
Religião é Veneno
Pensamentos Aleatórios
Autor: Percival | Categoria: Papo Furado | Exibições: 4213 Comentários: 88

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Percival
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Data para retomar a postar aqui com um pouco mais de frequência: final desse mês.
Projeto terminando e não sei pra onde vou.
O importante é que esse ano finalmente é o ano da colheita.
Projeto terminando e não sei pra onde vou.
O importante é que esse ano finalmente é o ano da colheita.
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Data da postagem: 16/04/2026, 04:39

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O ENCOSTO
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Data da postagem: 27/04/2026, 06:24

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Percival
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Achei engraçado o Bessias usar a palavra empírico. É uma palavra recorrente no meu vocabulário.
O problema dessa palavra e que ela leva a conta o emissor somente. Se eu analiso empiricamente analiso sobre meus critérios
O problema dessa palavra e que ela leva a conta o emissor somente. Se eu analiso empiricamente analiso sobre meus critérios
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Data da postagem: 30/04/2026, 17:15

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Fernando_Silva
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Percival
Achei engraçado o Bessias usar a palavra empírico. É uma palavra recorrente no meu vocabulário.
O problema dessa palavra e que ela leva a conta o emissor somente. Se eu analiso empiricamente analiso sobre meus critérios
Empirismo em si não garante nada porque pode representar apenas casos isolados enquanto ignora casos que conflitam com a opinião do argumentador.
É preciso que os dois lados aceitem a validade das evidências ditas empíricas.
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Data da postagem: 01/05/2026, 08:42

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Percival
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Fernando_Silva
Percival
Achei engraçado o Bessias usar a palavra empírico. É uma palavra recorrente no meu vocabulário.
O problema dessa palavra e que ela leva a conta o emissor somente. Se eu analiso empiricamente analiso sobre meus critérios
Empirismo em si não garante nada porque pode representar apenas casos isolados enquanto ignora casos que conflitam com a opinião do argumentador.
É preciso que os dois lados aceitem a validade das evidências ditas empíricas.
E mesmo essas evidências podem estar sujeitas a uma interpretação que nao e válida.
Ninguem consegue sentir o que o outro sente, nem a dita empatia e algo que vai dizer realmente o que o outro esta sentido. So sabe realmente quem sofreu a acao: nós projetamos essa reação.
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Data da postagem: 01/05/2026, 13:15

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LaraAS
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Interessante, agora eu descobri que o Stalin era de haplogrupo "y" G2a (aquele haplogrupo "y" que eu já tinha contado que, junto com o I2, foi quase exterminado na península ibérica na idade do bronze,e na verdade isso aconteceu em quase toda a Europa),se bem que na verdade hoje em dia há sim uns 2% de portadores de "y" G2a na península ibérica e no caso dos I2 há uns 4% na península Ibérica e mais ou menos isso na maior parte da Europa (aquela amostragem falando de 0% ou 0,1% no ano 2000a.C devia estar viciada ou muito pequena)) e no caso do Stalin, excepcionalmente, ele até tinha como língua natal uma língua pré-indo-europea mesmo, o georgiano. A vingança dos G2a e dos caras de línguas pré-indo-europeas? Se bem que, para dizer a verdade, ele era auto-depreciativo como georgiano, fazendo repressões especificamente contra movimentos separatistas ou mesmo pró-maior autonomia de fato da Georgia. Então deve ser só coincidência.
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Data da postagem: 28/07/2026, 14:54

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Percival
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Uma das variáveis mais negligenciadas na comunicação humana não é a qualidade do argumento, mas o alinhamento do propósito conversacional.
Em termos da psicologia cognitiva e da pragmática da linguagem, toda conversa possui uma intenção funcional. Algumas interações são orientadas para a exploração de ideias, outras para a tomada de decisão, resolução de problemas, validação emocional, negociação ou persuasão.
Quando os interlocutores operam com objetivos distintos, ocorre uma assimetria de enquadramento (frame mismatch): ambos processam a mesma informação, mas atribuem significados diferentes ao diálogo.
É nesse momento que surgem interpretações equivocadas, vieses de atribuição e a sensação de que "ninguém está ouvindo", quando, na realidade, cada pessoa está respondendo a um propósito diferente.
A eficiência comunicacional não depende apenas da clareza da mensagem, mas da convergência de intenção. Sem esse alinhamento, até argumentos logicamente consistentes tendem a gerar resistência, porque não atendem à necessidade cognitiva predominante do outro.
Antes de investir energia em elaborar melhores argumentos, faça uma pergunta mais estratégica:
Porque, muitas vezes, o verdadeiro problema não está no que foi dito, mas na divergência entre os objetivos que orientam a interação.
Comunicação eficaz não é apenas transmitir informação; é sincronizar propósitos.
Em termos da psicologia cognitiva e da pragmática da linguagem, toda conversa possui uma intenção funcional. Algumas interações são orientadas para a exploração de ideias, outras para a tomada de decisão, resolução de problemas, validação emocional, negociação ou persuasão.
Quando os interlocutores operam com objetivos distintos, ocorre uma assimetria de enquadramento (frame mismatch): ambos processam a mesma informação, mas atribuem significados diferentes ao diálogo.
É nesse momento que surgem interpretações equivocadas, vieses de atribuição e a sensação de que "ninguém está ouvindo", quando, na realidade, cada pessoa está respondendo a um propósito diferente.
A eficiência comunicacional não depende apenas da clareza da mensagem, mas da convergência de intenção. Sem esse alinhamento, até argumentos logicamente consistentes tendem a gerar resistência, porque não atendem à necessidade cognitiva predominante do outro.
Antes de investir energia em elaborar melhores argumentos, faça uma pergunta mais estratégica:
Qual é o propósito desta conversa?
Porque, muitas vezes, o verdadeiro problema não está no que foi dito, mas na divergência entre os objetivos que orientam a interação.
Comunicação eficaz não é apenas transmitir informação; é sincronizar propósitos.
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Data da postagem: 28/07/2026, 15:04

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Percival
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Um relato de um conhecido da internet: uma professora esquerdista dizia, sobre a geração dele:
Porque, traduzindo, muitas vezes parecia significar:
“Vocês não são esquerdistas como nós fomos.”
E aí começa uma das maiores ironias da história recente.
Parte dos Boomers construiu uma verdadeira mitologia em torno da juventude que enfrentou a ditadura, participou de manifestações, fez greve e se envolveu com a política. O Lula, naquele imaginário, era praticamente um símbolo máximo dessa época: o operário, o sindicalista, o homem que enfrentava o sistema.
Havia uma romantização enorme daquela geração e daquela experiência política.
Só que existia um problema: eles presumiram que a nossa geração necessariamente herdaria as mesmas convicções.
E não herdou.
Imagino o parafuso que deve ter dado na cabeça de muita gente quando percebeu que uma parcela expressiva dos Millennials passou a apoiar justamente aquilo que, para aquela geração anterior, representava quase o próprio demônio político: Bolsonaro e a direita.
Para alguns, aquilo simplesmente não fazia sentido.
Afinal, como assim a geração que deveria ser “convertida” para a esquerda acabou tomando outro caminho?
E aqui entra uma crítica que faço também aos próprios Millennials.
Porque é lastimável ver a quantidade de gente da nossa geração que, em vez de questionar essa herança, acabou abraçando integralmente a visão de mundo da geração anterior — muitas vezes por rivalidade, ressentimento ou simplesmente pela necessidade de validação social.
Era para haver uma conversão total dos Millennials para esquerda.
Mas ela não aconteceu.
E talvez isso ajude a explicar tanta polarização dentro da própria geração.
Existe um ponto que considero particularmente importante: a nossa geração parece ter desenvolvido uma capacidade assustadora de se vender por validação.
Quando houve ascensão social, em vez de preservar aquilo que havia sido conquistado e abrir caminho para os que vinham depois, muita gente passou a agir para impedir que os outros subissem.
É algo que lembra, em outra escala e contexto, o comportamento que muitos do nicho que convivo criticamos nos Boomers.
O Boomer conquista um bom emprego, estabilidade e aposentadoria e depois ajuda a construir regras que dificultam o acesso das próximas gerações — deixando a conta para elas.
O Millennial, em muitos casos, fez algo semelhante, mas acrescentou uma coisa ainda mais problemática:
Jogou fora as próprias pérolas para ser aceito pelos “normais”.
E esse talvez seja um dos maiores fracassos da nossa geração.
O vínculo com as pessoas passou a valer menos do que a validação do grupo.
O legado recebido passou a ser descartável quando entrava em conflito com alguma rivalidade política ou social.
E existe ainda outra questão: fomos educados dentro de uma cultura de inveja latente.
Uma cultura em que ver o outro subir muitas vezes incomoda mais do que celebrar a própria subida.
Talvez por isso a polarização tenha encontrado terreno tão fértil entre nós.
Não se trata apenas de esquerda contra direita.
É também uma disputa por pertencimento, status, reconhecimento e validação.
A geração que deveria simplesmente receber um legado e transformá-lo acabou, em muitos casos, disputando entre si quem poderia destruí-lo primeiro.
E talvez seja justamente por isso que os Millennials — e principalmente suas gerações posteriores — incomodem tanto.
Porque não fomos exatamente aquilo que esperavam que fôssemos.
“Essa geração não é revolucionária como a nossa. Isso se perdeu. Vocês são acomodados e alienados.”Eu sempre achei curioso esse tipo de crítica.
Porque, traduzindo, muitas vezes parecia significar:
“Vocês não são esquerdistas como nós fomos.”
E aí começa uma das maiores ironias da história recente.
Parte dos Boomers construiu uma verdadeira mitologia em torno da juventude que enfrentou a ditadura, participou de manifestações, fez greve e se envolveu com a política. O Lula, naquele imaginário, era praticamente um símbolo máximo dessa época: o operário, o sindicalista, o homem que enfrentava o sistema.
Havia uma romantização enorme daquela geração e daquela experiência política.
Só que existia um problema: eles presumiram que a nossa geração necessariamente herdaria as mesmas convicções.
E não herdou.
Imagino o parafuso que deve ter dado na cabeça de muita gente quando percebeu que uma parcela expressiva dos Millennials passou a apoiar justamente aquilo que, para aquela geração anterior, representava quase o próprio demônio político: Bolsonaro e a direita.
Para alguns, aquilo simplesmente não fazia sentido.
Afinal, como assim a geração que deveria ser “convertida” para a esquerda acabou tomando outro caminho?
E aqui entra uma crítica que faço também aos próprios Millennials.
Porque é lastimável ver a quantidade de gente da nossa geração que, em vez de questionar essa herança, acabou abraçando integralmente a visão de mundo da geração anterior — muitas vezes por rivalidade, ressentimento ou simplesmente pela necessidade de validação social.
Era para haver uma conversão total dos Millennials para esquerda.
Mas ela não aconteceu.
E talvez isso ajude a explicar tanta polarização dentro da própria geração.
Existe um ponto que considero particularmente importante: a nossa geração parece ter desenvolvido uma capacidade assustadora de se vender por validação.
Quando houve ascensão social, em vez de preservar aquilo que havia sido conquistado e abrir caminho para os que vinham depois, muita gente passou a agir para impedir que os outros subissem.
É algo que lembra, em outra escala e contexto, o comportamento que muitos do nicho que convivo criticamos nos Boomers.
O Boomer conquista um bom emprego, estabilidade e aposentadoria e depois ajuda a construir regras que dificultam o acesso das próximas gerações — deixando a conta para elas.
O Millennial, em muitos casos, fez algo semelhante, mas acrescentou uma coisa ainda mais problemática:
Jogou fora as próprias pérolas para ser aceito pelos “normais”.
E esse talvez seja um dos maiores fracassos da nossa geração.
O vínculo com as pessoas passou a valer menos do que a validação do grupo.
O legado recebido passou a ser descartável quando entrava em conflito com alguma rivalidade política ou social.
E existe ainda outra questão: fomos educados dentro de uma cultura de inveja latente.
Uma cultura em que ver o outro subir muitas vezes incomoda mais do que celebrar a própria subida.
Talvez por isso a polarização tenha encontrado terreno tão fértil entre nós.
Não se trata apenas de esquerda contra direita.
É também uma disputa por pertencimento, status, reconhecimento e validação.
A geração que deveria simplesmente receber um legado e transformá-lo acabou, em muitos casos, disputando entre si quem poderia destruí-lo primeiro.
E talvez seja justamente por isso que os Millennials — e principalmente suas gerações posteriores — incomodem tanto.
Porque não fomos exatamente aquilo que esperavam que fôssemos.
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Data da postagem: 02/09/2026, 14:42