George Soros, o malvado favorito do lado de lá, a Bill Gates podem se sentir seguros de desafiar a última barreira entre poder econômico e poder total.

    Neste Contexto, é previsível que Grandes Capitalistas gananciosos patrocinem a guerrilha das ideologias relativistas contra a Moral, acreditando que isto lhes abrirá as portas do poder absoluto, quando na verdade o Portal que abrirão lançará sobre nós - e sobre eles - os Titãs do Inferno, que com certeza se mostrarão muito mais malvados que o J. P. Morgan.
  • É bom lembrar que além de não serem todas as grandes empresas que entraram nessa (nem sequer a maioria delas, sequer simples), ainda há a questão de que no Brasil, Estados Unidos, Espanha etc...de hoje, ainda hoje 70% dos empregos são gerados por micro-empresas e mais unas 15% por medias empresas, não aconteceu a "previsão" de Marx, do fim das micro-empresas, então além dos empregos, elas também devem gerar uma boa proporção das rendas, em empresas que não vão para o bolsa, ou que só vão eventualmente.
  • editado June 4
    LaraAS escreveu: »
    É bom lembrar que além de não serem todas as grandes empresas que entraram nessa (nem sequer a maioria delas, sequer simples),

    Maioria desorganizada sempre foi irrelevante nestes momentos. Se aquele número de 40% citado anteriormente por você é correto então já é pra desistir de cara. Minorias muito menores que 40% já conseguiram muito mais do que imaginavam conseguir.
    No teatro mundial temos Elon Musk contra o todo o resto. Os neutros assim estão porque vão se posicionar do lado que acharem que será o vencedor, não vão ajudar em nada no máximo não atrapalhar.
    O movimento de Musk foi no sentido certo, recuperar os alto-falantes pra os usar em nome da liberdade. Nem sabemos se vai dar certo.
    Nossa cultura é melhor e tem mais adeptos como mostrou o filme "Top Gun Maverick". Um filme dos anos 80, patriota e sem anti-heróis foi a maior bilheteria de Tom Cruise em toda sua carreira. O problema é que jovens já estão nascendo em uma cultura já dominada pelo lixo.

    LaraAS escreveu: »
    ainda há a questão de que no Brasil, Estados Unidos, Espanha etc...de hoje, ainda hoje 70% dos empregos são gerados por micro-empresas e mais unas 15% por medias empresas, não aconteceu a "previsão" de Marx, do fim das micro-empresas, então além dos empregos, elas também devem gerar uma boa proporção das rendas, em empresas que não vão para o bolsa, ou que só vão eventualmente.


    E o movimento dos mercados mundiais é no sentido de destruir pequenos negócios por conta de empresas enormes como a Amazon que ajudadas por regulações de governos totalitários estão literalmente mudando as rotinas das cidades.
  • Judas escreveu: »
    LaraAS escreveu: »
    É bom lembrar que além de não serem todas as grandes empresas que entraram nessa (nem sequer a maioria delas, sequer simples),

    Maioria desorganizada sempre foi irrelevante nestes momentos. Se aquele número de 40% citado anteriormente por você é correto então já é pra desistir de cara. Minorias muito menores que 40% já conseguiram muito mais do que imaginavam conseguir.
    No teatro mundial temos Elon Musk contra o todo o resto. Os neutros assim estão porque vão se posicionar do lado que acharem que será o vencedor, não vão ajudar em nada no máximo não atrapalhar.
    O movimento de Musk foi no sentido certo, recuperar os alto-falantes pra os usar em nome da liberdade. Nem sabemos se vai dar certo.
    Nossa cultura é melhor e tem mais adeptos como mostrou o filme "Top Gun Maverick". Um filme dos anos 80, patriota e sem anti-heróis foi a maior bilheteria de Tom Cruise em toda sua carreira. O problema é que jovens já estão nascendo em uma cultura já dominada pelo lixo.

    LaraAS escreveu: »
    ainda há a questão de que no Brasil, Estados Unidos, Espanha etc...de hoje, ainda hoje 70% dos empregos são gerados por micro-empresas e mais unas 15% por medias empresas, não aconteceu a "previsão" de Marx, do fim das micro-empresas, então além dos empregos, elas também devem gerar uma boa proporção das rendas, em empresas que não vão para o bolsa, ou que só vão eventualmente.


    E o movimento dos mercados mundiais é no sentido de destruir pequenos negócios por conta de empresas enormes como a Amazon que ajudadas por regulações de governos totalitários estão literalmente mudando as rotinas das cidades.

    Se fala desse tipo de coisas há quase 2 séculos e isso nunca acontece, sempre se mantem a proporção maioritaria de micro-empresas e quanto às gigantescas mesmo.... não é só Musk, é o próprio Trump, também (esqueceu de que ele mesmo é multimilionária e criou a sua própria rede social?) , os donos da Telegram que por si sós não fazem nenhuma censura e que no caso do Brasil foi uma pressão da FORÇA BRUTA que os obrigaram a fazê-las mas que na maioria dos países do mundo eles tem e dão total liberdade.
  • editado June 4
    Estão partindo pra controle total.
  • LaraAS escreveu: »

    Se fala desse tipo de coisas há quase 2 séculos e isso nunca acontece, sempre se mantem a proporção maioritaria de micro-empresas e quanto às gigantescas mesmo.... não é só Musk, é o próprio Trump, também (esqueceu de que ele mesmo é multimilionária e criou a sua própria rede social?) , os donos da Telegram que por si sós não fazem nenhuma censura e que no caso do Brasil foi uma pressão da FORÇA BRUTA que os obrigaram a fazê-las mas que na maioria dos países do mundo eles tem e dão total liberdade.

    Há 200 anos o mundo era bastante diferente, não tem comparação.
    Para o que nos interessa aqui eu diria que estamos perdendo a guerra, isso é bastante claro. Dos anos 60 pra cá e destruição da cultura andou muito rápido.
    A reação, pra ser justo, veio com o Trump provavelmente lendo algum livro do Andrew Breitbart e aprendendo a peitar o Obama e a turminha PC do partido democrata fomentando assim conservadores mundo afora a reagir.

    Breitbart foi uma espécie de Olavo de Carvalho deles, vejam isso aqui:





  • editado June 4
    Acauan escreveu: »


    Neste Contexto, é previsível que Grandes Capitalistas gananciosos patrocinem a guerrilha das ideologias relativistas contra a Moral, acreditando que isto lhes abrirá as portas do poder absoluto, quando na verdade o Portal que abrirão lançará sobre nós - e sobre eles - os Titãs do Inferno, que com certeza se mostrarão muito mais malvados que o J. P. Morgan.

    Agradeço o comentário e apenas informo que não fiquei mais tranquilo depois de o ler.
    A discussão não é nova mesmo.
    Olavo de Carvalho (de novo) abordou o assunto ainda em 2004, quiçá antes disso mas o artigo que conheço é desta data.

    Olavo de Carvalho: História de quinze séculos


    Da queda do Império Romano à ascensão dos metacapitalistas: Olavo de Carvalho analisa as transformações sociais que culminaram na tentativa de controle do processo político-social por uma falsa aristocracia.

    Desmantelado o Império, as igrejas disseminadas pelo território tornaram-se os sucedâneos da esfrangalhada administração romana. Na confusão geral, enquanto as formas de uma nova época mal se deixavam vislumbrar entre as névoas do provisório, os padres tornaram-se cartorários, ouvidores e alcaides. As sementes da futura aristocracia européia germinaram no campo de batalha, na luta contra o invasor bárbaro. Em cada vila e paróquia, os líderes comunitários que se destacaram no esforço de defesa foram premiados pelo povo com terras, animais e moedas, pela Igreja com títulos de nobreza e a unção legitimadora da sua autoridade. Tornaram-se grandes fazendeiros, e condes, e duques, e príncipes, e reis.

    A propriedade agrária não foi nunca o fundamento nem a origem, mas o fruto do seu poder. Poder militar. Poder de uma casta feroz e altiva, enriquecida pela espada e não pelo arado, ciosa de não se misturar às outras, de não se dedicar portanto nem ao cultivo da inteligência, bom somente para padres e mulheres, nem ao da terra, incumbência de servos e arrendatários, nem ao dos negócios, ocupação de burgueses e judeus.

    Durante mais de um milênio governou a Europa pela força das armas, apoiada no tripé da legitimação eclesiástica e cultural, da obediência popular traduzida em trabalho e impostos, do suporte financeiro obtido ou extorquido aos comerciantes e banqueiros nas horas de crise e guerra.

    Sua ascensão culmina e seu declínio começa com a fundação das monarquias absolutistas e o advento do Estado nacional. Culmina porque essas novas formações encarnam o poder da casta guerreira em estado puro, fonte de si mesmo por delegação direta de Deus, sem a intermediação do sacerdócio, reduzido à condição subalterna de cúmplice forçado e recalcitrante. Mas já é o começo do declínio, porque o monarca absoluto, vindo da aristocracia, dela se destaca e tem de buscar contra ela — e contra a Igreja — o apoio do Terceiro Estado, o qual com isso acaba por tornar-se força política independente, capaz de intimidar juntos o rei, o clero e a nobreza.

    Se o sistema medieval havia durado dez séculos, o absolutismo não durou mais de três. Menos ainda durará o reinado da burguesia liberal. Um século de liberdade econômica e política é suficiente para tornar alguns capitalistas tão formidavelmente ricos que eles já não querem submeter-se às veleidades do mercado que os enriqueceu. Querem controlá-lo, e os instrumentos para isso são três: o domínio do Estado, para a implantação das políticas estatistas necessárias à eternização do oligopólio; o estímulo aos movimentos socialistas e comunistas que invariavelmente favorecem o crescimento do poder estatal; e a arregimentação de um exército de intelectuais que preparem a opinião pública para dizer adeus às liberdades burguesas e entrar alegremente num mundo de repressão onipresente e obsediante (estendendo-se até aos últimos detalhes da vida privada e da linguagem cotidiana), apresentado como um paraíso adornado ao mesmo tempo com a abundância do capitalismo e a “justiça social” do comunismo. Nesse novo mundo, a liberdade econômica indispensável ao funcionamento do sistema é preservada na estrita medida necessária para que possa subsidiar a extinção da liberdade nos domínios político, social, moral, educacional, cultural e religioso.

    Com isso, os megacapitalistas mudam a base mesma do seu poder. Já não se apóiam na riqueza enquanto tal, mas no controle do processo político-social. Controle que, libertando-os da exposição aventurosa às flutuações do mercado, faz deles um poder dinástico durável, uma neo-aristocracia capaz de atravessar incólume as variações da fortuna e a sucessão das gerações, abrigada no castelo-forte do Estado e dos organismos internacionais. Já não são megacapitalistas: são metacapitalistas – a classe que transcendeu o capitalismo e o transformou no único socialismo que algum dia existiu ou existirá: o socialismo dos grão-senhores e dos engenheiros sociais a seu serviço.


    Essa nova aristocracia não nasce, como a anterior, do heroísmo militar premiado pelo povo e abençoado pela Igreja. Nasce da premeditação maquiavélica fundada no interesse próprio e, através de um clero postiço de intelectuais subsidiados, se abençoa a si mesma.

    Resta saber que tipo de sociedade essa aristocracia auto-inventada poderá criar – e quanto tempo uma estrutura tão obviamente baseada na mentira poderá durar.

    Publicado no Jornal da Tarde, 17 de junho de 2004

  • Judas: Mas justamente, nem sequer as imensas mudanças nesses 200 anos fizeram ser verdade as "previsões" de que a micro-empresa iriam mingar até quase acabarem. Isso NÃO ACONTECEU. Ainda hoje 70% dos empregos dos EUA, Brasil, Espanha, etc... vem de micro-empresas e mais 15% de medias empresas, Por outro lado Davos é apenas um encontro de lero-lero de uns pirados. Alguns desses pirados podem ser ricos, mas não deixam de estar numa masturbação de lero-lero.
  • editado June 5
    Não aconteceu, está acontecendo e se a maré não mudar...
    Nas últimas 2 semanas comprei uma caixa de som Bluetooth e um Tablet. Nenhum deles em uma loja pequena mas na internet. Kabum e site da Samsung.
    É uma realidade moderna que inclusive foi tema de 2 ou 3 episódios de South Park. Em um deles um shopping é retratado como um lugar abandonado onde só haviam escombros e poeira, vendedores de shoppings aparecem como seres parecidos com zumbis.
    O episódio trata do efeito Amazon nas sociedades, desde hábitos de consumo até de emprego. Neste episódio um centro de distribuição da Amazon abre em South Park, quebra todo o comércio local inclusive o shopping que aparece no vídeo.
    Comércios locais vão continuar a existir muito mais para serviços do que para vender produtos e exceção de perecíveis entre outros que podem me escapar agora. Há uma tendência de oligarquia em várias áreas da economia, é o que eu entendo ao observar as coisas e associar ao que disse o Olavo de Carvalho no artigo que postei.


    A questão é que estamos perdendo a guerra, estamos levando ferro, temos condições de reagir mas precisamos de representação, catalisadores ,união pra lutar, e isso tem sido bastante difícil de conseguir.
  • editado June 5
    Sozinho eu não consigo lutar, ninguém consegue. Eis o problema.
    Fui lá e comprei de empresas que trabalham pra extinguir meu modo de vida.
    A minha forma de lutar sozinho por enquanto é votar em quem se recusa a colocar mais regulações estatais que ajudam os grandes a quebrar os pequenos. Temo que até esta forma de reação não sirva pra mais nada nas democracias. Como o Brasil não é uma democracia então acho que é partir pra quebradeira mesmo.
  • editado June 6
    Judas escreveu: »
    Agradeço o comentário e apenas informo que não fiquei mais tranquilo depois de o ler.
    A discussão não é nova mesmo.
    Olavo de Carvalho (de novo) abordou o assunto ainda em 2004, quiçá antes disso mas o artigo que conheço é desta data.

    Olavão, sempre ele... Pelo jeito vai nos assombrar por um longo tempo.
    Então..., Olavo já tinha cantado esta bola em O Jardim das Aflições, cujo subtítulo era "de Epicuro à Ressurreição de César, Ensaio sobre o Materialismo e a Religião Civil".
    O livro é irregular, alguns trechos ou mesmo capítulos são abobrinha pura, mas onde ele é bom, é muito.
    É o caso do capítulo de conclusão, César Redivivo, no qual fecha a tese de que o ataque sistemático do Materialismo à sociedade cristã criou um vácuo espiritual ocupado pelo Estado, cujos potentados passaram a ser também os sumo-sacerdotes da Nova Ordem.
    Quando Carvalho escreveu isto parecia coisa de maluco, o que no caso dele não tava longe da verdade, porém o monumento que olhamos em torno dá razão à ele.
    De novo...
  • Até no caso do adoçante da PEPSI o Olavo tinha razão.

    Veja só a baboseira escrita por uma das agencias de checagem.
    https://lupa.uol.com.br/jornalismo/2019/12/06/verificamos-pepsi-celulas-fetos-abortados-refrigerantes/
  • A acusação contra a Pepsi foi feita no passado por entidades contra o aborto e pelo filósofo Olavo de Carvalho, guru do presidente Jair Bolsonaro. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da ​Lupa​:"

    Já começa chamando o cara de Guru do Bolsonaro. Claro que devemos acreditar que é uma agência imparcial que apenas checa os fatos sem nenhum viés.

    Esses caras não se propuseram a checar o Ciro Gomes dizendo que imprimir dinheiro não gera inflação provavelmente porque concordam com ele. Falta de vídeos dele dizendo isso é que não é.


  • Judas escreveu: »
    Esses caras não se propuseram a checar o Ciro Gomes dizendo que imprimir dinheiro não gera inflação provavelmente porque concordam com ele. Falta de vídeos dele dizendo isso é que não é.
    Dia sim, dia também, algum grotão esquerdista publica que a facada em Bolsonaro foi fake e suas internações e cirurgias decorrentes idem.
    Não vi nenhuma "agência de checagem" checar isto, tipo "é fake que a facada foi fake"...

  • Saudações LaraAS
    Por outro lado Davos é apenas um encontro de lero-lero de uns pirados. Alguns desses pirados podem ser ricos, mas não deixam de estar numa masturbação de lero-lero.

    Não sei Lara. O que foi falado lá é muito sério. Lembro que cheguei a comentar por aqui uma fala do Putin sobre demônios e coisas estranhas que ele falou que iria combater em uma dessas reuniões em Davos.

    Embora não pareça o título do tópico com o que estou falando. Os movimentos estão todos seguindo uma mesma direção...

    Vou postar um vídeo curtinho do Noam Chomsky falando sobre o real motivo do controle e... Ligando Lero-lero com Lero-lero...




    E agora vemos outro movimento rumo ao controle da energia mundial. Colocaram minas navais no Mar negro ameaçando as rotas comerciais. Não param de falar (panfletar) um desabastecimento mundial.

    Davos é só a ponta do iceberg...

    [Fraternos]
  • editado June 10
    Saudações Judas
    Não aconteceu, está acontecendo e se a maré não mudar...
    Nas últimas 2 semanas comprei uma caixa de som Bluetooth e um Tablet. Nenhum deles em uma loja pequena mas na internet. Kabum e site da Samsung.

    Lendo seu post lembrei de um livro que li na semana passada. A autora aborda a questão do Trabalho e valor pessoal na sociedade sem empregos. O cenário é apocalíptico... Para vc ter uma ideia. Ela cita uma ensaísta francesa Viviane Forrester (1997), no livro Horror econômico que denuncia um momento histórico no qual a economia e os governos não teriam mais interesse em garantir a sobrevivência de quatro quintos da população mundial. Claro, autora do livro que estava lendo falou sobre Rifkin e Forrester em uma espécie de exercício para alternativas daqueles que acreditam poder preparar-se para novas configurações no mercado.

    Enfim... Lembro de ter discutido o livro com meu filho, ambos lemos quase na mesma época, e ele (meu filho) com uma visão mais Jeremy Rifkin e o seu "Fim dos Empregos e O Século da Biotecnologia". Porém, ele é bem positivo quanto a essa "virada" no mercado. Segue o pressuposto da Lei de Say . ;)

    Resumo: Discutimos por um bom tempo o assunto, falamos até sobre AI (IA), e a questão da 5a. Revolução Industrial.

    O ponto em questão que falo e creio que se alinha ao que vc pensa também, é que a 5a. Revolução industrial já está batendo as portas... A Forrest falou um cenário aterrorizante já em 1997 e agora já começamos a observar que, ou tratamos de "nadar" rápido ou corremos o risco de morrer na praia.

    Ambos abandonamos um pouco o tal livro...rs
    Combinamos que o leremos novamente, antes precisamos digerir o choque da cultura da conspiração. Que parece estar dominando a literatura de muita gente extremamente inteligente. E é isso que tem me preocupado...
    Ouvir teorias de conspiração de pessoas comuns é até natural, mas quando quem vem com esse discurso são pessoas com expertise de mercado a gente começa a ligar o sinal de alerta.

    Até Elon Musk anda falando coisas estranhas...rs

    [Fraternos]
  • Judas escreveu: »
    Não aconteceu, está acontecendo e se a maré não mudar...
    Nas últimas 2 semanas comprei uma caixa de som Bluetooth e um Tablet. Nenhum deles em uma loja pequena mas na internet. Kabum e site da Samsung.
    É uma realidade moderna que inclusive foi tema de 2 ou 3 episódios de South Park. Em um deles um shopping é retratado como um lugar abandonado onde só haviam escombros e poeira, vendedores de shoppings aparecem como seres parecidos com zumbis.
    O episódio trata do efeito Amazon nas sociedades, desde hábitos de consumo até de emprego. Neste episódio um centro de distribuição da Amazon abre em South Park, quebra todo o comércio local inclusive o shopping que aparece no vídeo.
    Comércios locais vão continuar a existir muito mais para serviços do que para vender produtos e exceção de perecíveis entre outros que podem me escapar agora. Há uma tendência de oligarquia em várias áreas da economia, é o que eu entendo ao observar as coisas e associar ao que disse o Olavo de Carvalho no artigo que postei.

    Falando nisso, uns 3 meses atrás inaugurou num município da baixada um galpão gigante de logística cujo os principais clientes são a Amazon (dona do maior galpão) e a Shopee.

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