Religião é Veneno
A Decadência do Espiritismo no Brasil - O Espiritismo Está Perdendo o Brasil?
Autor: Volpiceli | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Visualizações: 640 Comentários: 42
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Volpiceli
2026-Março-16
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Após décadas de crescimento, o espiritismo chegou a ter 3,8 milhões de adeptos no país, representando 2,2% da população. Agora, são 3,2 milhões de pessoas, totalizando 1,8% dos brasileiros. Esse dado merece ser melhor compreendido, pois, embora o espiritismo tenha surgido há 167 anos na França, o Brasil é, de longe, o país mais espírita do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, em 2020, havia cerca de 12 mil centros espíritas por aqui, 16 vezes mais que as 740 instituições conhecidas em todas as outras partes do mundo. Em um recorte espírita do Censo, o pesquisador Pedro Vieira adiantou que, mesmo em queda, o perfil espírita continua o mesmo: maior percentual feminino (60,6%), branco (63,8%), acima de 60 anos (24,3%), sudestino (63%), escolarizado em nível superior (48%) e com acesso à internet (96,6%) – índices maiores que os de qualquer outra denominação.
No cenário complexo que apontou para a configuração de um Brasil mais plural em termos de religião, não é possível determinar causas, mas cabe então especular: por que o número de espíritas no Brasil diminuiu? Vamos a algumas hipóteses, que podem orientar estudos mais específicos:

1. Perda das principais lideranças e referências culturais

A imagem de Chico Xavier (1910-2002) ilustra todo o noticiário sobre o espiritismo. Este brasileiro oriundo do interior de Minas Gerais foi o principal ícone da religião no mundo durante quase todo o século XX e segue assim até os dias atuais. Nos primeiros anos após sua morte, houve grande comoção, surgiram diversas publicações, eventos, produções audiovisuais e museus. Foi a década em que o espiritismo quase dobrou de tamanho – passando de 2 milhões de adeptos no Censo 2000 para 3,8 milhões no Censo 2010. 
Divaldo Franco (1927-2025), morto mais recentemente, era considerado o principal sucessor de Chico Xavier no âmbito da Federação Espírita Brasileira (FEB) e no imaginário popular. Nos últimos anos, contudo, passou a ser mais polêmico do que agregador devido a discursos anticientíficos e alinhados ao extremismo político de direita (“bolsonarismo”). Mesmo com a aposta em novos ícones, por muito tempo, foi a projeção mediúnica, intelectual e caritativa de Chico e Divaldo que impulsionou a presença midiática do espiritismo no Brasil.
 
2. A onda de filmes e telenovelas espíritas passou

Entre 2000 e 2010, estourou o fenômeno da ficção audiovisual espírita: na trilha do sucesso de A Viagem (1994, com várias reprises), as telenovelas da TV Globo Alma Gêmea (2005), O Profeta (2006) e Escrito nas Estrelas (2010), e os filmes Bezerra de Menezes (2010), Chico Xavier (2010) e Nosso Lar (2010) representaram o auge da narrativa espiritualista nesse cenário. 
Como apontam os estudos culturais latino-americanos, a telenovela e o cinema acompanham os movimentos da sociedade. De uma curiosidade com as coisas da nova era no começo de um novo milênio, agora vivenciamos a prevalência de temas evangélicos na ficção em diversas produtoras e emissoras de TV.
O pesquisador Marcos Meigre, especialista no tema, aponta que as narrativas audiovisuais espíritas não acabaram, mas ocupam agora outro lugar – o da nostalgia. Todo esse material de sucesso nos anos 2000 vem sendo reprisado, configurando-se como nicho no streaming.
 
3. Mudanças no cenário da assistência social

“Fora da caridade não há salvação” é uma máxima no espiritismo. Diversos estudos já apontaram a relevância das obras sociais espíritas durante todo o século 20 no Brasil, por meio de assistência social, oferta de alimentos, alternativas em saúde, além de inúmeras instituições educacionais e de apoio à infância, aos idosos, aos pobres e às pessoas com transtornos mentais.
No século XXI, é possível considerar que o papel dos espíritas tenha diminuído diante da conquista de direitos sociais e da ampliação de políticas públicas que passaram a exigir do Estado a responsabilidade pela assistência nessas áreas. No campo religioso, outros grupos estão mais próximas das camadas populares.

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 

5. O caso João de Deus

Nos últimos anos, vieram à tona crimes cometidos por pessoas que se identificavam como médiuns. O caso mais famoso foi o de João de Deus, preso após ser acusado, em 2018, de praticar centenas de abusos sexuais e outros crimes. No mesmo período, outros supostos médiuns também figuraram no noticiário policial.
Em geral, eles não participavam do movimento espírita institucional, mas se fiavam nele. Publicamente, parece impossível dissociar, gerando maior suspeita social e menor aderência de novos adeptos.

6. Desidentificação política e ideológica

Embora diversas figuras espíritas tenham exercido cargos de poder ou atuado em grupos políticos, o espiritismo sempre buscou um discurso de neutralidade, conforme historicizam as pesquisas de Sinuê Miguel
Isto mudou a partir de 2016, entre o governo de Dilma Rousseff (PT) e a consequente ascensão de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreram fortes cisões no movimento espírita, impulsionadas por questões políticas e doutrinárias. Sobretudo pessoas progressistas e mais à esquerda no espectro político deixaram de se identificar como espíritas desde a adesão de lideranças e seguidores ao “bolsonarismo”. Este processo expulsou gente do espiritismo, mas é possível afirmar que não atraiu ninguém.

7. Decadência de um imaginário progressista

O espiritismo surgiu na Europa positivista, junto às promessas da modernidade e à crença no progresso irrefreável da sociedade pela ciência. Pode-se considerar que o ideário do século XIX já não faça tanto sentido no Brasil atual. 
Ao longo do século XX, a figura de Chico Xavier atualizou essa discursividade, aproximando-a das práticas do catolicismo popular e das demandas de sua época – assistencialismo, pacifismo e consolo espiritual. A hipótese aqui é que o espiritismo entrou no século XXI nostalgicamente, persistindo naquela temporalidade de um progressismo que ficou na promessa, sem perspectivas de renovação.

8. Velhas questões

A dupla pertença é uma realidade entre espíritas. Em um cenário religioso mais plural, isso se torna potencialmente ainda mais presente. Há pessoas que se identificam com outras religiões, mas frequentam casas espíritas. Há, até mesmo, pessoas que se dizem “sem religião” e são espíritas no sentido filosófico (como os autodenominados “espíritas laicos”). Há alguns estudos sobre este aspecto, porém mais levantamentos para aprofundar este tema são demandados.

Na verdade, todos esses pontos tornam necessário desenvolver novos estudos. Embora eu tenha escrito este texto com tópicos que buscam responder à questão do título, esses e outros dados sobre religião não parecem exigir apenas nosso repertório já conhecido, mas instigar a formulação de questões mais atuais.

Referências

CUNHA, Magali et al.. “Um Brasil mais plural: um primeiro olhar sobre os dados de Religião do Censo 2022”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/um-brasil-mais-plural-um-primeiro-olhar-sobre-os-dados-de-religiao-do-censo-2022. Acesso em: 15 de junho de 2025.
DAMASIO, João. “Ideias e movimentos sociais dos espiritismos em 166 anos”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/ideias-e-movimentos-sociais-dos-espiritismos-em-166-anos. Acesso em: 15 de junho de 2025.
MIGUEL, Sinuê N. (2023). Espiritismo e profecia: uma análise da dimensão política das expectativas proféticas no espiritismo brasileiro. Revista Crítica Histórica, 13(25). https://doi.org/10.28998/rchv13n25.2022.0010
VIEIRA, Pedro. Recorte espírita do censo 2022. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAGqdWTLhUc/j8MmLrdX0GKLWlwHS4E4AA/view. Acesso em: 17 de junho



https://religiaoepoder.org.br/artigo/por-que-o-numero-de-espiritas-no-brasil-diminuiu  de 2025.
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2026-Março-16
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Volpiceli

Após décadas de crescimento, o espiritismo chegou a ter 3,8 milhões de adeptos no país, representando 2,2% da população. Agora, são 3,2 milhões de pessoas, totalizando 1,8% dos brasileiros. Esse dado merece ser melhor compreendido, pois, embora o espiritismo tenha surgido há 167 anos na França, o Brasil é, de longe, o país mais espírita do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, em 2020, havia cerca de 12 mil centros espíritas por aqui, 16 vezes mais que as 740 instituições conhecidas em todas as outras partes do mundo. Em um recorte espírita do Censo, o pesquisador Pedro Vieira adiantou que, mesmo em queda, o perfil espírita continua o mesmo: maior percentual feminino (60,6%), branco (63,8%), acima de 60 anos (24,3%), sudestino (63%), escolarizado em nível superior (48%) e com acesso à internet (96,6%) – índices maiores que os de qualquer outra denominação.
No cenário complexo que apontou para a configuração de um Brasil mais plural em termos de religião, não é possível determinar causas, mas cabe então especular: por que o número de espíritas no Brasil diminuiu? Vamos a algumas hipóteses, que podem orientar estudos mais específicos:

1. Perda das principais lideranças e referências culturais

A imagem de Chico Xavier (1910-2002) ilustra todo o noticiário sobre o espiritismo. Este brasileiro oriundo do interior de Minas Gerais foi o principal ícone da religião no mundo durante quase todo o século XX e segue assim até os dias atuais. Nos primeiros anos após sua morte, houve grande comoção, surgiram diversas publicações, eventos, produções audiovisuais e museus. Foi a década em que o espiritismo quase dobrou de tamanho – passando de 2 milhões de adeptos no Censo 2000 para 3,8 milhões no Censo 2010. 
Divaldo Franco (1927-2025), morto mais recentemente, era considerado o principal sucessor de Chico Xavier no âmbito da Federação Espírita Brasileira (FEB) e no imaginário popular. Nos últimos anos, contudo, passou a ser mais polêmico do que agregador devido a discursos anticientíficos e alinhados ao extremismo político de direita (“bolsonarismo”). Mesmo com a aposta em novos ícones, por muito tempo, foi a projeção mediúnica, intelectual e caritativa de Chico e Divaldo que impulsionou a presença midiática do espiritismo no Brasil.
 
2. A onda de filmes e telenovelas espíritas passou

Entre 2000 e 2010, estourou o fenômeno da ficção audiovisual espírita: na trilha do sucesso de A Viagem (1994, com várias reprises), as telenovelas da TV Globo Alma Gêmea (2005), O Profeta (2006) e Escrito nas Estrelas (2010), e os filmes Bezerra de Menezes (2010), Chico Xavier (2010) e Nosso Lar (2010) representaram o auge da narrativa espiritualista nesse cenário. 
Como apontam os estudos culturais latino-americanos, a telenovela e o cinema acompanham os movimentos da sociedade. De uma curiosidade com as coisas da nova era no começo de um novo milênio, agora vivenciamos a prevalência de temas evangélicos na ficção em diversas produtoras e emissoras de TV.
O pesquisador Marcos Meigre, especialista no tema, aponta que as narrativas audiovisuais espíritas não acabaram, mas ocupam agora outro lugar – o da nostalgia. Todo esse material de sucesso nos anos 2000 vem sendo reprisado, configurando-se como nicho no streaming.
 
3. Mudanças no cenário da assistência social

“Fora da caridade não há salvação” é uma máxima no espiritismo. Diversos estudos já apontaram a relevância das obras sociais espíritas durante todo o século 20 no Brasil, por meio de assistência social, oferta de alimentos, alternativas em saúde, além de inúmeras instituições educacionais e de apoio à infância, aos idosos, aos pobres e às pessoas com transtornos mentais.
No século XXI, é possível considerar que o papel dos espíritas tenha diminuído diante da conquista de direitos sociais e da ampliação de políticas públicas que passaram a exigir do Estado a responsabilidade pela assistência nessas áreas. No campo religioso, outros grupos estão mais próximas das camadas populares.

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 

5. O caso João de Deus

Nos últimos anos, vieram à tona crimes cometidos por pessoas que se identificavam como médiuns. O caso mais famoso foi o de João de Deus, preso após ser acusado, em 2018, de praticar centenas de abusos sexuais e outros crimes. No mesmo período, outros supostos médiuns também figuraram no noticiário policial.
Em geral, eles não participavam do movimento espírita institucional, mas se fiavam nele. Publicamente, parece impossível dissociar, gerando maior suspeita social e menor aderência de novos adeptos.

6. Desidentificação política e ideológica

Embora diversas figuras espíritas tenham exercido cargos de poder ou atuado em grupos políticos, o espiritismo sempre buscou um discurso de neutralidade, conforme historicizam as pesquisas de Sinuê Miguel
Isto mudou a partir de 2016, entre o governo de Dilma Rousseff (PT) e a consequente ascensão de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreram fortes cisões no movimento espírita, impulsionadas por questões políticas e doutrinárias. Sobretudo pessoas progressistas e mais à esquerda no espectro político deixaram de se identificar como espíritas desde a adesão de lideranças e seguidores ao “bolsonarismo”. Este processo expulsou gente do espiritismo, mas é possível afirmar que não atraiu ninguém.

7. Decadência de um imaginário progressista

O espiritismo surgiu na Europa positivista, junto às promessas da modernidade e à crença no progresso irrefreável da sociedade pela ciência. Pode-se considerar que o ideário do século XIX já não faça tanto sentido no Brasil atual. 
Ao longo do século XX, a figura de Chico Xavier atualizou essa discursividade, aproximando-a das práticas do catolicismo popular e das demandas de sua época – assistencialismo, pacifismo e consolo espiritual. A hipótese aqui é que o espiritismo entrou no século XXI nostalgicamente, persistindo naquela temporalidade de um progressismo que ficou na promessa, sem perspectivas de renovação.

8. Velhas questões

A dupla pertença é uma realidade entre espíritas. Em um cenário religioso mais plural, isso se torna potencialmente ainda mais presente. Há pessoas que se identificam com outras religiões, mas frequentam casas espíritas. Há, até mesmo, pessoas que se dizem “sem religião” e são espíritas no sentido filosófico (como os autodenominados “espíritas laicos”). Há alguns estudos sobre este aspecto, porém mais levantamentos para aprofundar este tema são demandados.

Na verdade, todos esses pontos tornam necessário desenvolver novos estudos. Embora eu tenha escrito este texto com tópicos que buscam responder à questão do título, esses e outros dados sobre religião não parecem exigir apenas nosso repertório já conhecido, mas instigar a formulação de questões mais atuais.

Referências

CUNHA, Magali et al.. “Um Brasil mais plural: um primeiro olhar sobre os dados de Religião do Censo 2022”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/um-brasil-mais-plural-um-primeiro-olhar-sobre-os-dados-de-religiao-do-censo-2022. Acesso em: 15 de junho de 2025.
DAMASIO, João. “Ideias e movimentos sociais dos espiritismos em 166 anos”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/ideias-e-movimentos-sociais-dos-espiritismos-em-166-anos. Acesso em: 15 de junho de 2025.
MIGUEL, Sinuê N. (2023). Espiritismo e profecia: uma análise da dimensão política das expectativas proféticas no espiritismo brasileiro. Revista Crítica Histórica, 13(25). https://doi.org/10.28998/rchv13n25.2022.0010
VIEIRA, Pedro. Recorte espírita do censo 2022. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAGqdWTLhUc/j8MmLrdX0GKLWlwHS4E4AA/view. Acesso em: 17 de junho



https://religiaoepoder.org.br/artigo/por-que-o-numero-de-espiritas-no-brasil-diminuiu  de 2025.

     A parte que falou sobre o Divaldo e o bolsonarismo foi preconceituosa sobretudo ao falar que o que o Divaldo falou sobre ser a favor tratamento precoce e riscos sobre as ditas vacinas contra o Covid com menos tempo de textes do que outras, seria uma visão "anti-científica", e a parte sobre que a visão de progresso ser antiquada é uma coisa ambígua e em certo sentido perigosa , por um lado, se se considera que a visão sobre o progresso como antiquada, então ironicamente se considera que houve UM PROGRESSO, em relação à época em que se considerava que não era antiquada, por outro, basta ler livros de justificação de comunistas para as atrocidades comunistas como "A moral deles e a nossa" ou "Terrorismo e comunismo" de Trotsky ou as biografias de Trotsky de Isaac Deustscher que se vê  que eles argumentavam sobre a visão de progresso linear ser um mito, para justificar as atrocidades comunistas, hoje muita gente usa esses argumentos para justificar as atrocidadees islâmicas também.
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Judas
2026-Março-17
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Espiritismo vai morrer porque é lixo esquerdista.
A líder e representante do Espiritismo no Brasil, Atena Beauvoir Roveda, explica pra onde guiar as existências sociais dos espíritas. Imploro aos colegas pra assistirem pelo menos os dois primeiros minutos do vídeo.
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Judas
2026-Março-17
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Quanto às estatísticas citadas no post inicial, elas corroboram que espiritismo é religião de classe média, usualmente funcionários públicos que frequentaram a faculdade pra ficarem mais burros por lá e seguir a carreira de funça.
Religião de beócios pretenciosos que se acham mais elevados espiritualmente que a ralé que fica por aí  acreditando em cristianismo convencional, ainda que a religião de merda deles não seja nada mais que plágios e deturpações do cristianismo e de outras religiões, com o acréscimo do cientificismo do século XIX. Não fosse por esta usurpação da popularidade do cristianismo por meio de sincretismo e da figura do estelionatário do Chico Xavier ninguém notaria que essa bosta ainda existe.

Existem ainda as variações modernas disso. Minha prima que é feminista e esquerdista agora anda dizendo aí que o que vale é a espiritualidade, seja lá o que for que isso queira dizer dentro da cabeça  cabeça dela. Ela se formou em geologia e fez mestrado e doutorado fora do país. Agora acha que é a joia da família e a pessoa mais inteligente do mundo. Mas que não soube me responder uma única questão sobre um problema da ciência contemporânea ligado a questão do excesso de teoria e sem um link entre estas teorias e a natureza das coisas. Ela provavelmente jamais ouviu falar disso. Também negou que a academia está lotada de fraudes aceitas pela tal "comunidade científica", termo que ela mesma usou na conversa. Pra vocês verem a merda que é a academia atual...

Espiritismo é religião de gente prepotente e que acha que a crença delas vale mais que a dos outros porque tem fundamentos científicos. Isso é a cara da minha prima beócia que acredita de fato que o diplominha de geologia dela dá a ela alguma credibilidade pra debater questões fora do escopo infinitamente reduzido de realidade na qual ela se especializou.
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Judas
2026-Março-17
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Espiritualidade, "siência", Namastê, feminismo, sagrado feminino...
Haja saco...
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O ENCOSTO
2026-Março-17
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Querem atrair o botanico, postem o "CHICO XAVIER - DOENTE MENTAL". Não achei mais esse brilhante texto.
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Volpiceli
2026-Julho-27
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LaraAS

Volpiceli

Após décadas de crescimento, o espiritismo chegou a ter 3,8 milhões de adeptos no país, representando 2,2% da população. Agora, são 3,2 milhões de pessoas, totalizando 1,8% dos brasileiros. Esse dado merece ser melhor compreendido, pois, embora o espiritismo tenha surgido há 167 anos na França, o Brasil é, de longe, o país mais espírita do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, em 2020, havia cerca de 12 mil centros espíritas por aqui, 16 vezes mais que as 740 instituições conhecidas em todas as outras partes do mundo. Em um recorte espírita do Censo, o pesquisador Pedro Vieira adiantou que, mesmo em queda, o perfil espírita continua o mesmo: maior percentual feminino (60,6%), branco (63,8%), acima de 60 anos (24,3%), sudestino (63%), escolarizado em nível superior (48%) e com acesso à internet (96,6%) – índices maiores que os de qualquer outra denominação.
No cenário complexo que apontou para a configuração de um Brasil mais plural em termos de religião, não é possível determinar causas, mas cabe então especular: por que o número de espíritas no Brasil diminuiu? Vamos a algumas hipóteses, que podem orientar estudos mais específicos:

1. Perda das principais lideranças e referências culturais

A imagem de Chico Xavier (1910-2002) ilustra todo o noticiário sobre o espiritismo. Este brasileiro oriundo do interior de Minas Gerais foi o principal ícone da religião no mundo durante quase todo o século XX e segue assim até os dias atuais. Nos primeiros anos após sua morte, houve grande comoção, surgiram diversas publicações, eventos, produções audiovisuais e museus. Foi a década em que o espiritismo quase dobrou de tamanho – passando de 2 milhões de adeptos no Censo 2000 para 3,8 milhões no Censo 2010. 
Divaldo Franco (1927-2025), morto mais recentemente, era considerado o principal sucessor de Chico Xavier no âmbito da Federação Espírita Brasileira (FEB) e no imaginário popular. Nos últimos anos, contudo, passou a ser mais polêmico do que agregador devido a discursos anticientíficos e alinhados ao extremismo político de direita (“bolsonarismo”). Mesmo com a aposta em novos ícones, por muito tempo, foi a projeção mediúnica, intelectual e caritativa de Chico e Divaldo que impulsionou a presença midiática do espiritismo no Brasil.
 
2. A onda de filmes e telenovelas espíritas passou

Entre 2000 e 2010, estourou o fenômeno da ficção audiovisual espírita: na trilha do sucesso de A Viagem (1994, com várias reprises), as telenovelas da TV Globo Alma Gêmea (2005), O Profeta (2006) e Escrito nas Estrelas (2010), e os filmes Bezerra de Menezes (2010), Chico Xavier (2010) e Nosso Lar (2010) representaram o auge da narrativa espiritualista nesse cenário. 
Como apontam os estudos culturais latino-americanos, a telenovela e o cinema acompanham os movimentos da sociedade. De uma curiosidade com as coisas da nova era no começo de um novo milênio, agora vivenciamos a prevalência de temas evangélicos na ficção em diversas produtoras e emissoras de TV.
O pesquisador Marcos Meigre, especialista no tema, aponta que as narrativas audiovisuais espíritas não acabaram, mas ocupam agora outro lugar – o da nostalgia. Todo esse material de sucesso nos anos 2000 vem sendo reprisado, configurando-se como nicho no streaming.
 
3. Mudanças no cenário da assistência social

“Fora da caridade não há salvação” é uma máxima no espiritismo. Diversos estudos já apontaram a relevância das obras sociais espíritas durante todo o século 20 no Brasil, por meio de assistência social, oferta de alimentos, alternativas em saúde, além de inúmeras instituições educacionais e de apoio à infância, aos idosos, aos pobres e às pessoas com transtornos mentais.
No século XXI, é possível considerar que o papel dos espíritas tenha diminuído diante da conquista de direitos sociais e da ampliação de políticas públicas que passaram a exigir do Estado a responsabilidade pela assistência nessas áreas. No campo religioso, outros grupos estão mais próximas das camadas populares.

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 

5. O caso João de Deus

Nos últimos anos, vieram à tona crimes cometidos por pessoas que se identificavam como médiuns. O caso mais famoso foi o de João de Deus, preso após ser acusado, em 2018, de praticar centenas de abusos sexuais e outros crimes. No mesmo período, outros supostos médiuns também figuraram no noticiário policial.
Em geral, eles não participavam do movimento espírita institucional, mas se fiavam nele. Publicamente, parece impossível dissociar, gerando maior suspeita social e menor aderência de novos adeptos.

6. Desidentificação política e ideológica

Embora diversas figuras espíritas tenham exercido cargos de poder ou atuado em grupos políticos, o espiritismo sempre buscou um discurso de neutralidade, conforme historicizam as pesquisas de Sinuê Miguel
Isto mudou a partir de 2016, entre o governo de Dilma Rousseff (PT) e a consequente ascensão de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreram fortes cisões no movimento espírita, impulsionadas por questões políticas e doutrinárias. Sobretudo pessoas progressistas e mais à esquerda no espectro político deixaram de se identificar como espíritas desde a adesão de lideranças e seguidores ao “bolsonarismo”. Este processo expulsou gente do espiritismo, mas é possível afirmar que não atraiu ninguém.

7. Decadência de um imaginário progressista

O espiritismo surgiu na Europa positivista, junto às promessas da modernidade e à crença no progresso irrefreável da sociedade pela ciência. Pode-se considerar que o ideário do século XIX já não faça tanto sentido no Brasil atual. 
Ao longo do século XX, a figura de Chico Xavier atualizou essa discursividade, aproximando-a das práticas do catolicismo popular e das demandas de sua época – assistencialismo, pacifismo e consolo espiritual. A hipótese aqui é que o espiritismo entrou no século XXI nostalgicamente, persistindo naquela temporalidade de um progressismo que ficou na promessa, sem perspectivas de renovação.

8. Velhas questões

A dupla pertença é uma realidade entre espíritas. Em um cenário religioso mais plural, isso se torna potencialmente ainda mais presente. Há pessoas que se identificam com outras religiões, mas frequentam casas espíritas. Há, até mesmo, pessoas que se dizem “sem religião” e são espíritas no sentido filosófico (como os autodenominados “espíritas laicos”). Há alguns estudos sobre este aspecto, porém mais levantamentos para aprofundar este tema são demandados.

Na verdade, todos esses pontos tornam necessário desenvolver novos estudos. Embora eu tenha escrito este texto com tópicos que buscam responder à questão do título, esses e outros dados sobre religião não parecem exigir apenas nosso repertório já conhecido, mas instigar a formulação de questões mais atuais.

Referências

CUNHA, Magali et al.. “Um Brasil mais plural: um primeiro olhar sobre os dados de Religião do Censo 2022”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/um-brasil-mais-plural-um-primeiro-olhar-sobre-os-dados-de-religiao-do-censo-2022. Acesso em: 15 de junho de 2025.
DAMASIO, João. “Ideias e movimentos sociais dos espiritismos em 166 anos”. Disponível em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/ideias-e-movimentos-sociais-dos-espiritismos-em-166-anos. Acesso em: 15 de junho de 2025.
MIGUEL, Sinuê N. (2023). Espiritismo e profecia: uma análise da dimensão política das expectativas proféticas no espiritismo brasileiro. Revista Crítica Histórica, 13(25). https://doi.org/10.28998/rchv13n25.2022.0010
VIEIRA, Pedro. Recorte espírita do censo 2022. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAGqdWTLhUc/j8MmLrdX0GKLWlwHS4E4AA/view. Acesso em: 17 de junho



https://religiaoepoder.org.br/artigo/por-que-o-numero-de-espiritas-no-brasil-diminuiu  de 2025.

     A parte que falou sobre o Divaldo e o bolsonarismo foi preconceituosa sobretudo ao falar que o que o Divaldo falou sobre ser a favor tratamento precoce e riscos sobre as ditas vacinas contra o Covid com menos tempo de textes do que outras, seria uma visão "anti-científica", e a parte sobre que a visão de progresso ser antiquada é uma coisa ambígua e em certo sentido perigosa , por um lado, se se considera que a visão sobre o progresso como antiquada, então ironicamente se considera que houve UM PROGRESSO, em relação à época em que se considerava que não era antiquada, por outro, basta ler livros de justificação de comunistas para as atrocidades comunistas como "A moral deles e a nossa" ou "Terrorismo e comunismo" de Trotsky ou as biografias de Trotsky de Isaac Deustscher que se vê  que eles argumentavam sobre a visão de progresso linear ser um mito, para justificar as atrocidades comunistas, hoje muita gente usa esses argumentos para justificar as atrocidadees islâmicas também.

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Fernando_Silva
2026-Julho-28
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O ENCOSTO

Querem atrair o botanico, postem o "CHICO XAVIER - DOENTE MENTAL". Não achei mais esse brilhante texto.


Chico Xavier: Idolatrado e farsante.
Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como "Chico Xavier", começou a exercer sistematicamente como "médium" espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal.

Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a mais considerada pelos milhões de espiritistas do Brasil. E muito estimada inclusive por milhões de outras pessoas não-espiritistas.

Principal motivo e base de toda a exaltação propagandística: além de inumeráveis bilhetes e breves mensagens, 419 livros psicografados. Nenhum autor brasileiro tem tamanha produção. Entre 8 a 11 livros por ano. A Federação Espírita Brasileira (FEB) e outras entidades espiritistas sistematicamente publicam esses livros traduzidos em oito idiomas, inclusive japonês, árabe... e esperanto, distribuindo-os por mais de 40 países. No Brasil, 25 milhões de exemplares vendidos.

Acrescenta-se, para a admiração popular, que "Chico" cedeu todos os direitos autorais a diversas entidades espiritistas de atendimento aos pobres.

A organização de propaganda espiritista apresentou pessoalmente Chico Xavier, com seus livros, por diversas cidades de Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Portugal. Uma das mais destacadas conseqüências práticas dessas viagens foi a fundação do "Christian Spirit Center", em Ellon College, Carolina do Norte.

Em numerosos jornais e revistas foram publicados e repetidos sem cessar grandes elogios à psicografia de Chico Xavier: "Os poetas de que ele é intérprete, apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificavam neste planeta". "Anos após a sua morte, é dado encontrar-lhe novamente as idéias e o estilo". "não atraiçoou poeta algum, pois todos se apresentam realmente como eram em vida". "Ninguém que haja lido assiduamente os escritores em questão, deixará de os reconhecer integralmente nas poesias ou livros psicografados". Apregoam que inclusive o grande crítico literário Agripino Greco reconheceu nas psicografias de Chico o inconfundível estilo de Umberto de Campos... "Se o homem produziu tudo aquilo por conta própria, então ele pode ocupar quantas cadeiras quiser na Academia". Etc. A propaganda espalha pelo Brasil inteiro (e sem tanto êxito em muitas outras partes do mundo), a pergunta: "Como é possível que um ignorante e iletrado seja capaz de escrever tudo isso e em diferentes estilos?"

A REALIDADE É MUITO DIFERENTE
Direitos autorais


Não foram empregados só em atendimento aos pobres, senão também e preferentemente para divulgação dessas psicografias e para propaganda do Espiritismo. Concretamente já aludimos ao "Christian Spirit Center", que pessoalmente Chico ajudou a fundar. Precisamente junto ao centro onde atendia Chico havia uma livraria de Espiritismo. Etc.

Academia?

Há falsários perfeitíssimos que enganaram aos melhores museus e especialistas. Mas descoberta a falsificação, nenhum falsário foi elevado à cadeira de nenhuma academia: imitação não é originalidade. O pastiche não é a genialidade

Iletrado?

"Fez o curso primário e estudou mais um ano com uma professora particular, que testemunha: "Distinguia-se por sua inteligência, sua memória prodigiosa e sua aplicação ao estudo. Só queria ler, não participava dos brinquedos nem das rodas dos outros meninos, e quando deles queria participar era tão sem jeito e sem graça, que preferia desistir" ("O Diário" de Belo Horizonte, 1954, serie de artigos). E outro pesquisador no "Diário de Minas" (10-858): "Que Chico Xavier não é um iletrado, como espalharam seus admiradores, não é novidade. Já há cerca de quinze anos acentuei como fez estudos secundários, e ainda muito jovem publicava sonetos seus, com sua assinatura, como um que transcrevi naquele artigo, sonetos melhores do que muitos psicografados que ele atribui à Bilac, por exemplo".

Em todas as psicografias de Chico Xavier o fundo é sempre o mesmo por mais diferentes que tenham sido os "espíritos" aos que se atribuem: Uma `religiosidade` moralista, piegas, melíflua, repetitiva, absolutamente infantil... Quase três adjetivos por linha. Os mais usados: cariciosas, dulcíssima, inexcedível, amados...

Deveria bastar ler qualquer livro psicografado por Chico Xavier para compreender que tudo está muito longe de ser o que seus propagandistas proclamam. Tomemos a melhor publicação, a mais elogiada: "O Nosso Lar". Tudo está plagado de absurdos e contradições.

DOENTE MENTAL

Por motivos de saúde houve que fazer o eletroencefalograma de Chico Xavier, fora do controle dos espiritistas quando finge que está "psicografando". Resultado esclarecedor: "Foco temporal classicamente responsável por distúrbios sensoriais, alucinações, ouvir vozes (...), arritmia, tendência a ataques epilépticos ou `transes´" (Ver, entre outras publicações, Revista "Realidade", Novembro, 1971).

Depoimento do pai, Sr. João Cândido. Confessou o próprio Chico Xavier com referência à sua "iniciação mediúnica" na infância, de sonâmbulo falante e ambulante: "Meu pai estava querendo internar-me em um sanatório para enfermos mentais (...) Devia ter suas razões: naquela época me visitavam (...) também entidades estranhas perturbadoras" (Em entrevista ao repórter Mauro Santayana, "Folha Ilustrada", São Paulo, 11-Julho-1982).

Depoimento da madrinha, Da. Rita: "Dizia que eu era louco". Surrava-me "por ser doido (...) Dizia a todo mundo que o menino era doido varrido" (Em entrevista ao repórter Ramón García y García, "Fatos e Fotos", n. 1072).

Por afirmação do próprio Chico. Afirmou inúmeras vezes que estava sempre sendo assistido e inspirado por "Emmánuel". Continuamente, ininterruptamente, dia e noite..., que o via, ouvia e sentia como a qualquer pessoa viva ou a qualquer coisa ao redor. Especialmente por "Emmánuel", como chefe, mas também mais de 500 outros "espíritos" subordinados.

Sendo isto não só sem prova nenhuma senão também clarissimamente falso, como veremos, de duas uma: ou Chico Xavier não acreditava no que afirmava e seria um continuo mentiroso e continuo farsante, ou acreditava nessa afirmação e então estava completamente fora da realidade, o que significaria que era absoluta e continuamente louco em alto grau.

AS INCONGRUÊNCIAS

Apresento algumas, entre milhares. Se Chico Xavier não era louco, a farsa seria gravíssima demais... Se Chico Xavier era um grande doente mental, não estranhariam as contínuas e enormes incongruências e que ele as atribuísse a "espíritos" superiores.
A propaganda que dele fazem os líderes do espiritismo é que deveria estranhar, se não fosse conhecido o fanatismo e mesmo tortuosa intenção...

No "Parnaso de Alem Túmulo" Chico Xavier apresenta um soneto, no "estilo dos sonetos do exílio" como se fosse uma psicografia ditada pelo "espírito" de Dom Pedro II.

Ora, o "espírito" de Dom Pedro II não sabia nem ninguém lhe comunicou no além, nem a ele nem a Chico, que os "sonetos do exílio" não eram de Dom Pedro senão de um nobre que o acompanhava? (Com toda razão Gustavo Barroso ridicularizava então a Chico Xavier num artigo em "O Cruzeiro").

"E no caso de Humberto de Campos é mais grave"...

"porque ele capricha em obedecer ao Decreto do Governo Federal que instituiu a ortografia fonética, decreto baixado depois de seu trespasse" (Timponi, Miguel: "A Psicografia ante os Tribunais", 4ª ed., pág. 333).

Chico Xavier fundou em Pedro Leopoldo o Centro Espírita São Luis Gonzaga, Rei da França.

Isto é, os "espíritos superiores" que pretendidamente assessoram a Chico seriam tão ignorantes, que não sabem que São Luís Gonzaga, jesuíta, italiano, morto muito jovem no século XVI é completamente diferente de São Luís, Rei da França, das Cruzadas, morto velho no século XIII.

VAIDADE DOENTIA
Muitos ficam surpresos pelo fato concreto de o "humildíssimo" Chico usar peruca até terminar o implante de cabelos, e antes sempre boina. É típica a vaidade exacerbada como mecanismo doentio para compensar defeitos que poderiam levar ao complexo de inferioridade. Em Chico Xavier, homossexualidade, toda a vida doente, surtos ou continua psicose... Não insistirei nisto, só o mínimo para desmascarar em Chico o continuo fingimento de humildade. Bastem as palavras do grande psiquiatra Professor Dr. Silva Mello: "Dentro do espiritismo, do mediunismo, da psicografia há muito desejo oculto, muita necessidade de ser diferente e maior e melhor do que os outros, muita vaidade, muito amor próprio (...) bem disfarçado (...) E talvez em nenhum território humano apareça isso de maneira tão evidente como justamente no campo do espiritismo" ("Mistérios e Realidades deste e do Outro Mundo", pág. 277).
NEM ADIVINHO, NEM INSPIRADO
Nada teria de mais que Chico Xavier tivesse alguma adivinhação, do pensamento ou realidade, em relação com alguma pessoa viva, no presente ou num passado ou futuro não muito distantes. Como tantas outras pessoas têm, ou mesmo todas alguma vez. Mas Chico Xavier não tinha um mínimo que fosse de controle da adivinhação, nem estava, contra o que afirmava, inspirado continuamente, ininterruptamente, dia e noite, especialmente por "Emmánuel" e mais outros 500 guias. não teria sido enganado por Otília Diogo nas fraudulentas materializações na própria casa de Chico Xavier, em Uberaba, farsa grosseira e contínua na que tão entusiasticamente colaborou, até ser tudo desmascarado pela equipe de repórteres (Revista "O Cruzeiro", ampla série de reportagens nos primeiros messes de 1964; e outras muitas reportagens posteriores, por exemplo 27-10-1970; e em outras revistas inclusive do estrangeiro, por exemplo, na revista "Creencias Populares", de Argentina, Março de 1975; e em jornais, por exemplo serie de quatro artigos em "A Gazeta" de Curitiba; etc.)
Não teria confiado tão entusiasticamente, ao ponto de designá-lo para seu sucessor, em Amauri Xavier Pena, o sobrinho que o desmascarou.

Não teria confiado nem deixado que seu "filho" adotivo, o dentista Eurípides Higino dos Reis, e a ex-mulher deste, Cristine Gertrude Shulz, desviassem dinheiro em grande quantidade durante anos, como denunciou o promotor de Investigações Criminais Dr. José Carlos Fernandes ("Veja" 14-fevereiro-01; "Contigo", 20-Fevereiro- 01; "O Estado de São Paulo", 31-Março-01; "Jornal do Brasil", 21- Setembro-01; etc., etc.)

Entre outros muitos exemplos, não haveria obtido tão facilmente êxito o repórter Hamilton Ribeiro. A seu pedido, Chico Xavier "psicografou" uma mensagem do "espírito" da mãe do Sr. João Guignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná. Acontece que foi artimanha do repórter, a senhora "comunicante" está viva em Curitiba.

Continua o repórter Hamilton Ribeiro: "Agora vou ler a receita psicografada do pedido que fiz hoje em nome de Pedro Alcântara Rodrigues, alameda Barão de Limeira, 1327, ap. 82, São Paulo (...) Na letra inconfundível da psicografia (de Chico Xavier), lá está: 'Junto dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe'".

"O que pensar disso? Nem a pessoa com aquele nome, nem mesmo esse endereço existem. Eu os inventei" (Revista "Realidade", Novembro 1971).
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Acauan
2026-Julho-28
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Volpiceli

...

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 
...


Ainda insistem nessa falsificação de identidade da Umbanda, que é sim um experimento religioso kardecista e não de matriz africana.
Tecnicamente, a Umbanda poderia até ser considerada uma heresia espírita, mas o conceito de heresia só é aplicável às religiões que possuem uma teologia autêntica e consolidada, o que não é o caso do Espiritismo.

O IBGE quantifica que a maioria dos praticantes da Umbanda são tão brancos quanto seu fundador, Zélio de Moraes.
É nonsense chamar de matriz africana um conjunto de ritos fundado por um branco, praticada majoritariamente por brancos e que nada mais é que um spin-off de uma doutrina inventada por um branco francês racista do século XIX.

E há todo um alarde sobre os umbandistas serem perseguidos e vítimas de racismo...
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Percival
2026-Julho-28
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Acauan

Volpiceli

...

4. Afirmação da identidade umbandista

É fato que estamos vivenciando uma época de maior afirmação da identidade de religiões de matrizes africanas. Até muito pouco tempo atrás, era muito comum que pessoas umbandistas se identificassem como espíritas. 
...


Ainda insistem nessa falsificação de identidade da Umbanda, que é sim um experimento religioso kardecista e não de matriz africana.
Tecnicamente, a Umbanda poderia até ser considerada uma heresia espírita, mas o conceito de heresia só é aplicável às religiões que possuem uma teologia autêntica e consolidada, o que não é o caso do Espiritismo.

O IBGE quantifica que a maioria dos praticantes da Umbanda são tão brancos quanto seu fundador, Zélio de Moraes.
É nonsense chamar de matriz africana um conjunto de ritos fundado por um branco, praticada majoritariamente por brancos e que nada mais é que um spin-off de uma doutrina inventada por um branco francês racista do século XIX.

E há todo um alarde sobre os umbandistas serem perseguidos e vítimas de racismo...



‍Isso e uma coisa curiosa e principalmente a historia das entidades que habitam essa mitologia. Sao africanas ou sabor africano? Porque ate entao o fundador nunca foi. 
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Judas
2026-Julho-28
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Tópicos criados: 71
Acauan


Ainda insistem nessa falsificação de identidade da Umbanda, que é sim um experimento religioso kardecista e não de matriz africana.


Explorando a parte boa de envelhecer com os amigos que fiz aqui,  vou lembrar um episódio.

No início do século* existia um cara chamado Daniel Sottomaior que vivia a reclamar do tratamento desigual dado às "religiões de matriz africana" no Brasil.

De cara já tá errado ao usar a expressão entre aspas ipsis litteris.
O erro é o mesmo de quando alguém vai defender desarmamento ou ser contra porte de arma e usa a palavra "preparo" assim:
"Pessoas simplesmente não podem ter armas assim do nada, o policial tem PREPARO..."
É sempre a palavra PREPARO que delata que a pessoa não entende merda nenhuma do que está falando e está tentando ter razão usando um chavão de jornalista burro. Esse tipo de pessoa jamais usaria essa palavra pra se referir ao um chefe de cozinha: "É preciso ter preparo pra cozinhar bem certos pratos mais complicados..."
Essa pessoa só lembra que sabe essa palavra quando se depara com uma discussão sobre desarmamento e precisa fazer crer que ela domina o assunto sem precisar fazer mais nada além de dizê-la.

Voltando ao Daniel.
É mais um beócio que faz o mesmo com a expressão "religião de matriz africana". É sempre ao pé da letra sem uma única variável. EX: "religião africana", "religião da África"...

E do Daniel me lembro de como o Acauan há muito tempo se referiu a ele nesse sentido.
Daniel estava dando esse chilique e o Acauan disse mais ou menos assim:

"Duro é ter que ver esses ateus aí falando em proteger terreiros como se eles morressem de amores por essas religiões..."

A versão mais moderna que conheço dessa piada pronta é do Rasta que se refere ao termo como:

"Religiões de matriz africana que só existem e são praticadas no Brasil".




*Daniel morreu pouco depois de 2006. Sua morte coincide com a morte de vários outros foristas ateus daqui tendo sido o episódio do Mensalão  a causa de todas elas. Estes indivíduos não resistiram ao choque de se descobrirem religiosos babões que usavam a lógica pra quase tudo na vida, menos pra questionar as próprias crenças. Foi um golpe muito duro pra todas essas almas perdidas no fanatismo religioso.

O espírito de Daniel nunca descansou em paz. Aparições dele podem ser vistas em sites como o UOL, a Folha de São Paulo e o Intercept Brasil. Uma alma perdida defendendo banimento de símbolos religiosos de repartições públicas como desdobramento de um dos dogmas religiosos que ele sempre costumava pregar, o status laicus .
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