Religião é Veneno
CURIOSIDADE: 16/07 de 622: O Surgimento do Islã e Fatos Curiosos da Vida de Mohammed (Maomé)
Autor: Percival | Categoria: Religião, Espiritualidade e Misticismo | Visualizações: 27 Comentários: 6
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Percival
2026-Fevereiro-25
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No dia 16/07 do ano 622 depois de Cristo, começou o calendário islâmico. Existe uma parte curiosa na história do surgimento do Islã, relacionada à vida do profeta Mohammed, que a gente chama de Maomé.
O surgimento do Islã, ali por volta do ano 622, surge de uma revelação. Praticamente todas as religiões surgem de uma revelação. Mohamed ia para uma caverna para meditar — ele gostava daquela determinada caverna e ficava lá meditando. Já era ele mais velho quando aparece para ele, supostamente, o anjo Gabriel, que pede para ele recitar.
“Recite.”
Mohamed olha, não entende nada, fica sem saber o que está acontecendo.
O anjo insiste: “Recite.”
Aí a gente cai numa questão da cultura islâmica: há uma cultura muito forte em cima da poesia. Você sabia que existe uma quantidade gigantesca de palavras para dizer a mesma coisa? Arroz, mel… Existem 40, 50 palavras para significar “mel”. Aquele líquido dourado — há uma palavra específica para isso. Então são muito fortes na área da poesia. Quando o anjo chega e diz “recite”, já está dentro da cultura local.
A tradição diz que o anjo aperta o ombro dele de tal modo que ele quase desmaia. E segue a história dele escrevendo o Alcorão.
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Percival
2026-Fevereiro-25
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Quem Era Mohamed?
Para entender isso, é preciso voltar um pouco.
Ele morava numa região muito árida, dominada por tribos e cheia de nômades. Existia uma prática muito dura na cultura árabe da época: se nascesse uma filha, o pai poderia enterrá-la viva. Era uma cultura extremamente difícil para as mulheres.
Mohamed nasceu em Meca, ficou órfão cedo e foi criado pelo avô. Depois, com a morte do avô, passou a ser criado pelo tio, Abu Talibi. Ele ficou conhecido por sua honestidade e integridade — qualidades herdadas da formação recebida.
O avô e o tio trabalhavam com caravanas. Meca tinha um deus a ser venerado por dia, e caravanas chegavam constantemente. Eles trabalhavam no comércio que atendia essas caravanas. Eram tão confiáveis que as pessoas deixavam com eles dinheiro, ouro e até filhos para poder viajar.
Mohamed cresceu nesse ambiente.

A Pedra e o Lençol
Certa vez, havia uma disputa entre quatro famílias sobre quem colocaria uma pedra especial na inauguração de um templo. A família que colocasse a pedra teria prestígio e domínio.
A briga estava prestes a virar guerra.
Mohamed passava pela praça quando alguém sugeriu: “Vamos perguntar para Mohamed. Ele é neutro.”
Ele escuta tudo, pede um lençol grande, coloca a pedra no meio e manda cada família segurar uma ponta. Assim, todos carregaram juntos a pedra até o local.
Foi festa geral.
Seu apelido era Al Amin — “o confiável”.

O Casamento com Cadigia
Ele trabalhava como comerciante e acabou casando com uma viúva muito rica, Cadigia, que era apaixonada por ele. Era um casal muito unido.
Quando começaram as revelações na caverna, ele chegava em casa e dizia:
“Mulher, não sei se estou ficando maluco. Aparece um anjo e manda eu escrever.”
Ela respondia:
“Se um anjo viesse à Terra, falaria com você. Você é o homem mais confiável da cidade.”
Isso mostra o espaço que existia dentro da relação deles — algo incomum para a cultura da época.
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Percival
2026-Fevereiro-25
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A Pregação e a Rejeição
Por volta dos 40 anos, começaram as revelações que duraram cerca de 20 anos.
Ele passou a pregar:
  • A unicidade de Deus
  • Justiça social
  • Caridade
  • Piedade
Mas Meca vivia do comércio dos deuses. Cada dia uma tribo vinha cultuar seu deus. Chega Mohamed dizendo:
“Não é um monte de deuses. É um só.”
Isso ameaçava toda a economia local.
Tentaram matá-lo. Em uma tentativa, mataram um parente dele que dormia em seu lugar.
A mensagem crescia principalmente entre escravos e marginalizados, porque ele dizia:
“Você é igual a mim. Sente-se aqui para comer comigo.”
Isso era revolucionário.

A Fuga e o Rei Cristão
Com a perseguição intensificada, ele e seus seguidores fugiram. Parte foi para Medina. Parte fugiu para a Abissínia (atual Etiópia).
O rei cristão, chamado Najashi, foi avisado:
“Não deixe esses homens entrarem.”
Ele respondeu:
“Preciso ouvir os dois lados.”
Após ouvir sobre os princípios da nova fé, fez uma linha no chão com um graveto e disse:
“O que separa minha religião da sua é menor do que essa linha.”
E permitiu que entrassem.
Um rei cristão salvou o Islã naquele momento.

A Conquista de Meca e a Caaba
Em 630, Mohamed voltou a Meca com força suficiente para não enfrentar resistência.
Na Caaba, templo que abrigava ídolos pagãos de várias tribos, iniciou-se a remoção dos ídolos.
Segundo a tradição, ao chegar na imagem de Jesus e Maria, Mohamed disse:
“Nesse aqui ninguém toca.”
Colocou um pano azul sobre a imagem — símbolo de nobreza — reconhecendo Jesus como profeta e a importância de Maria.

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Percival
2026-Fevereiro-25
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A Expansão e as Regras Posteriores
Mohamed morreu por volta de 632. O Islã continuou se expandindo pelo Oriente Médio.
Como o Alcorão não respondia a todas as questões práticas do dia a dia, muitos passaram a buscar respostas na vida do próprio profeta:
  • Como ele usava o cabelo?
  • Como se vestia?
  • Como se comportava?
E assim surgiram várias regras posteriores que, segundo alguns, acabaram distorcendo o que seria o Islã original.
Quando vemos o Islã radical hoje, muitos dizem estar seguindo o modelo mais “original”, mas a história é complexa e cheia de camadas.

O que quis trazer aqui foi:
  • A personalidade de Mohamed
  • O papel do rei cristão que permitiu a sobrevivência do Islã
  • A forma como ele tratou a imagem de Jesus na Caaba
E como esses fatos históricos muitas vezes parecem distantes do Islã que vemos hoje.
Uma pequena explanação sobre pontos interessantes do surgimento do Islã e da biografia de Mohammed — ou Maomé.


Não sei se é verídico, mas achei curioso.
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Fernando_Silva
2026-Fevereiro-25
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1. Maomé era analfabeto. Quem escreveu o Corão foram seus discípulos, bem depois de sua morte, gerando várias versões que, com o tempo, foram organizadas num texto oficial.

2. Dizem que o Islã é uma religião de paz, mas Maomé organizou um exército para impor sua crença aos outros. Seus discípulos saíram pelo mundo invadindo países e "convertendo" à força.

3. Logo depois da morte de seu fundador, o islamismo se dividiu em seitas por causa da disputa sobre quem seria o novo líder, uns matando os outros internamente. Xiitas, sunitas, drusos, alauítas etc. continuam se matando.

4. É bem provável que boa parte dos textos acima seja uma versão "embelezada" da verdadeira vida de Maomé.
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Volpiceli
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Percival
2026-Fevereiro-25
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Fernando_Silva

1. Maomé era analfabeto. Quem escreveu o Corão foram seus discípulos, bem depois de sua morte, gerando várias versões que, com o tempo, foram organizadas num texto oficial.

2. Dizem que o Islã é uma religião de paz, mas Maomé organizou um exército para impor sua crença aos outros. Seus discípulos saíram pelo mundo invadindo países e "convertendo" à força.

3. Logo depois da morte de seu fundador, o islamismo se dividiu em seitas por causa da disputa sobre quem seria o novo líder, uns matando os outros internamente. Xiitas, sunitas, drusos, alauítas etc. continuam se matando.

4. É bem provável que boa parte dos textos acima seja uma versão "embelezada" da verdadeira vida de Maomé.

Nao sei o quanto de veracidade ha nesses textos, mas pesquisando por cima tem algo no Alcorão sobre Jesus ser um profeta, mas como e uma religião que rola um vies teocrático extremista, os desdobramentos sao obscuros. 

Acaba sendo uma cultura nociva mesmo que se tenha uma linha que se afirma que nao iniciou dessa forma. 


So acho curioso o relato, ainda mais do interlocutor que aparentemente abomina o islamismo atual. 

Lembrando que isso e uma narrativa dentro da religião islâmica, pode ser que tenha divisões divergente ao que se passa a pregar atualmente e nao redime essa brutalidade que se ve. 
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