Autor: NadaSei | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Visualizações: 15 Comentários: 1
NadaSei
2026-Setembro-1
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Finalmente eu entendi a falha fundamental do pensamento de grande parte dos isentões. Uma coisa que sempre me espantou e me deixou curioso é o fato de pessoas que são racionais e não são completamente mal informadas, ao menos tem acesso a informação, mas ainda assim reproduzem opiniões completamente irracionais sobre política.
Eu sempre atribui os erros de raciocínio que beiram a desonestidade intelectual desses anti bolsonaristas radicais que igualam o bolsonarismo ao petismo e chegam a escolher o PT ao bolsonarismo, a um certo misto de coisas.
1 - Falta de ceticismo e Incapacidade de buscar informação. São pessoas que parecem se deixar manipular pela narrativa da mídia e não buscam informação mesmo tendo acesso a internet. Parecia um tipo de credulidade em certas narrativas simplesmente porque são ventiladas pela grande mídia, misturada a uma certa ignorância sobre os fatos reais que desmentem a narrativa.
Mas por que pessoas aparentemente inteligentes e com boa capacidade racional, se deixam manipular por narrativas em grande parte grosseiras? Eu tentava entender esse mistério.
2 - Fanatismo motivado pelo ódio. É comum o fanatismo da idolatria, onde o fanático ama um candidato especifico independente do que ele faça. Isso ocorre em setores do lulismo e também em setores do bolsonarismo. O isentão se orgulha de não sofrer disso e realmente não sofre, mas parece que o ódio e a repulsa ao bolsonarismo tem efeitos tão poderosos quanto a idolatria a ponto de cegar, e, primeiro igualar os dois lados, depois considerar com pior o que está muito longe de ser o pior.
Eles começam banalizando não só a corrupção do PT que é inigualável e está MUITO distante de tudo que paira sobre o bolsonarismo que basicamente se limita a casos insignificantes de rachadinha e talvez agora o primeiro fato mais "estranho" que é o financiamento do filme por Vorcaro. Depois esquecem os problemas ainda maiores do PT ligados a democracia e sua aliança com todos os ditadores do mundo e também relações com o crime organizado.
Ao fim da confusão mental distorcem a coisa toda e dão ao bolsonarismo um peso maior do que ao PT.
3 - Confiança excessiva na própria opinião. Os isentões sempre me pareceram pessoas com dificuldade em realmente ouvir e analisar outros pontos de vista e confiantes demais nas próprias opiniões e fontes. Parece existir uma certa "soberba", eles já "sabem" o que está acontecendo, já "sabem" qual o problema e qual a realidade do caso, portanto não precisam questionar as bases da própria opinião nem analisar atentamente as possibilidades divergentes.
Embora eu ache que esses 3 pontos continuam representando um papel, eu acredito que peguei o "fio da meada" da forma de pensar dos isentões. A origem desse "idealismo" em busca da terceira via "limpinha" mesmo que ela só tenha 3% de chance de votos e seja muito menos "limpa" do que eles pensam.
O problema está na forma de pensar, está em onde eles fundamentam seus raciocínios. Numa discussão com um isentão aparentemente super racionar, sobre o absurdo que é a inelegibilidade de Pablo Marçal, me caiu a ficha. Eu já tinha tido um certo assombro em outra discussão semelhante com outro isentão, sobre o absurdo que é a condenação contra Eduardo Bolsonaro de "coação no curso do processo" por ter usado nos EUA o básico direito de petição, basilar de qualquer democracia.
Na discussão sobre o Eduardo eu tentava explicar que ele exerceu um direito humano básico de questionar o governo e pedir reparação do dano, mas as respostas eram sempre justificativas da versão oficial e indignação com as tarifas.
Nessa discussão com o Marçal a pessoa depois de ser muito apertada soltou uma verdade que fez tudo fazer sentido. Primeiro ela não conseguia entender como eu poderia estar ao lado do Marçal, um estelionatário que usou de um laudo falso na campanha contra o Boulos e blá, blá, blá. Deu toda uma lista das coisas que fazem ela não gostar o cara.
Enquanto eu tentava explicar que isso tudo é irrelevante, primeiro porque ele não ficou inelegível por nada disso e sim por pagar seguidores para fazer cortes de seus videos, o que não é crime e faz parte da liberdade de expressão. Eu ainda tentava explicar a razão pela qual leis como a da ficha limpa dão poder ao estado e não ao cidadão, ao permitir que o governo diga quem pode ou não ser eleito, tirando o poder do cidadão de decidir isso na urna. O exemplo mais claro disso foi a perda do mandato de Deltan Dallagnol com base na lei da ficha limpa, enquanto Lula não teve problema nenhum.
Mas a insistência dele em mencionar as razões pelas quais ele não gosta do Marçal me fez pressiona-lo: "Nada do que você está falando foi a razão da inelegibilidade dele. Você pode se ater ao FATO concreto usado para torna-lo inelegível"?
A resposta foi: "Eu estou cagando para qual foi o fato, porque o único fato que me interessa é o de que ele é um estelionatário e eu não entendo como alguém em sã consciência pode realmente achar que um cara desses poderia ter direito a se eleger a qualquer cargo".
Essa resposta é muito relevadora. Ela vai no X da questão e explica o que eu tanto tentava entender. Os três pontos que eu citei realmente são fatores relevantes na mentalidade desse pessoal, mas eles não são o COMBUSTÍVEL que os alimenta, mas esse modo de pensar é. Ele parece ser a base de todo o castelo da cartas do raciocínio desse pessoal.
Eles não olham a realidade e não questionam a realidade com base na analise de fatos, mas antes de tudo com base no próprio mundo subjetivo de sua própria moral e idealismo. Eles primeiro consultam sua moral interior para perguntar coisas como: "O que seria o ideal"? "Eu acho isso moralmente correto"? "Eu acho isso justo"? "Essa pessoa é uma pessoa boa"? "Ela se comporta de acordo com a minha moral"?
Toda a analise dos eventos tem base nesse mundo interior subjetivo pessoal e não na realidade objetiva dos fatos. A pergunta delas não é: "Eduardo realmente quebrou a lei"? "O que ele fez e o que diz a lei"? A pergunta deles é: "Eu sou MORALMENTE a favor das tarifas que Eduardo conseguiu contra o Brasil para tirar o Bozo da cadeia"? No caso do Marçal basta a repulsa a figura: "Marçal é um estelionatário, eu quero que ele possa se eleger"?
Não são perguntas sobre a lei objetiva, sobre os fatos, nem sobre as regras do mundo real. O que eles pergunta a si próprios é sobre o que eles pensam, como eles se sentem sobre certas coisas e pessoas e sobre o que eles "idealizam", ou seja, sobre o que eles consideram que no mundo perfeito DELES, seria a situação ideal.
É por isso que pessoas que parecem ter capacidade racional quando você conversa com elas, exibem opiniões aparentemente tão irracionais e tão distantes da realidade. O mundo das "narrativas" é eficiente em apelar a subjetividade dessas pessoas, a sua moral, a seus "nojinhos" e a suas fantasias de mundo ideal.
Não é que elas sejam irracionais como o fanático ignorante típico, é que todo o raciocínio é feito com base em premissas falsas, saídas não da realidade objetiva, mas da moral subjetiva e de seu idealismo pessoal. É basicamente iniciar o raciocínio com base em falsas premissas internas, enquanto ignora o mundo objetivo e os fatos.
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Cameron
2026-Setembro-2
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Tópicos criados: 13
Na época do Bolsonaro eu comprava meio quilo de café por R$ 7,00, hoje o mesmo café da mesma marca e quantidade custa R$ 33,00.
Aí eu lembro dos malditos isentões na eleição passada dizendo: