Religião é Veneno
Entendendo o antissemitismo na esquerda
Autor: Volpiceli | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Visualizações: 289 Comentários: 12
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Volpiceli
2023-Dezembro-20
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A reação de boa parte da esquerda aos ataques terroristas contra Israel nos últimos dias encerrou qualquer dúvida: grupos que se dizem defensores dos direitos humanos são capazes de apoiar movimentos como o Hamas, que comete atrocidades impublicáveis contra civis.


Não é coincidência. As raízes dessa postura estão nas ideias do próprio Karl Marx.


De uma forma mais genérica, Marx é responsável pela noção de que tudo deve ser medido pela divisão entre “opressores” e “oprimidos”. Embora o autor comunista tenha tratado principalmente das classes sociais, não demorou até que seus discípulos estendessem a lógica para qualquer relação de poder. Entre Israel e Palestina, Israel é o opressor porque é mais rico e (na visão de muitos árabes) equivale a um colonizador europeu. Logo, justifica o que quer que o oprimido (a Palestina) faça.



https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/a-esquerda-antissemita-segue-os-passos-de-karl-marx/

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Fernando_Silva
2023-Dezembro-20
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Guerra no Oriente Médio - A esquerda antissemita segue os passos de Karl Marx

Por Gabriel de Arruda Castro, especial para a Gazeta do Povo    10/10/2023

A reação de boa parte da esquerda aos ataques terroristas contra Israel nos últimos dias encerrou qualquer dúvida: grupos que se dizem defensores dos direitos humanos são capazes de apoiar movimentos como o Hamas, que comete atrocidades impublicáveis contra civis.

Não é coincidência. As raízes dessa postura estão nas ideias do próprio Karl Marx.

De uma forma mais genérica, Marx é responsável pela noção de que tudo deve ser medido pela divisão entre “opressores” e “oprimidos”. Embora o autor comunista tenha tratado principalmente das classes sociais, não demorou até que seus discípulos estendessem a lógica para qualquer relação de poder. Entre Israel e Palestina, Israel é o opressor porque é mais rico e (na visão de muitos árabes) equivale a um colonizador europeu. Logo, justifica o que quer que o oprimido (a Palestina) faça.

Mas a relação de Karl Marx com o ódio a Israel vai muito além.
Para Marx, o deus dos judeus é o dinheiro

Karl Marx expôs o que pensava sobre os judeus em ‘Sobre a Questão Judaica’, um artigo que se transformou em livro. Escrita em 1843, a obra analisa a reivindicação de direitos dos judeus que viviam na Alemanha.

No livro, Marx comenta um livro de Bruno Bauer, ele próprio acusado de antissemitismo. Bauer afirma que o judeu na Alemanha só pode se emancipar (tornar-se livre) depois que o povo alemão o fizer. E isso só pode ocorrer quando a religião for superada.

Marx concorda em parte, mas argumenta que a religião judaica há muito foi substituída pelo simples amor ao dinheiro. Ao fazê-lo, ele reproduz um dos estereótipos preconceituosos contra os judeus.

Com a típica miopia de seu materialismo histórico, Marx interpreta uma religião milenar, de uma rica tradição espiritual, com apenas uma lente: a econômica. O capitalismo é um inimigo. E o judeu é responsável pelo capitalismo. Logo, o judeu é um inimigo. “Não procuremos o mistério do judeu em sua religião; procuremos, antes, o mistério da religião no judeu real. Qual é o fundamento secular do judaísmo? A necessidade prática, o interesse próprio. Qual é o culto secular do judeu? O negócio. Qual é o seu deus secular? O dinheiro”, ele escreve.

Marx culpa diretamente os judeus pelo desenvolvimento do capitalismo: “Identificamos, portanto, no judaísmo um elemento antissocial universal da atualidade, que o desenvolvimento histórico, cujo aspecto perverso os judeus fomentaram diligentemente, encarregou-se de levar à sua atual culminância, na qual ele necessariamente se dissolverá”, diz ele. Na visão de Karl Marx, a base do judaísmo é o “egoísmo”, e a ascensão do capitalismo representou a “dominação universal” por parte dos judeus. A própria ideia de uma identidade nacional judaica era, na visão do autor socialista, uma farsa: “A nacionalidade quimérica do judeu é a nacionalidade do mercador, do homem do dinheiro de modo geral”.

Para Marx, o caminho para “emancipar” o judeu da religião é simplesmente abolir o capitalismo. “Uma organização da sociedade que superasse os pressupostos do negócio, portanto, a possibilidade do negócio, teria inviabilizado o judeu. Sua consciência religiosa se dissiparia como uma névoa insossa na atmosfera da vida real da sociedade”, escreve.

Menos de um século depois, na própria Alemanha, judeus estavam sendo enviados para a câmara de gás, em parte graças aos estereótipos que, se não foram criados por Marx, foram reforçados por ele.

Muito antes dos ataques dos últimos dias, o Hamas já era conhecido por praticar atrocidades contra civis. Ainda assim, o grupo recebia o apoio de entidades de esquerda.

Em 2021, 20 deputados federais brasileiros assinaram uma moção de apoio ao Hamas depois que o governo britânico incluiu o grupo na lista de organizações terroristas. Os parlamentares pertencem a PT, PSOL, PCdoB e PSB. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o MST (Movimento dos Sem Terra) também assinaram a nota. O texto começa afirmando que “resistência não é terrorismo”.

Nos últimos dias, mesmo depois que o Hamas assassinou centenas de civis em solo israelense, a esquerda radical manteve a simpatia pelo grupo. O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), por exemplo, se recusou a condenar o Hamas e apenas lamentou as mortes dos dois lados. A postura levou um de seus coordenadores de campanha à prefeitura de São Paulo, Jean Gorinchteyn, a deixar a equipe em protesto. O PCO (Partido da Causa Operária) negou que o Hamas seja um grupo terrorista e ainda defendeu o fim do Estado de Israel. 

O militante petista Breno Altman, amigo pessoal de José Dirceu, também celebrou o ataque do Hamas e escreveu que “quando um povo submetido ao colonialismo se rebela contra um Estado colonial, por quaisquer meios que seja, não há dúvidas sobre o lado certo da história”. A deputada estadual Luciana Genro (PSOL-RS) disse que o povo palestino "tem o direito de resistir e se levantar contra a opressão”. E os Socialistas Democráticos dos Estados Unidos expressaram “solidariedade” aos palestinos, enquanto terroristas metralhavam inocentes em Israel.

No que depender de muitos seguidores de Karl Marx, o legado antissemita dele vai continuar vivo.


https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/a-esquerda-antissemita-segue-os-passos-de-karl-marx/


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Fernando_Silva
2023-Dezembro-20
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A URSS chegou a apoiar a criação do Estado de Israel.

Era conveniente nas circunstâncias da época.


Só que os judeus russos começaram a migrar em massa para lá e isto pegava mal para a imagem do "paraíso soviético", além da perda de cientistas, artistas etc. e daí a URSS proibiu sua saída e acabou ficando contra a existência de Israel.


A esquerdalha mundial, obedientemente, também ficou.


O que conecta a esquerda a uma identidade anti-Israel é uma mistura de diferentes elementos.

Essa não é uma relação nova, fabricada nas redes sociais. Nem é tão óbvia quanto parece.

Em primeiro lugar, é preciso contexto histórico: a União Soviética desempenhou um papel fundamental no apoio à criação do Estado de Israel. Durante o debate sobre o Plano da ONU para a partilha da Palestina, em 1947, a União Soviética apoiou o sionismo nas Nações Unidas. Na verdade, Moscou se pronunciou a favor de um Estado Judeu muito antes dos Estados Unidos – antes de qualquer potência.

Um ano antes da criação do Estado de Israel, o então embaixador soviético na ONU, Andrei Gromyko, expressou forte apoio a Israel, destacando a conexão histórica do povo judeu com o território, reconhecendo as aspirações do povo judeu após o Holocausto e defendendo que o mundo tinha uma dívida com eles.

O protagonismo russo foi tamanho nessa direção que a União Soviética foi o primeiro país a reconhecer oficialmente Israel, dois dias após a sua declaração de independência, em maio de 1948.

Na Guerra Árabe-Israelense de 1948, Israel recebeu rifles, morteiros e até aviões de combate da Tchecoslováquia, com permissão e consentimento soviético. Essas armas desempenharam um papel indispensável para a vitória israelense.

Como escreveu o historiador Paul Johnson, Joseph Stalin está “entre os pais fundadores de Israel”.

Os próprios israelenses não negam isso. Como disse Abba Eban, o primeiro embaixador de Israel na ONU, sem o voto e as armas fornecidas pelo bloco soviético, “não poderíamos ter conseguido, nem diplomaticamente, nem militarmente”.

Por que os soviéticos escolheram o lado judeu? Por pragmatismo. Stalin via a criação de Israel como uma maneira de reduzir a influência britânica no Oriente Médio. Na propaganda soviética – veja a ironia – apoiar Israel era enfrentar o imperialismo ocidental no Oriente Médio.

Mas pelo mesmo pragmatismo, poucos anos depois, os soviéticos mudaram de lado – levando todo campo político junto, mais uma vez.

A relação entre a União Soviética e Israel se deteriorou no instante em que Israel expressou o desejo de migrar judeus soviéticos para Israel, atitude amplamente rejeitada pela União Soviética, lar de uma das maiores comunidades judaicas do mundo.

A partir desse episódio, a União Soviética passou a expressar apoio e oferecer treinamento militar, armamento e assistência financeira à causa palestina.

Após a criação do Estado de Israel, os judeus soviéticos enfrentaram forte oposição de Moscou para a emigração. Judeus que solicitavam permissão para emigrar para Israel muitas vezes encaravam discriminação, perda de emprego e perseguição (com direito, em alguns casos, à prisão). A maioria teve seus vistos de saída negados e passou a ser rotulada como refusenik. Eles também enfrentavam vigilância constante da KGB.

Para o Kremlin, permitir que um número tão grande de cidadãos deixasse o país era visto como um sinal de fraqueza e instabilidade. Além disso, muitos judeus soviéticos ocupavam posições em áreas sensíveis, como pesquisa científica, defesa e indústria. O Kremlin estava preocupado que esses indivíduos levassem conhecimentos e habilidades valiosas para o exterior.

Como num passe de mágica, a causa palestina passou a ser vista pelos líderes do bloco comunista como uma luta de libertação nacional contra o imperialismo (um imperialismo que havia sido sustentado diplomaticamente e militarmente pela própria União Soviética).

Os interesses russos, estritamente pragmáticos, locais, moldaram a concepção ideológica, moral, de todo um campo político no Ocidente – como em tantas outras questões.

Ainda hoje, dos 193 países membros da ONU, 28 não reconhecem Israel (15%). Desses, apenas 3 não têm maioria muçulmana – todas elas ditaduras de esquerda: Cuba, Venezuela e Coreia do Norte.

Embora nem todos os críticos de Israel sejam radicais de esquerda, as posições anti-Israel viraram uma espécie de marcador de identidade política para a chamada esquerda “anti-imperialista”.



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Botanico
2024-Janeiro-26
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O zamericanus sempre apoiaram Israel. Já os árabes sempre foram apoiados pela União Soviética. Só isso já é explicação suficiente. Imaginem como o zizkerdiztaz estariam proclamando agora se fosse o contrário.
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Fernando_Silva
2024-Janeiro-27
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Botanico

O zamericanus sempre apoiaram Israel. Já os árabes sempre foram apoiados pela União Soviética. Só isso já é explicação suficiente. Imaginem como o zizkerdiztaz estariam proclamando agora se fosse o contrário.
A URSS apoiou a criação do Estado de Israel no início porque, entre outras coisas, a via como a redução do domínio europeu sobre o Oriente Médio.

‍Só que, logo depois, começou a migração em massa de judeus soviéticos para lá e isto lhe pareceu ruim porque depunha contra o "paraíso soviético" e também porque esses imigrantes eram a elite científica e cultural.

A esquerdalha mundial obedeceu cegamente à orientação soviética.
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Acauan
2024-Janeiro-27
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Volpiceli

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De uma forma mais genérica, Marx é responsável pela noção de que tudo deve ser medido pela divisão entre “opressores” e “oprimidos”. Embora o autor comunista tenha tratado principalmente das classes sociais, não demorou até que seus discípulos estendessem a lógica para qualquer relação de poder. Entre Israel e Palestina, Israel é o opressor porque é mais rico e (na visão de muitos árabes) equivale a um colonizador europeu. Logo, justifica o que quer que o oprimido (a Palestina) faça.

Esqueceram de citar que Marx era Judeu.
Assim como Trotsky.
Assim como uma parcela notável da liderança Bolchevique revolucionária.
Assim como - para minha surpresa, que leio sobre o assunto há décadas - Lênin.

É, o Lênin, aquele com cara de Satanás de filme de terror B, que liderou a revolução de 1917, venceu a Guerra Civil e estabeleceu aquela merda de Estado Soviético.

Lênin era judeu étnico, que nunca se assumiu como tal e talvez nem se visse como um, informação que descobri recentemente.
Fonte: Simon Sebag Montefiore, um dos maiores especialistas do mundo sobre o regime bolchevique, provavelmente o que mais estudou os Arquivos de Moscou sobre o tema.

Todas as biografias citam as origens de Lênin como um intelectual de classe média urbana na Rússia Czaristas, li sobre boatos de ele ser judeu, o que não queria dizer nada, pois naquele lugar e época era um maneira comum e típica de difamar desafetos.

Esta informação eleva exponencialmente o papel dos judeus na construção do Socialismo, a partir de sua teorização por Karl Marx à sua efetivação por Lênin e Trotsky.
Talvez por isto, Stalin - naturalmente antisemita por ser georgiano e por ser o Stalin - concluísse que havia judeus demais à volta dele e resolvesse dar cabo da maioria, o que não se destaca muito dado o hábito do Koba de mandar matar qualquer um e todo mundo.

A informação de que Lênin era judeu, que não confirmei em outras fontes, também eleva mais esta contradição da Esquerda Internacional, maciçamente judaica em suas raízes e radicalmente antisemita em suas práticas.

NOTA relevante: Montefiore também é judeu.
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Volpiceli
2024-Janeiro-27
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Acauan

Volpiceli

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De uma forma mais genérica, Marx é responsável pela noção de que tudo deve ser medido pela divisão entre “opressores” e “oprimidos”. Embora o autor comunista tenha tratado principalmente das classes sociais, não demorou até que seus discípulos estendessem a lógica para qualquer relação de poder. Entre Israel e Palestina, Israel é o opressor porque é mais rico e (na visão de muitos árabes) equivale a um colonizador europeu. Logo, justifica o que quer que o oprimido (a Palestina) faça.

Esqueceram de citar que Marx era Judeu.
Assim como Trotsky.
Assim como uma parcela notável da liderança Bolchevique revolucionária.
Assim como - para minha surpresa, que leio sobre o assunto há décadas - Lênin.

É, o Lênin, aquele com cara de Satanás de filme de terror B, que liderou a revolução de 1917, venceu a Guerra Civil e estabeleceu aquela merda de Estado Soviético.

Lênin era judeu étnico, que nunca se assumiu como tal e talvez nem se visse como um, informação que descobri recentemente.
Fonte: Simon Sebag Montefiore, um dos maiores especialistas do mundo sobre o regime bolchevique, provavelmente o que mais estudou os Arquivos de Moscou sobre o tema.

Todas as biografias citam as origens de Lênin como um intelectual de classe média urbana na Rússia Czaristas, li sobre boatos de ele ser judeu, o que não queria dizer nada, pois naquele lugar e época era um maneira comum e típica de difamar desafetos.

Esta informação eleva exponencialmente o papel dos judeus na construção do Socialismo, a partir de sua teorização por Karl Marx à sua efetivação por Lênin e Trotsky.
Talvez por isto, Stalin - naturalmente antisemita por ser georgiano e por ser o Stalin - concluísse que havia judeus demais à volta dele e resolvesse dar cabo da maioria, o que não se destaca muito dado o hábito do Koba de mandar matar qualquer um e todo mundo.

A informação de que Lênin era judeu, que não confirmei em outras fontes, também eleva mais esta contradição da Esquerda Internacional, maciçamente judaica em suas raízes e radicalmente antisemita em suas práticas.

NOTA relevante: Montefiore também é judeu.

Lenin, na verdade, era descendente de uma mistureba de povos. Além de judeus, era também descendente de alemães, suecos e até mongóis. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xOXQgkh1YB4

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Acauan
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Volpiceli

Lenin, na verdade, era descendente de uma mistureba de povos. Além de judeus, era também descendente de alemães, suecos e até mongóis. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xOXQgkh1YB4


Sim, mas pelos critérios da Rússia de então, ele seria considerado judeu.
Critérios aplicados em boa parte da Europa da época.‍
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Acauan
2024-Janeiro-27
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Volpiceli

 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xOXQgkh1YB4


Sobre o vídeo, o relato da ascendência de Lênin é precedido pela informação "mas, o que foi escondido até agora", consistente com as lacunas de minhas fontes mais antigas.‍
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Fernando_Silva
2024-Fevereiro-24
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A ficha de Lula

É possível repudiar a brutalidade da resposta aos ataques de 7 de outubro sem apelar para a relativização do Holocausto

Eduardo Affonso 24/02/2024

Lula é alegórico e — vai aqui um eufemismo — não tem nenhum compromisso com a verdade. Não vê diferença entre ato juridicamente perfeito e golpe, entre mil e milhão. Manipula números e palavras como se fossem militantes do seu partido. Em sua mitomania, triplica a quantidade de pobres que diz precisar alimentar, se propõe a construir 186 milhões de casas (mais que o dobro de domicílios do país) e ainda acha tempo para acompanhar pela TV os jogos do campeonato chinês.

É o tipo de democrata que não pode ver um ditador que corre para o abraço. A lista de parças é longa: começa com Fidel (e daí a Raúl Castro e Díaz-Canel), passa por Ortega, Nguema, Ahmadinejad, Kadafi, se desdobra de Chávez a Maduro, chega a Putin. A simpatia pelo terrorismo vai das Farc ao Hamas, sem esquecer Cesare Battisti.

Sob sua égide, a esquerda brasileira importou o racismo à moda americana (o do branco é branco, preto é preto, e a mulata não é a tal). Contrabandeia agora um ódio antissemita com selo de garantia que confere ao usuário a sensação de estar do lado do bem, das vítimas, da paz e da justiça.
[...]

A indignação de Lula quanto à dor dos palestinos soa ainda mais hipócrita e oportunista após sua recusa em defender o povo ucraniano quando da invasão russa (“Por que vou me preocupar com a briga dos outros?”) e da sua omissão em relação à crise humanitária na Venezuela (“A gente precisa respeitar a autodeterminação dos povos”). Vidas que não interessam a seu delírio de “líder do Sul Global” (o Terceiro Mundo reloaded) não importam.
[...]
https://oglobo.globo.com/opiniao/eduardo-affonso/coluna/2024/02/a-ficha-de-lula.ghtml
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Judas
2024-Fevereiro-24
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Fernando_Silva

A ficha de Lula

É possível repudiar a brutalidade da resposta aos ataques de 7 de outubro sem apelar para a relativização do Holocausto

Eduardo Affonso 24/02/2024

Lula é alegórico e — vai aqui um eufemismo — não tem nenhum compromisso com a verdade. Não vê diferença entre ato juridicamente perfeito e golpe, entre mil e milhão. Manipula números e palavras como se fossem militantes do seu partido. Em sua mitomania, triplica a quantidade de pobres que diz precisar alimentar, se propõe a construir 186 milhões de casas (mais que o dobro de domicílios do país) e ainda acha tempo para acompanhar pela TV os jogos do campeonato chinês.

É o tipo de democrata que não pode ver um ditador que corre para o abraço. A lista de parças é longa: começa com Fidel (e daí a Raúl Castro e Díaz-Canel), passa por Ortega, Nguema, Ahmadinejad, Kadafi, se desdobra de Chávez a Maduro, chega a Putin. A simpatia pelo terrorismo vai das Farc ao Hamas, sem esquecer Cesare Battisti.

Sob sua égide, a esquerda brasileira importou o racismo à moda americana (o do branco é branco, preto é preto, e a mulata não é a tal). Contrabandeia agora um ódio antissemita com selo de garantia que confere ao usuário a sensação de estar do lado do bem, das vítimas, da paz e da justiça.
[...]

A indignação de Lula quanto à dor dos palestinos soa ainda mais hipócrita e oportunista após sua recusa em defender o povo ucraniano quando da invasão russa (“Por que vou me preocupar com a briga dos outros?”) e da sua omissão em relação à crise humanitária na Venezuela (“A gente precisa respeitar a autodeterminação dos povos”). Vidas que não interessam a seu delírio de “líder do Sul Global” (o Terceiro Mundo reloaded) não importam.
[...]
https://oglobo.globo.com/opiniao/eduardo-affonso/coluna/2024/02/a-ficha-de-lula.ghtml


‍O problema não é só o Lula ser assim mas a quantidade de gente que assiste a ele fazer tudo isso e me vem com um: "mas o Bolsonaro..."
Não acho que seja mais possível conviver com esta gente. O Brasil vai acabar entrando mesmo em guerra civil.

E o ponto de não retorno ficou pra trás. Os que estão abusando do poder sabem qual será seu destino se caírem do cavalo.
Quem estava puto em 2013 continua puto porque elegeu um presidente dentro das regras do jogo, contra tudo e todos, ganhou e não levou.

Eu não vou aceitar Tarcísio pegando na mão do esquemão pra colocar a economia nos trilhos pra depois a canalhada roubar tudo e, no processo, continuar com sua dominação na cultura, educação e funcionalismo público.

Não vai demorar pra 2013 reflorescer. É só a conta da gastança do Lula chegar mais uma vez.
Que venha e que seja violento. Uma democracia precisa ser conquistada na porrada.
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