A filosofia perdeu uma de suas vozes mais lúcidas com a morte da filósofa britânica
Susan Haack (1945–2026). Reconhecida internacionalmente por seu trabalho em epistemologia e filosofia da ciência, Haack se destacou por defender uma posição equilibrada entre dois extremos que marcaram o debate intelectual nas últimas décadas.
Ela criticava tanto o
cientificismo exagerado quanto o que chamava de
“novo cinismo” — uma tendência associada a correntes pós-modernas que tratam ciência, verdade e evidência como meras construções de poder ou narrativa.
Uma de suas obras mais importantes é o livro:
Defending Science—Within Reason: Between Scientism and CynicismNeste livro, Haack propõe um caminho intermediário:
nem idolatrar a ciência como algo infalível, nem reduzi-la a mera política ou retórica. Para ela, a ciência é uma atividade humana falível, mas ainda assim uma das formas mais bem-sucedidas de investigação racional que possuímos.
A obra analisa temas como:
- evidência científica e métodos de investigação
- relação entre ciência e sociedade
- críticas pós-modernas à ciência
- o papel da ciência no direito, na política e na cultura
O livro foi publicado pela
Prometheus Books e possui cerca de
411 páginas, sendo considerado uma referência na filosofia da ciência contemporânea.
Onde encontrar o livroVocê pode encontrar o livro na
Amazon em versões impressa ou digital (eBook). Também existem traduções e edições em outros idiomas, incluindo versões em português como
“Defendendo a Ciência — Dentro do Razoável”.
Pode adquirir neste link (nota somente versão Kindle):
https://amzn.to/4uAmryoEm tempos de desinformação, polarização intelectual e ataques à ideia de verdade, o trabalho de Susan Haack continua extremamente atual. Seu projeto filosófico buscava lembrar algo essencial:
a ciência não é perfeita — mas abandoná-la em favor do relativismo absoluto seria um erro ainda maior.