Religião é Veneno
MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Autor: Acauan | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 75198 Comentários: 8
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"SE LIGA BRASIL"

"MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

"Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.


"Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

"É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

"É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

"É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

"É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

"É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

"É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

"É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

"Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

"Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

"Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."

manifestoemdefesadademocracia@gmail.com
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Data da postagem: 22/09/2010, 10:56
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Entrevista com Hélio Bicudo, ex-petista que saiu do partido após 25 anos por causa do mensalão e um dos signatários:

Ex-petista, Hélio Bicudo detona Lula e o PT
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Data da postagem: 26/09/2010, 15:09
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Muito bom tópico.
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Presenças honrosas

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 1 de outubro de 2010

Entre os quase sessenta mil signatários do “Manifesto em Defesa da Democracia”, há decerto um bom contingente de cidadãos – nos quais me incluo – que jamais se deixaram enganar pelo “novo paradigma” imposto à política brasileira desde a ascensão das esquerdas ao primeiro plano do espetáculo nacional. Mas há também uma parcela de celebridades da mídia, do show business, da política e do mundo empresarial, das quais não se pode dizer o mesmo. O próprio site do Manifesto incumbe-se de distinguir os dois grupos, reunindo o segundo nos links “Assinaturas em destaque” e “Artigos em destaque” (v. http://www.defesadademocracia.com.br/ca ... os/page/2/).

Significativamente, a quase totalidade dos nomes aí “destacados” são de pessoas que integram uma das seguintes categorias:

(1) Contribuíram ativa e entusiasticamente para a criação do monstro petista e até hoje não lhe fazem restrições – quando as fazem – senão limitadas e pontuais.

(2) Sem ser petistas ou simpatizantes, julgaram a ascensão do PT um fenômeno positivo para a democracia e a defenderam galhardamente contra quem quer que, com base na leitura dos próprios documentos internos do partido, advertisse que se tratava de uma organização revolucionária de alta periculosidade.

(3) Fizeram tudo o que podiam para bloquear ou inibir a divulgação da existência e das atividades do Foro de São Paulo, entidade com que o PT salvou e restaurou o movimento comunista latino-americano, ameaçado de extinção no começo da década de 90.

(4) Repetidamente denunciaram toda veleidade de anticomunismo como uma ameaça temível e um abuso inaceitável, ajudando a criar assim a atmosfera de hegemonia esquerdista na qual o triunfo do PT, como personificação mais pura do esquerdismo nacional, se tornava claramente inevitável (v. meu artigo de setembro de 2004, “Assunto encerrado”, http://www.olavodecarvalho.org/semana/040212jt.htm).

Atribuindo a esses indivíduos um lugar de revevo, o site do Manifesto dá a entender que a presença de suas assinaturas infunde no documento um valor a mais, revestindo-o de uma autoridade moral que a mera quantidade de signatários não poderia lhe conferir.

O critério de julgamento aí subentendido é, por si, toda uma lição de sociologia quanto à mentalidade daquilo que o sr. Presidente chama de “azé-lite”. Basta assimilar essa lição para compreender por que o país chegou ao ponto em que se tornou necessário arrebanhar às pressas sessenta mil pessoas para defender uma democracia que, ainda meses atrás, tantas delas proclamavam firmada e consolidada – vejam vocês – pelo fato mesmo da ascensão petista.

O que os destaques do site evidenciam, desde logo, é que, no sentimento geral da “azé-lite”, o mérito supremo, em política, não consiste em perceber os perigos em tempo de preveni-los, mas em recusar-se obstinadamente a enxergá-los, ou a deixar que alguém mais os enxergue, até quando já nada mais reste a fazer contra eles senão assinar um manifesto – o último recurso dos derrotados.

Com toda a evidência, as opiniões, nesse meio, não valem pelo seu coeficiente de veracidade, de oportunidade estratégica ou de eficácia preditiva, mas, justamente ao contrário, só são admitidas como dignas de alguma atenção – ainda assim parcial e seletiva – quando obtêm finalmente o nihil obstat dos últimos a saber. Um sindicato de maridos traídos não seria talvez tão lerdo e recalcitrante em tomar ciência das más notícias.

Mas a lentidão paquidérmica em admitir os fatos não é causa sui. Ela vem do apego supersticioso da “azé-lite” à lenda de que o movimento comunista não existe e de que toda tentativa de denunciá-lo só pode ser coisa de extremistas de direita, saudosistas da Guerra Fria, loucos de pedra e teóricos da conspiração. Essa lenda foi criada para infundir naquelas pessoas a ilusão de que o fim do regime militar traria magicamente ao Brasil uma democracia estável, de tipo europeu – ilusão necessária, precisamente, para que a gradual mas inevitável ascensão de comunistas e pró-comunistas ao poder absoluto aparecesse a seus olhos como o fruto espontâneo da “evolução democrática” e não como o resultado de um planejamento maquiavélico de longo prazo, que os documentos do PT e do Foro de São Paulo atestam para além de toda dúvida razoável.

A expressão “azé-lite” é tardia. Muito antes dela, em 1996, no meu livro O Imbecil Coletivo, eu já havia dado a essa faixa social o nome de “pessoas maravilhosas”, observando que para tornar-se uma delas você deveria antes de tudo acreditar que, embora o comunismo não exista, ser comunista é chique e ser anticomunista é brega.

Agora, na página do Manifesto, até uma pessoa indiscutivelmente maravilhosa como o sr. Luiz Eduardo Soares, que viu na publicação daquele meu livro um sinal alarmante de ressurgimento da abominável direita, sai gritando, tarde demais, contra os “bolcheviques e gambás” (sic) que se apossaram do país.

Pessoa maravilhosa é também o sr. Luís Garcia, que ainda em 2008 (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/090113dc.html) se orgulhava de tudo ter feito para lotar de esquerdistas as páginas de opinião de O Globo e muito se arrependia de haver ali encaixado, mesmo a título de balanceamento fingido, um único direitista que fosse. Num gesto inusitado para um chefe de redação, o sr. Garcia chegou até a puxar, nas páginas do mesmo jornal, uma discussão com esse direitista – que não era outro senão eu –, para alegar que o referido, ao alertar contra o poder crescente do esquerdismo continental, estava era enxergando crocodilos embaixo da cama.

Ainda ontem, crocodilos, gambás e bolcheviques só existiam na minha imaginação perversa. De repente, surgindo do nada, tomaram posse do circo inteiro e assombram as noites das pessoas maravilhosas que riam de quem os enxergava.

Já nem falo dos srs. Hélio Bicudo, Ferreira Gullar, Eliane Cantanhede e tantos outros, que, ajudando a instaurar o mito do monopólio esquerdista do bem e da verdade, criaram as condições indispensáveis para transformar a política brasileira numa disputa de família entre organizações de esquerda, ignorando ou fingindo ignorar que a hegemonia ideológica traz inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, o império do partido único, contra o qual hoje esperneiam com ares de inocência surpreendida.

Todos esses, sem exceção, apostaram suas vidas na mentira mais estúpida e letal que alguém já inventou contra a democracia: a mentira de que é possível um regime democrático normal e saudável sem partidos de direita, ou só com uma direita amoldada servilmente aos propósitos da esquerda. Ao assinar o Manifesto, não têm sequer a honestidade de reconhecer que o assinam contra si mesmos. Num país onde o fingimento é a mais excelsa das qualidades morais, isso é razão suficiente para considerar seu apoio àquele documento uma honra digna de menção especial.

http://www.olavodecarvalho.org/semana/101001dc.html
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Façamos nosso próprio manifesto! - Klauber Cristofen Pires
http://www.midiasemmascara.org/artigos/ ... festo.html

A esquerda que se opõe à esquerda. - Leonardo Bruno
http://www.midiasemmascara.org/artigos/ ... uerda.html

Os textos do Conde parece que estão melhorando. Lembro que uns anos atrás achava apenas um amontoado de merda chata e retardada com tendências afeminadas e desvaneios monarquistas
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“Decreto do Presidente Lula ameça a democracia”

http://www.defesadademocracia.com.br/20 ... emocracia/
[vimeo]http://www.vimeo.com/15486156[/vimeo]

http://www.defesadademocracia.com.br/
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Data da postagem: 04/10/2010, 00:08
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Em 22/09/2010 era postado no fórum Religião é Veneno um manifesto em defesa da democracia, uma iniciativa que coletava assinaturas de pessoas ilustres e já falecidas como Olavo de Carvalho.

Sobre o manifesto:
O Manifesto em Defesa da Democracia, foi lançado em 22 de setembro de 2010, foi uma iniciativa de juristas, intelectuais, artistas e outras personalidades que denunciavam o que consideravam uma escalada autoritária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em relação à liberdade de imprensa, ao uso político das instituições públicas e à perseguição de adversários.
O documento foi apresentado em um ato público na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, em São Paulo, durante a campanha presidencial que terminaria com a eleição de Dilma Rousseff. 

As principais preocupações apresentadas pelos organizadores eram:

  1. Ataques à liberdade de imprensa: Lula vinha criticando duramente veículos de comunicação pela cobertura das eleições. Os signatários consideravam que o governo estimulava movimentos favoráveis ao controle da imprensa.
  2. Utilização política de órgãos públicos: o manifesto denunciava o suposto uso da máquina estatal para beneficiar o PT e prejudicar adversários políticos.
  3. Quebras de sigilo e produção de dossiês: havia denúncias de acesso irregular a informações sigilosas de pessoas ligadas à oposição durante a campanha eleitoral.
  4. Ameaças às instituições democráticas: os organizadores alegavam que o governo demonstrava intolerância à oposição e desrespeito aos limites constitucionais.
  5. Corrupção e aparelhamento do Estado: o documento criticava a utilização de empresas estatais, órgãos administrativos e fundos de pensão para interesses partidários.
Esses pontos constam do próprio manifesto e das notícias publicadas na época. 
É engraçado pensar que hoje, 24 de outubro de 2026, as vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, temos uma situação muito parecida, Lula presidente e envolvido em casos gigantes de corrupção como Master, INSS e o roubo da saúde no caso do trafico de influencia envolvendo Lulinha.
Novamente o PT arriscando a se eleger mais uma vez.

Nesses 16 anos que nos separam desse manifesto, a grande mudança foi a profundidade da degradação das instituições, muito maior hoje e que nos aproximam muito mais da Venezuela especialmente no que se refere a degradação da nossa suprema corte.

Se naquela época a censura era somente um medo, hoje ela é uma realidade.
O alvo mudou do discurso para a censura da velha imprensa, para o desejo sombrio da censura completa das redes sociais aos moldes chineses.




Amanhã temos o poder de enterrar Lula e o PT para sempre.

Que todos tenham consciência do que está em jogo e se baseiem no uso da razão e na analise dos fatos, não em paixões ideológicas ou ódio irracional a uma corrente política que, diferente do PT, não governa há 2 décadas.

Essa eleição não decide só o presidente, mas qual presidente terá o poder de indicar ao menos mais 4 ministros ao STF.
Não dá para permitir a indicação de mais 4 Alexandre de Moraes Ou Flavio Dino.

A democracia no Brasil não aguenta. Seria o golpe final nas nossas instituições e o enterro permanente da nossa constituição.
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