Religião é Veneno
A Decadência do Espiritismo no Brasil - O Espiritismo Está Perdendo o Brasil?
Autor: Volpiceli | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Visualizações: 23 Comentários: 3
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Volpiceli
2026-Março-16
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Após décadas de crescimento, o espiritismo chegou a ter 3,8 milhões de adeptos no país, representando 2,2% da população. Agora, são 3,2 milhões de pessoas, totalizando 1,8% dos brasileiros. Esse dado merece ser melhor compreendido, pois, embora o espiritismo tenha surgido há 167 anos na França, o Brasil é, de longe, o país mais espírita do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, em 2020, havia cerca de 12 mil centros espíritas por aqui, 16 vezes mais que as 740 instituições conhecidas em todas as outras partes do mundo. Em um recorte espírita do Censo, o pesquisador Pedro Vieira adiantou que, mesmo em queda, o perfil espírita continua o mesmo: maior percentual feminino (60,6%), branco (63,8%), acima de 60 anos (24,3%), sudestino (63%), escolarizado em nível superior (48%) e com acesso à internet (96,6%) – índices maiores que os de qualquer outra denominação.
No cenário complexo que apontou para a configuração de um Brasil mais plural em termos de religião, não é possível determinar causas, mas cabe então especular: por que o número de espíritas no Brasil diminuiu? Vamos a algumas hipóteses, que podem orientar estudos mais específicos:

1. Perda das principais lideranças e referências culturais

A imagem de Chico Xavier (1910-2002) ilustra todo o noticiário sobre o espiritismo. Este brasileiro oriundo do interior de Minas Gerais foi o principal ícone da religião no mundo durante quase todo o século XX e segue assim até os dias atuais. Nos primeiros anos após sua morte, houve grande comoção, surgiram diversas publicações, eventos, produções audiovisuais e museus. Foi a década em que o espiritismo quase dobrou de tamanho – passando de 2 milhões de adeptos no Censo 2000 para 3,8 milhões no Censo 2010. 
Divaldo Franco (1927-2025), morto mais recentemente, era considerado o principal sucessor de Chico Xavier no âmbito da Federação Espírita Brasileira (FEB) e no imaginário popular. Nos últimos anos, contudo, passou a ser mais polêmico do que agregador devido a discursos anticientíficos e alinhados ao extremismo político de direita (“bolsonarismo”). Mesmo com a aposta em novos ícones, por muito tempo, foi a projeção mediúnica, intelectual e caritativa de Chico e Divaldo que impulsionou a presença midiática do espiritismo no Brasil.
 
2. A onda de filmes e telenovelas espíritas passou

Entre 2000 e 2010, estourou o fenômeno da ficção audiovisual espírita: na trilha do sucesso de A Viagem (1994, com várias reprises), as telenovelas da TV Globo Alma Gêmea (2005), O Profeta (2006) e Escrito nas Estrelas (2010), e os filmes Bezerra de Menezes (2010), Chico Xavier (2010) e Nosso Lar (2010) representaram o auge da narrativa espiritualista nesse cenário. 
Como apontam os estudos culturais latino-americanos, a telenovela e o cinema acompanham os movimentos da sociedade. De uma curiosidade com as coisas da nova era no começo de um novo milênio, agora vivenciamos a prevalência de temas evangélicos na ficção em diversas produtoras e emissoras de TV.
O pesquisador Marcos Meigre, especialista no tema, aponta que as narrativas audiovisuais espíritas não acabaram, mas ocupam agora outro lugar – o da nostalgia. Todo esse material de sucesso nos anos 2000 vem sendo reprisado, configurando-se como nicho no streaming.
 
3. Mudanças no cenário da assistência social

“Fora da caridade não há salvação” é uma máxima no espiritismo. Diversos estudos já apontaram a relevância das obras sociais espíritas durante todo o século 20 no Brasil, por meio de assistência social, oferta de alimentos, alternativas em saúde, além de inúmeras instituições educacionais e de apoio à infância, aos idosos, aos pobres e às pessoas com transtornos mentais.
No século XXI, é possível considerar que o papel dos espíritas tenha diminuído diante da conquista de direitos sociais e da ampliação de políticas públicas que passaram a exigir do Estado a responsabilidade pela assistência nessas áreas. No campo religioso, outros grupos estão mais próximas das camadas populares.

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 

5. O caso João de Deus

Nos últimos anos, vieram à tona crimes cometidos por pessoas que se identificavam como médiuns. O caso mais famoso foi o de João de Deus, preso após ser acusado, em 2018, de praticar centenas de abusos sexuais e outros crimes. No mesmo período, outros supostos médiuns também figuraram no noticiário policial.
Em geral, eles não participavam do movimento espírita institucional, mas se fiavam nele. Publicamente, parece impossível dissociar, gerando maior suspeita social e menor aderência de novos adeptos.

6. Desidentificação política e ideológica

Embora diversas figuras espíritas tenham exercido cargos de poder ou atuado em grupos políticos, o espiritismo sempre buscou um discurso de neutralidade, conforme historicizam as pesquisas de Sinuê Miguel
Isto mudou a partir de 2016, entre o governo de Dilma Rousseff (PT) e a consequente ascensão de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreram fortes cisões no movimento espírita, impulsionadas por questões políticas e doutrinárias. Sobretudo pessoas progressistas e mais à esquerda no espectro político deixaram de se identificar como espíritas desde a adesão de lideranças e seguidores ao “bolsonarismo”. Este processo expulsou gente do espiritismo, mas é possível afirmar que não atraiu ninguém.

7. Decadência de um imaginário progressista

O espiritismo surgiu na Europa positivista, junto às promessas da modernidade e à crença no progresso irrefreável da sociedade pela ciência. Pode-se considerar que o ideário do século XIX já não faça tanto sentido no Brasil atual. 
Ao longo do século XX, a figura de Chico Xavier atualizou essa discursividade, aproximando-a das práticas do catolicismo popular e das demandas de sua época – assistencialismo, pacifismo e consolo espiritual. A hipótese aqui é que o espiritismo entrou no século XXI nostalgicamente, persistindo naquela temporalidade de um progressismo que ficou na promessa, sem perspectivas de renovação.

8. Velhas questões

A dupla pertença é uma realidade entre espíritas. Em um cenário religioso mais plural, isso se torna potencialmente ainda mais presente. Há pessoas que se identificam com outras religiões, mas frequentam casas espíritas. Há, até mesmo, pessoas que se dizem “sem religião” e são espíritas no sentido filosófico (como os autodenominados “espíritas laicos”). Há alguns estudos sobre este aspecto, porém mais levantamentos para aprofundar este tema são demandados.

Na verdade, todos esses pontos tornam necessário desenvolver novos estudos. Embora eu tenha escrito este texto com tópicos que buscam responder à questão do título, esses e outros dados sobre religião não parecem exigir apenas nosso repertório já conhecido, mas instigar a formulação de questões mais atuais.

Referências

CUNHA, Magali et al.. “Um Brasil mais plural: um primeiro olhar sobre os dados de Religião do Censo 2022”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/um-brasil-mais-plural-um-primeiro-olhar-sobre-os-dados-de-religiao-do-censo-2022. Acesso em: 15 de junho de 2025.
DAMASIO, João. “Ideias e movimentos sociais dos espiritismos em 166 anos”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/ideias-e-movimentos-sociais-dos-espiritismos-em-166-anos. Acesso em: 15 de junho de 2025.
MIGUEL, Sinuê N. (2023). Espiritismo e profecia: uma análise da dimensão política das expectativas proféticas no espiritismo brasileiro. Revista Crítica Histórica, 13(25). https://doi.org/10.28998/rchv13n25.2022.0010
VIEIRA, Pedro. Recorte espírita do censo 2022. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAGqdWTLhUc/j8MmLrdX0GKLWlwHS4E4AA/view. Acesso em: 17 de junho



https://religiaoepoder.org.br/artigo/por-que-o-numero-de-espiritas-no-brasil-diminuiu  de 2025.
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LaraAS
2026-Março-16
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Volpiceli

Após décadas de crescimento, o espiritismo chegou a ter 3,8 milhões de adeptos no país, representando 2,2% da população. Agora, são 3,2 milhões de pessoas, totalizando 1,8% dos brasileiros. Esse dado merece ser melhor compreendido, pois, embora o espiritismo tenha surgido há 167 anos na França, o Brasil é, de longe, o país mais espírita do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, em 2020, havia cerca de 12 mil centros espíritas por aqui, 16 vezes mais que as 740 instituições conhecidas em todas as outras partes do mundo. Em um recorte espírita do Censo, o pesquisador Pedro Vieira adiantou que, mesmo em queda, o perfil espírita continua o mesmo: maior percentual feminino (60,6%), branco (63,8%), acima de 60 anos (24,3%), sudestino (63%), escolarizado em nível superior (48%) e com acesso à internet (96,6%) – índices maiores que os de qualquer outra denominação.
No cenário complexo que apontou para a configuração de um Brasil mais plural em termos de religião, não é possível determinar causas, mas cabe então especular: por que o número de espíritas no Brasil diminuiu? Vamos a algumas hipóteses, que podem orientar estudos mais específicos:

1. Perda das principais lideranças e referências culturais

A imagem de Chico Xavier (1910-2002) ilustra todo o noticiário sobre o espiritismo. Este brasileiro oriundo do interior de Minas Gerais foi o principal ícone da religião no mundo durante quase todo o século XX e segue assim até os dias atuais. Nos primeiros anos após sua morte, houve grande comoção, surgiram diversas publicações, eventos, produções audiovisuais e museus. Foi a década em que o espiritismo quase dobrou de tamanho – passando de 2 milhões de adeptos no Censo 2000 para 3,8 milhões no Censo 2010. 
Divaldo Franco (1927-2025), morto mais recentemente, era considerado o principal sucessor de Chico Xavier no âmbito da Federação Espírita Brasileira (FEB) e no imaginário popular. Nos últimos anos, contudo, passou a ser mais polêmico do que agregador devido a discursos anticientíficos e alinhados ao extremismo político de direita (“bolsonarismo”). Mesmo com a aposta em novos ícones, por muito tempo, foi a projeção mediúnica, intelectual e caritativa de Chico e Divaldo que impulsionou a presença midiática do espiritismo no Brasil.
 
2. A onda de filmes e telenovelas espíritas passou

Entre 2000 e 2010, estourou o fenômeno da ficção audiovisual espírita: na trilha do sucesso de A Viagem (1994, com várias reprises), as telenovelas da TV Globo Alma Gêmea (2005), O Profeta (2006) e Escrito nas Estrelas (2010), e os filmes Bezerra de Menezes (2010), Chico Xavier (2010) e Nosso Lar (2010) representaram o auge da narrativa espiritualista nesse cenário. 
Como apontam os estudos culturais latino-americanos, a telenovela e o cinema acompanham os movimentos da sociedade. De uma curiosidade com as coisas da nova era no começo de um novo milênio, agora vivenciamos a prevalência de temas evangélicos na ficção em diversas produtoras e emissoras de TV.
O pesquisador Marcos Meigre, especialista no tema, aponta que as narrativas audiovisuais espíritas não acabaram, mas ocupam agora outro lugar – o da nostalgia. Todo esse material de sucesso nos anos 2000 vem sendo reprisado, configurando-se como nicho no streaming.
 
3. Mudanças no cenário da assistência social

“Fora da caridade não há salvação” é uma máxima no espiritismo. Diversos estudos já apontaram a relevância das obras sociais espíritas durante todo o século 20 no Brasil, por meio de assistência social, oferta de alimentos, alternativas em saúde, além de inúmeras instituições educacionais e de apoio à infância, aos idosos, aos pobres e às pessoas com transtornos mentais.
No século XXI, é possível considerar que o papel dos espíritas tenha diminuído diante da conquista de direitos sociais e da ampliação de políticas públicas que passaram a exigir do Estado a responsabilidade pela assistência nessas áreas. No campo religioso, outros grupos estão mais próximas das camadas populares.

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 

5. O caso João de Deus

Nos últimos anos, vieram à tona crimes cometidos por pessoas que se identificavam como médiuns. O caso mais famoso foi o de João de Deus, preso após ser acusado, em 2018, de praticar centenas de abusos sexuais e outros crimes. No mesmo período, outros supostos médiuns também figuraram no noticiário policial.
Em geral, eles não participavam do movimento espírita institucional, mas se fiavam nele. Publicamente, parece impossível dissociar, gerando maior suspeita social e menor aderência de novos adeptos.

6. Desidentificação política e ideológica

Embora diversas figuras espíritas tenham exercido cargos de poder ou atuado em grupos políticos, o espiritismo sempre buscou um discurso de neutralidade, conforme historicizam as pesquisas de Sinuê Miguel
Isto mudou a partir de 2016, entre o governo de Dilma Rousseff (PT) e a consequente ascensão de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreram fortes cisões no movimento espírita, impulsionadas por questões políticas e doutrinárias. Sobretudo pessoas progressistas e mais à esquerda no espectro político deixaram de se identificar como espíritas desde a adesão de lideranças e seguidores ao “bolsonarismo”. Este processo expulsou gente do espiritismo, mas é possível afirmar que não atraiu ninguém.

7. Decadência de um imaginário progressista

O espiritismo surgiu na Europa positivista, junto às promessas da modernidade e à crença no progresso irrefreável da sociedade pela ciência. Pode-se considerar que o ideário do século XIX já não faça tanto sentido no Brasil atual. 
Ao longo do século XX, a figura de Chico Xavier atualizou essa discursividade, aproximando-a das práticas do catolicismo popular e das demandas de sua época – assistencialismo, pacifismo e consolo espiritual. A hipótese aqui é que o espiritismo entrou no século XXI nostalgicamente, persistindo naquela temporalidade de um progressismo que ficou na promessa, sem perspectivas de renovação.

8. Velhas questões

A dupla pertença é uma realidade entre espíritas. Em um cenário religioso mais plural, isso se torna potencialmente ainda mais presente. Há pessoas que se identificam com outras religiões, mas frequentam casas espíritas. Há, até mesmo, pessoas que se dizem “sem religião” e são espíritas no sentido filosófico (como os autodenominados “espíritas laicos”). Há alguns estudos sobre este aspecto, porém mais levantamentos para aprofundar este tema são demandados.

Na verdade, todos esses pontos tornam necessário desenvolver novos estudos. Embora eu tenha escrito este texto com tópicos que buscam responder à questão do título, esses e outros dados sobre religião não parecem exigir apenas nosso repertório já conhecido, mas instigar a formulação de questões mais atuais.

Referências

CUNHA, Magali et al.. “Um Brasil mais plural: um primeiro olhar sobre os dados de Religião do Censo 2022”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/um-brasil-mais-plural-um-primeiro-olhar-sobre-os-dados-de-religiao-do-censo-2022. Acesso em: 15 de junho de 2025.
DAMASIO, João. “Ideias e movimentos sociais dos espiritismos em 166 anos”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/ideias-e-movimentos-sociais-dos-espiritismos-em-166-anos. Acesso em: 15 de junho de 2025.
MIGUEL, Sinuê N. (2023). Espiritismo e profecia: uma análise da dimensão política das expectativas proféticas no espiritismo brasileiro. Revista Crítica Histórica, 13(25). https://doi.org/10.28998/rchv13n25.2022.0010
VIEIRA, Pedro. Recorte espírita do censo 2022. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAGqdWTLhUc/j8MmLrdX0GKLWlwHS4E4AA/view. Acesso em: 17 de junho



https://religiaoepoder.org.br/artigo/por-que-o-numero-de-espiritas-no-brasil-diminuiu  de 2025.

     A parte que falou sobre o Divaldo e o bolsonarismo foi preconceituosa sobretudo ao falar que o que o Divaldo falou sobre ser a favor tratamento precoce e riscos sobre as ditas vacinas contra o Covid com menos tempo de textos do que outras, seria uma visão "anti-científica", e a parte sobre que a visão de progresso ser antiquada é uma coisa ambígua e em certo sentido perigosa , por um lado, se se considera que a visão sobre o progresso como antiquada, então ironicamente se considera que houve UM PROGRESSO, em relação à época em que se considerava que não era antiquada, por outro, basta ler livros de justificação de comunistas para as atrocidades comunistas como "A moral deles e a nossa" ou "Terrorismo e comunismo" de Trotsky ou as biografias de Trotsky de Isaac Deustscher que se vê  que eles argumentavam sobre a visão de progresso linear ser um mito, para justificar as atrocidades comunistas, hoje muita gente usa esses argumentos para justificar as atrocidadees islâmicas também.
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Judas
2026-Março-17
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Espiritismo vai morrer porque é lixo esquerdista.
A líder e representante do Espiritismo no Brasil, Atena Beauvoir Roveda, explica pra onde guiar as existências sociais dos espíritas. Imploro aos colegas pra assistirem pelo menos os dois primeiros minutos do vídeo.
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Judas
2026-Março-17
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Quanto às estatísticas citadas no post inicial, elas corroboram que espiritismo é religião de classe média, usualmente funcionários públicos que frequentaram a faculdade pra ficarem mais burros por lá e seguir a carreira de funça.
Religião de beócios e que pretensamente se acham mais elevados espiritualmente que a ralé que fica por aí  acreditando em cristianismo convencional, ainda que a religião de merda deles não seja nada mais que plágios e deturpações do cristianismo e de outras religiões, com o acréscimo do cientificismo do século XIX. Não fosse por esta usurpação da popularidade do cristianismo por meio de sincretismo e da figura do estelionatário do Chico Xavier ninguém notaria que essa bosta ainda que exista.

Existem ainda as variações modernas disso. Minha prima que é feminista e esquerdista agora anda dizendo aí que o que vale é a espiritualidade, seja lá o que for que isso queira dizer na cabeça dela. Ela se formou em geologia e fez mestrado e doutorado fora do país. Agora acha que é a joia da família e a pessoa mais inteligente do mundo. Mas que não soube me responder uma única questão sobre o problema da ciência contemporânea ligado a questão do excesso de teoria e sem um link entre estas teorias e a natureza das coisas. Ela provavelmente jamais ouviu falar disso.

Espiritismo é religião de gente prepotente e que acha que a crença delas vale mais que a dos outros porque tem fundamentos científicos. Isso é a cara da minha prima beócia que acredita de fato que o diplominha de geologia dela dá a ela alguma credibilidade pra debater questões fora do escopo infinitamente reduzido de realidade na qual ela se especializou.
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